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Posts Tagged ‘Beyerl’

Foram várias as famílias Bail/Bayerl que imigraram para São Bento do Sul, assim como foram várias as formas utilizadas por padres e escrivães para escrever o sobrenome. Neste título, estão presentes famílias que foram registradas como Bail, Beil, Bayerl, Beyerl, Baier, Bayer e mesmo Peyerl, que em registros civis também aparece como Bayerl. Aqui, em geral foi adotada a grafia correspondente ao registro de cada pessoa, com alterações apenas para algumas que, aparentemente, usaram grafia diversa da registrada. É possível que tenha havido variações ao longo das gerações.

A mais antiga dessas famílias é a de Benedikt Bail, famoso por ter sido o noivo do primeiro casamento boêmio de São Bento – e que foi também o primeiro casamento do centro de São Bento. O casamento de Benedikt com Anna Maria Neppel, contrariado pelos pais da noiva, não deixou, no entanto, descendentes. Os filhos de Benedikt com sua segunda esposa Katharina Brandl nasceram todos em São Bento do Sul, e depois começaram a se espalhar pela região.

Aloís Bail foi morador no Fundão. Benedicto Bail, o filho, esteve em Piên e depois no lugar Avencal, em Rio Preto. Também teve descendentes em Rio Negrinho. José Bail foi morador no lugar Pangaré, em Quitandinha, e teve descendentes em Piên e Agudos do Sul.  Já a família de Engelberto Bail se estabeleceu em Rio Negrinho, com grande descendência. Carlos Bail e Catharina Bail foram moradores no lugar Campinas dos Crispim, em Piên. Paulo e Rodolfo Bail também se fixaram em Rio Negrinho, cidade que parece contar com o maior número de descendentes do imigrante Benedikt Bail na região, identificáveis até os nossos dias.  

No mesmo navio que trouxe Benedikt Bail em 1874, o Shakespeare, veio também Georg Bayerl, casado com Elisabeth Achatz. Ao que parece, a maior parte dos descendentes desse casal permaneceu em São Bento do Sul, especialmente na Estrada Wunderwald.

O Shakespeare também trouxe Johann Baptista Baier, casado com Francisca Weissl. Esses não parecem ter permanecido em São Bento, e talvez tenham falecido em Joinvile. Seus descendentes se fixaram no lugar Lageado, em Piên. De lá, alguns partiram anos mais tarde para Rio Negrinho.

Em 1876, pelo Humboldt, imigrou Jakob Bayerl, ou Beil, casado com Anna Hilgardt. Esta família se estabeleceu no bairro Lençol, em São Bento do Sul.  Alguns descendentes permaneceram na mesma cidade e outros foram para Rio Negrinho.

Pelo Santos, em 1877, imigrou a família de Josef Bayerl, casado com Anna Schmidt. No ano de 1891, eles moravam na Estrada dos Banhados, em São Bento do Sul, e a partir de então não foram encontrados registros do destino que seus descendentes possam ter tido.

Anton Peyerl, casado com Margareth, imigraram pelo Montevideo, em 1879. Ao que tudo indica, se estabeleceram na Estrada Bismarck, em São Bento do Sul, com a maior parte dos descendentes permanecendo na cidade, e alguns indo para Campo Alegre e Rio Negrinho.

E, por fim, a família de Anton Bayerl e Katharina Meidlinger, que imigrou apenas em 1891, a bordo do Argentina, tendo se estabelecido na Estrada dos Banhados, onde também viveu grande parte dos seus descendentes.

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Eis um esboço do trabalho genealógico feito sobre essas famílias, e que faz parte do projeto “Genealogia Boêmia de São Bento do Sul”.  Se você é descendente, por favor entre em contato para trocarmos mais informações sobre a sua história familiar.

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BENEDIKT BAIL, ou ainda Beyerl, lavrador, noivo do primeiro casamento boêmio de São Bento do Sul, membro da Sociedade Auxiliadora Austro-húngara. Era filho natural de Peter Haden ou Hader e Maria Bail, tendo nascido em Holschlag ou em Haidl e recebido batismo católico em Gutwasser, na Boêmia. Ficou órfão cedo. Era afilhado de Georg Gschwendtner, que o trouxe ao Brasil. Ainda bastante jovem, Benedikt arrumou emprego como aprendiz na marcenaria do bávaro Georg Neppel, em Haidl Am Horngerg, atuah Zhurí, na Boêmia, e que estava sendo bastante solicitado para ajudar na reconstrução de casas, após um grande vendaval que atingiu a região em 1868. Trabalhando nessa marcenaria, Benedikt veio a se interessar por Anna Maria Neppel, filha do seu patrão e de Franziska Hofbauer, e que era um pouco mais velha do que ele. A aproximação não foi vista com bons olhos por Georg, que teria tratado então de despedi-lo. Em 1874, Benedikt decidiu acompanhar a imigração da famíila Gschwendtner, tendo embarco no navio Shakespeare, que saiu de Hamburgo aos 20.09.1874 e chegou ao porto de São Francisco do Sul aos 11.11.1874. Em seguida, encaminhou-se para São Bento do Sul, onde Benedikt comprou um lote naquela que seria a Avenida Argolo, onde hoje é a Rua Antônio Hilgenstieler. Em 1876, a família Neppel também decidiu imigrar ao Brasil, tendo vindo a bordo do navio Humbolt, que partiu da Alemanha aos 15.04.1876 e chegou em São Francisco do Sul aos 11.06.1876. De alguma forma, Benedikt ficou sabendo que Anna Maria estava vindo ao Brasil. Os dois parecem ter mantido o interesse mútuo, apesar da distância. A hipótese das cartas entre os dois encontra alguma dificuldade em ser aceita, pelo reduzido número de navios no intervalo entre as duas imigrações, além da existência de apenas um telégrafo, bastante precário, em São Francisco do Sul. Tendo havido realmente cartas entre os dois, é possível que não tenham sido escritas por Benedikt, que possivelmente não sabia escrever. De um jeito ou de outro, Benedikt partiu para encontrá-la. É singular que os pais de Anna Maria, mesmo sendo contrários ao relacionamento, tenham escolhido imigrar justamente para o lugar em que Benedikt morava. Ao se encontrarem novamente, depois de algum tempo de separação, os dois decidiram passar por cima da proibição dos pais de Anna Maria, e ainda em Joinville contrataram o casamento para algum tempo depois, quando o pároco faria uma visita a São Bento. Como esse seria o primeiro casamento entre boêmios e bávaros realizado em São Bento, a cidade se empenhou nos preparativos, tendo inclusive organizado uma banda de música, a Kapelle Augustin, primeiro grupo musical da cidade. Ao que parece, não houve muita resistência da sociedade local diante do fato que o casamento que organizaram aconteceria contra a vontade dos pais da noiva.  E o casamento realmente ocorreu, no dia 10.08.1876, dois meses após a chegada de Anna Maria, e sem que os pais da noiva aparecessem na celebração. O terno de Benedikt para este dia foi emprestado de Josef Augustin, pois ele mesmo não tinha um e tampouco havia condições de arrumar um em tempo hábil. A festa começou ainda pela manhã, na casa de Franz Pöschl, cunhado de Benedikt, tendo em seguida os noivos e convidados caminhado cerca de dois quilômetros até a igreja, onde aconteceu a celebração. Ao término desta, partiram para o almoço, no hotel e restaurante de Georg Bayerl, e continuaram a festa ao longo do dia com tradições e danças típicas da Boêmia. Aparentemente, o casal não teve filhos, pois nenhum registro foi encontrado. Não sabemos se os pais de Anna Maria passaram a aceitar o casamento da filha mais tarde. Tudo indica, no entanto, que Benedikt mantinha boas relações com seus cunhados, sendo inclusive testemunha dos seus casamentos no Brasil. Anna Maria Neppel faleceu menos de 10 anos depois de casar, aos 29.09.1885, vítima de tifo, sendo sepultada no antigo cemitério de São Bento, não mais existente. Benedikt Bail voltou a se casar em São Bento alguns meses depois, aos 10.02.1886, com Katharina Brandl, doméstica, nascida em Eisentrasse, na Boêmia, aos 21.03.1865, e que havia imigrado no mesmo navio que ele, filha de Josef Brandl e Anna Schweindfurter, neta paterna de Michael Brandl e Margaretha Mundl. Com Katharina, Benedikt teve 11 filhos. Katharina Brandl faleceu em sua casa na Avenida Argolo aos 04.02.1911, sendo sepultada no Cemitério Municipal. Benedikt Bail faleceu na mesma cidade no dia 24.02.1928 (7FC-73) e foi sepultado no mesmo cemitério. Com sua segunda esposa, Benedikt Bail teve:

 1.1 Thereza Bail § 1.º

 1.2 Aloís Bail § 2.º

1.3 Benedito Bail § 3.º

1.4 José Bail § 4.º

1.5 Engelberto Bail § 5.º

1.6 Carlos Bail § 6.º

1.7 Catharina Bail § 7.º

1.8 Pedro Bail § 8.º

1.9 Paulo Bail § 9.º

1.10 Maria Bail § 10.º

1.11 Rodolfo Bail § 11.º

§ 1.º

1.1 Thereza Bail, casada civilmente em São Bento do Sul aos 23 anos de idade no dia 29.09.1909 (7C-9) com Engelberto Boechler, ou Bechler, nascido na mesma cidade aos 26.03.1877, filho de Georg Boechler, de Flecken, e sua segunda esposa Anna Maria Modl, de Glasshütte, neto paterno de Johann Boechler e Anna Linzmeyer. Thereza Bail faleceu em São Bento do Sul aos 14.02.1970 (3FC-252). Tiveram geração conforme o título Boechler.

§ 2.º

1.2 Aloís Bail, também chamado Luiz Bail, lavrador, casado civilmente em São Bento do Sul, onde nasceu, aos 26 anos de idade no dia 14.11.1914 (8C-60) com Francisca Fleischmann, nascida e residente no mesmo lugar, filha de Carlos e Anna Maria Fleischmann. Aloís Bail residia no Fundão e faleceu, já em estado de viúvo, na casa do filho Carlos, no bairro Mato Preto, em São Bento do Sul, aos 16.10.1970 (3FC-274v), sendo sepultado no Cemitério Municipal. Tiveram:

2.1 Catharina Bail, nascida em São Bento do Sul aos 19.04.1915 (16N-609) e falecida na mesma cidade aos 20.01.1916 (5FC-22), sendo sepultada no cemitério da Vila.

 2.2 Frida Bail, doméstica, nascida em São Bento do Sul aos 17.08.1916 (17N-32v). Foi casada civilmente na mesma cidade aos 03.07.1937 (1C-120) com Alexandre Binner, lavrador e industriário, nascido em São Bento do Sul aos 10.03.1916, residente no bairro Mato Preto, filho de Augusto e Emma Binner. Alexandre Binner faleceu em São Bento do Sul aos 20.02.1980 (C1-196v), sendo sepultado no Cemitério de Lençol. Tiveram:

 3.1 Aristides Binner, com 44 anos em 1980.

3.2 Ingrid Binner, com 42 anos em 1980.

3.3 Ingo Binner, com 38 anos em 1980.

(…)

2.3 Alfredo Bail, com 56 anos em 1970.

2.4 Luiza Bail, com 55 anos em 1970.

 2.5 Thereza Bail, nascida em São Bento do Sul aos 08.03.1916 (17N-160v). Faleceu na mesma cidade aos 12.04.1934 (7FC-194), sendo sepultada no cemitério da vila.

 2.6 Carlos Bail, lavrador, nascido em São Bento do Sul aos 30.05.1920 (18N-128), residente no lugar Corredeiras, em Campo Alegre. Casou-se civilmente em Piên aos 25.05.1946 (4B-134) com Elli Müller, dona de casa, nascida em Piên aos 25.05.1920, residente no lugar Poço Frio, filha de Rodolfo Müller e Maria Tauscher. Foram moradores no Fundão, em São Bento do Sul. Elli Müller faleceu em São Bento do Sul aos 31.10.1991 (C3-216), sendo sepultada no Cemitério Municipal. Pais de:

 3.1 Ermelinda Bail, com 45 anos em 1991.

(…)

 

*

GEORG BAYERL, ou Bail, comerciante, que imigrou aos 42 anos de Silberberg, na Boêmia, a bordo do Shakespeare, que zarpou do porto de Hamburgo no dia 20.09.1874 e chegou ao porto de São Francisco do Sul no dia 11.11.1874. Trouxe consigo a esposa Elisabeth Achatz, natural da aldeia de Santa Katharina, com 40 anos na ocasião, e que faleceu na Estrada Wunderwald, em São Bento do Sul, já em estado de viúva, aos 74 anos de idade no dia 10.04.1909 (4FC-5). Foi sepultada na sede de São Bento. Georg Bayerl faleceu antes de 1889. Foram pais de:

1.1    Barbara Bayerl § 1.º

1.2    Anna Bayerl § 2.º

1.3    Karl Bayerl § 3.º

1.4    Franziska Bayerl § 4.º

§ 1.º

1.1 Barbara Bayerl, natural de Silberberg e batizada em Putzerriet. Imigrou aos 16 anos. Foi casada em São Bento do Sul no dia 09.07.1879 com Carl Ehrl, lavrador, nascido em Hammern, filho de Georg Ehrl e Catharina Ruckl. Barbara faleceu na sua casa, na Estrada das Neves, aos 29 anos no dia 05.07.1888, vítima de gangrena pulmonar, tendo sido sepultada no cemitério da sede de São Bento. Seu esposo faleceu na mesma cidade no dia 18.11.1944, aos 88 anos. O casal teve geração conforme o título Ehrl.

§ 2.º

1.2 Anna Bayerl, nascida em Silberberg no dia 12.09.1861, tendo sido batizada em Putzerriet. Casou-se com Andreas Linzmeyer, de Hammern, filho de outro Andreas Linzmeyer e de Anna Maria Stahl. Tiveram geração conforme o título Linzmeyer. 

§ 3.º

1.3 Karl Bayerl, lavrador, nascido em Silberberg e batizado em Putzerriet. Imigrou aos 6 anos. Casou-se em São Bento do Sul no dia 20.02.1889, aos 21 anos, com Maria Eckstein, doméstica, de nascida em Ritzenried aos 07.02.1871 e batizada em Eschlkam, na Bavária, filha de Franz Xavier Eckstein e Maria Kirschbauer, neta paterna de Anna Eckstein e neta materna de Kasper Kirschbauer e Thereza Rippel. Karl Bayerl faleceu aos 16.09.1932. Maria Eckstein faleceu em São Bento do Sul no dia 01.04.1957 (2FC-185v), em sua casa na Rua Capitão Ernesto Nunes, e foi sepultada no Cemitério Municipal. Moravam na Estrada Wunderwald e foram pais de:

2.1 uma filha nascida em São Bento do Sul aos 31.01.1890 (3N-160).

2.2 Francisco Bayerl, com 67 anos em 1957.

2.3 Bárbara Bayerl, nascida em São Bento do Sul aos 13.01.1892 (5N-25).

2.4 Maria Bayerl, nascida em São Bento do Sul aos 26.09.1896 (7N-45).

2.5 Carlos Bayerl, lavrador, nascido em São Bento do Sul aos 28.09.1899 (8N-26v), residente na Estrada Wunderwald. Casou-se na mesma cidade aos 29.04.1933 (11C-179) com Martha Hillebrandt, doméstica, nascida em São Bento do Sul aos 05.08.1907, filha de João e Barbara Hillebrandt, residente na Estrada Bismarck. Carlos Bayerl morava com sua esposa nos fundos da Rua Henrique Schwarz quando faleceu em São Bento do Sul aos 04.12.1979 (C1-185), sendo sepultado no Cemitério Municipal. Foram pais de:

3.1 Maria Bayerl, com 44 anos em 1979.

(…)

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JOHANN BAPTIST BAIER, lavrador, filho de Veit Baier e Barbara Schreier, casado com Franziska Weissl, filha de Anton Weissl e Catharina Beil. Imigrou aos 35 anos de Baden, na Bavária, na companhia da esposa, que possuía 27 anos, e seus filhos, a bordo do Shakespeare, que partiu do porto de Hamburgo no dia 20.09.1874 e chegou ao porto de São Francisco do Sul aos 11.11.1874. Teriam falecido em Joinville. Foram pais de:

1.1   Franziska Baier § 1.º

1.2   Theresia Baier § 2.º

1.3   Johann Baier § 3.º

1.4   Anna Bayer § 4.º

1.5   Aloís Bayer § 5.º

§ 1.º

1.1 Franziska Baier 

§ 2.º

1.2 Theresa Baier, nascida em Lam, na Baviera, e casada religiosamente em São Bento do Sul aos 16 anos no dia 19.11.1884 com Aloys Neppel, com 24 anos de idade, nascido em Sommerau e batizado em Lam, na Baviera, filho de Georg Neppel e Francisca Hofbauer. Tiveram geração conforme o título Neppel. Viúva, Theresa Baier casou-se religiosamente em São Bento do Sul aos 19.07.1893 (5C-4) com Carl Czadek, viúvo de Clara Grosskopof, de 50 anos de idade, natural de Janowitz, na Boêmia, filho de Johann Czadek e Anna Maria Kollross. Ao que parece, é a mesma Theresa Baier que, na condição de viúva, e com apenas 45 anos declarados, aparece se casando civilmente em Piên aos 29.09.1928 (2C-150) com Francisco Hella, nascido aos 20.07.1881, residente em Piên, filho de Francisco e Paulina Hella. Theresa Baier aparece como mãe de um filho natural que, ao que tudo indica, era de Carl Czadek:

2.1 José Baier, nascido em São Bento do Sul aos 24.02.1899 (7N-200v). Foi casado civilmente no lugar Lageado, em Piên, aos 14.05.1928 (2C-140v) com Rosa Maria Wotrobra de Lima, doméstica, nascida aos 24.02.1905, filha de Franz Wotroba e Ledobina(?) Maria de Lima.

Theresa Baier e Francisco Hella tiveram:

2.2 Anastácia Hella, com 24 anos em 1928.

2.3 Maria Hella, com 22 anos em 1928.

2.4 Francisco Hella, com 20 anos em 1928.

2.5 João Hella, com 18 anos em 1928.

2.6 Rosalia Hella, com 17 anos em 1928.

§ 3.º

1.3 Johann Baier, ou Bayer, lavrador, natural de Lam, na Bavária, e que imigrou com os pais com um ano e meio de idade. Foi morador na Estrada Paraná, em São Bento do Sul, e depois do lugar Lageado, em Piên. Casado religiosanente na mesma cidade aos 02.10.1895 (5C-43), de 22 anos, e civilmente apenas aos 11.08.1906 (5C-176) com Anna Pankratz, nascida em São Bento do Sul aos 27.12.1876, filha de Georg Pankratz e Maria Schiessl, neta paterna de outro Georg Pankratz e Maria Neumaier, e neta materna de Theresia Nagels. Foram moradores do lugar Lageado dos Vieira, em Piên. Anna Pankratz faleceu em Piên aos 04.06.1946 (3FC-68v), sendo sepultada no Cemitério de Lageado dos Vieira. Johann Bayer faleceu na mesma cidade aos 08.05.1949 (3FC-139), sendo sepultado no mesmo cemitério. Pais de:

2.1 João Bayer, seleiro nascido em São Bento do Sul aos 29.06.1896 (7-22v) residente no lugar Lageado, em Piên. Casou-se civilmente em São Bento do Sul aos 15.02.1930 (11C-77v) com Augusta Schroder, doméstica, nascida na mesma cidade aos 28.07.1907, residente na Estrada do Paraná, filha de Francisco e Catharina Schroder. Augusta Schroeder faleceu já em estado de viúva no Lageado dos Vieira, em Rio Negro, aos 29.04.1986 (C3-267v), sendo sepultada no cemitério do lugar. Foram pais de:

3.1 Eliberto Bayer

3.2 Roberto Bayer

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JAKOB BAYERL, ou Beil, lavrador, natural de Eisenstrasse, na Boêmia, filho de Andreas Bayerl e Catharina Treml, ambos falecidos no mesmo lugar antes de 1879. Casou-se também em Eisentrasse com Anna Hilgardt, filha de Josef Hilgardt, lavrador, e Barbara Hoffmann, também já falecidos em 1879. Imigrou ao Brasil com 37 anos na companhia da esposa, de 35, e seus filhos a bordo do Humboldt, que partiu do porto de Hamburgo no dia 15.04.1876 e chegou em São Francisco do Sul no dia 11.06.1876. Trouxeram consigo três filhos. A família morou na Estrada Dona Francisca. Anna Hilgardt faleceu no dia 06.05.1910 (4FC-49), aos 73 anos, e foi sepultada no Cemitério de Lençol. Jakob Bayerl faleceu aos 83 anos no dia 15.07.1921 (6FC-87) e foi sepultado no mesmo cemitério. Tiveram:

1.1   Josefa Bayerl § 1.º

1.2   Anna Bayerl § 2.º

1.3   Maria Bayerl § 3.º

1.4   Jakob Bayerl § 4.º

1.5   Josef Bayerl § 5.º

1.6   Pedro Bayerl § 6.º

1.7   João Bayerl § 7.º

§ 1.º

1.1 Josefa Bayerl, imigrou na companhia dos pais aos 9 anos de idade. Faleceu solteira em São Bento do Sul aos 36 anos no dia 20.12.1891 (3FC-96). 

§ 2.º

1.2 Anna Bayerl, nascida em Eisenstrasse, na Boêmia. 

§ 3.º

1.3 Maria Beil, lavradora e doméstica, nascida em Eisentrasse em fevereiro de ano incerto. Imigrou ao Brasil na companhia dos pais e irmãos mais velhos. Casou-se religiosamente em São Bento do Sul aos 08.10.1892 e civilmente aos 26.03.1893 (2C-164) com Josef Grossl, carroceiro, de 23 anos de idade, nascido também em Eisentrasse, filho de Kasper Grossl e Barbara Bangerl. Maria Beil faleceu no lugar Campina do Tigre, em Rio Negrinho no dia 26.10.1949, aos 78 anos de idade. Tiveram geração conforme o título Grossl.

§ 4.º

1.4 Jakob Bayerl, que talvez seja o mesmo que teve:

2.1  Francisco Bayerl, falecido em São Bento do Sul aos 5 dias de idade no dia 27.07.1906 (3FC-161)

§ 5.º

1.5 Josef Bayerl, lavrador, nascido e batizado em Eisenstrasse, na Boêmia, e casado religiosamente em São Bento do Sul aos 21 anos no dia 13.11.1897 (4C-78) e civilmente no dia 09.02.1907 (6C-6v) com Barbara Grosskopf, com 26 anos em 1907, nascida em Glasshütte e batizada em Neuern, na Boêmia, filha de Franz Grosskopf e Barbara Seidel. Foram moradores no bairro Lençol, em São Bento do Sul. Josef Bayerl faleceu na mesma cidade aos 02.03.1938 (8FC-62), sendo sepultada no Cemitério de Lençol. Barbara Grosskopf faleceu na mesma cidade aos 19.07.1969 (3FC-238v) e foi sepultada no mesmo cemitério. Pais de:

2.1 José Bail, lavrador, nascido em São Bento do Sul aos 19.03.1898 (7N-130), residente no bairro Lençol. Foi casado civilmente na mesma cidade aos 25.10.1924 (10C-87) com Luiza Hantschel, doméstica, nascida em São Bento do Sul aos 05.08.1895, residente em Rio Negrinho, filha de Carlos e Maria Hantschel. José Bail faleceu em Rio Negrinho aos 03.01.1968 (6FC-113v), sendo sepultado no cemitério da cidade. Pais de:

3.1 Annita Bail, nascida em São Bento do Sul aos 17.01.1925 (20N-141v). Solteira em 1968.

3.2 Lúcia Bail, doméstica, gêmea de Annita. Foi casada civilmente em Rio Negrinho aos 25.10.1947 (5C-91) com Paulo Beckert, açougueiro, nascido em São Bento do Sul aos 02.09.1924, residente em Rio Negrinho, filho de Willy e Helena Beckert.

(…)

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JOSEF BEYERL, lavrador, natural de Eisenstrasse, na Boêmia, filho de Anton Bayerl e Anna Maria Saller, casado com Anna Schmidt, natural de Morgesdorf, na Boêmia, filha de Florian Schmidt e Barbara Patrschker. Imigraram de Eisentrasse, ele com 43 anos e a esposa com 28, trazendo consigo quatro filhos, a bordo do Santos, que saiu do porto de Hamburgo no dia 19.07.1877 e chegou no porto de São Francisco do Sul aos 19 ou 20.08.1877. O casal morava na Estrada dos Banhados, onde Josef faleceu no dia 17.11.1891 (2FC-110), aos 57 anos, vítima de febre, tendo sido sepultado na sede de São Bento. O casal teve:

1.1   Anna Bayerl § 1.º

1.2   Josef Bayerl § 2.º

1.3   Carl Bayerl 3.º

1.4   Leopold Bayerl § 4.º

1.5   Rosine Bayerl § 5.º

1.6   Antônio Bayerl § 6.º

1.7   Jacob Bayerl § 7.º

1.8   João Bayerl § 8.º

§ 1.º

1.1 Anna Bayerl, com 23 anos em 1891.

§ 2.º

1.2 Josef Bayerl, com 21 anos em 1891.

§ 3.º

1.3 Carl Bayerl, com 19 anos em 1891.

§ 4.º

 1.4 Leopold Bayerl, com 17 anos em 1891.

(…)

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ANTON PEYERL, às vezes citado como Bayerl, lavrador, casado com Margareth, com quem imigrou ao Brasil de Neudorf, na Boêmia, aos 49 anos a bordo do Montevideo, que saiu do porto de Hamburgo aos 18.07.1879 e chegou ao porto de São Francisco do Sul aos 18.08.1879. Margareth teve a idade declarada de 39 anos. Moravam possivelmente na Estrada Bismarck. Anton Peyerl, faleceu em São Bento do Sul aos 80 anos no dia 08.03.1910 (4FC-39), sendo sepultado no cemitério de Rio Vermelho, em São Bento do Sul. Tiveram, ao que se sabe, os seguintes filhos, que também imigraram ao Brasil:

1.1 Georg Peyerl § 1.º

1.2    Johann Peyerl § 2.º

1.3    Ferdinand Peyerl § 3.º

1.4    Josef Peyerl § 4.º

1.5   Therezia Peyerl § 5.º

§ 1.º

1.1 Georg Peyerl, que tinha 25 anos ao imigrar na companhia dos pais. 

§ 2.º

1.2 Johann Peyerl, ou Bayerl, lavrador, natural nascido em Neudorf aos 04.07.1862, onde também foi batizado, tendo casado religiosamente em São Bento do Sul aos 10.02.1885 com Antonia Posselt, natural do mesmo lugar, filha de Josef e Anna Posselt. Antonia Posselt faleceu aos 28.02.1919. Johann Peyerl, voltou a se casar aos 22.05.1920 (9C-102)[1] com a viúva Maria Stack, de 53 anos, viúva de … Schoeffel, filha de Antonia e Barbara Stack. Johann faleceu na Estrada Bismarck, em São Bento do Sul, aos 22.02.1942 (8FC-132v), sendo sepultado no Cemitério do Rio Vermelho. Com Antonia Posselt, Johann Bayerl teve:

2.1 Alvina Bayerl, casada civilmente em São Bento do Sul aos 21 anos de idade no dia 23.09.1905 (5C-119) com Willybaldo Weiss, nascido na mesma cidade aos 04.10.1881, filho de Anton Weiss e Antonia Schwarzbach, imigrantes de Reichenau, na Boêmia, neto paterno de Johann e Barbara Weiss, e neto materno de Florian e Anna Schwarzbach. Alvina Bayerl já era falecida em 1919.

 2.2 Lina Peyerl, natural de São Bento do Sul, e que foi casada civilmente na mesma cidade com seu cunhado Willybaldo Weiss aos 13.12.1919 (6C-88). Foram declarados desquitados por sentença de 17.05.1921. Uma Lina ou Mina Peyerl que cremos ser a mesma teve os seguintes filhos naturais:

 3.1 Erich Peyerl, nascido em São Bento do Sul aos 20.08.1911 (16N-37).

 3.2 Adivino Peyerl, nascido em São Bento do Sul aos 28.05.1914 (16N-462).

 2.3 Elsa Peyerl, casada em São Bento do Sul aos 24 anos de idade no dia 13.02.1915 (8C-72v). com Luiz Zierhut, de 22 anos, filho de Wenceslau e Maria Zierhut. Luiz Zierhut faleceu em 1964. Sua esposa Elsa Peyerl faleceu em São Bento do Sul aos 22.02.1973 (4FC-46). Tiveram geração conforme o título Zierhut.

 2.4 Otto Peyerl, já falecido em 1942, tendo deixado quatro filhos.

2.5 Hugo Peyerl, com 44 anos em 1942.

2.6 Antônio Peyerl, nascido em São Bento do Sul no dia 01.03.1897 (7N-74) e falecido no mesmo lugar aos 21.04.1897 (3FC-21), tendo sido sepultado no Cemitério Católico do Rio Vermelho.

2.7 João Peyerl Filho, ferreiro, nascido em São Bento do Sul aos 21.04.1898 (7N-139), residente na Estrada Bismarck. Foi casado civilmente na mesma cidade aos 12.11.1921 (9C-152) com Tereza Randig, doméstica, nascida em São Bento do Sul aos 23.05.1896, residente também na Estrada Bismarck, filha de José e Anna Randig, residentes no distrito de Corupá. Tereza Randig faleceu em São Bento do Sul aos 14.07.1944 (1FC-183), sendo sepultada no Cemitério do Rio Vermelho. Foram pais de:

 3.1 Arthur Peyerl, nascido aos 19.05.1922. Faleceu solteiro em Rio Negrinho aos 27.07.1991 (C3-142), sendo sepultado no Cemitério Parque da Colina, na mesma cidade.

3.2 Waldemar Peyerl, motorista, nascido em São Bento do Sul aos 04.12.1923 (20N-37), residente na Rua Independência. Foi casado civilmente na mesma cidade aos 22.11.1947 (2C-199v) com Irene Schwedler, professora pública, nascida em São Bento do Sul aos 13.10.1927, residente no bairro Rio Vermelho, filha de Emílio e Maria Schwedler. O casal foi morador na BR-280 nº 2582. Irene Schwedler faleceu em Rio Negrinho aos 16.01.1996 (C4-8v), sendo sepultada no Cemitério de Lençol. Tiveram quatro filhos.

(…)

*

ANTON BAYERL, lavrador, casado com Katharina Meidlinger, doméstica. Imigrou ao Brasil com 57 anos de idade, e sua esposa com 46 anos, vindos da Áustria, que provavelmente queria dizer Boêmia, a bordo do Argentina, com chegada no Brasil aos 22.11.1891. Katharina faleceu em São Bento do Sul aos 61 anos no dia 24.11.1905 (3FC-148v), sendo sepultada no cemitério da vila. Anton Bayerl faleceu na casa do genro Richard Brand, em São Bento do Sul, aos 88 anos de idade no dia 18.02.1919 (5FC-179) Moravam na Estrada dos Banhados, em São Bento do Sul, e tiveram, ao que se sabe:

1.1 Anton Bayerl § 1.º

1.2 Maria Bayerl § 2.º

1.3 Franz Bayerl § 3.º

1.4 Josef Bayerl § 4.º

1.5 Francisca Bayerl § 5.º 

§ 1.º

1.1 Anton Bayerl, natural da  Boêmia, falecido em São Bento do Sul aos 24 anos de idade no dia 04.05.1896 (3FC-5v). 

§ 2.º

1.2 Maria Bayerl, nascida em Neuern, na Boêmia, aos 24.12.1873, e batizada no mesmo lugar, tendo se casado religiosamente (4C-17) e civilmente (3C-145) em São Bento do Sul no dia 07.02.1900 com Richard Brand, lavrador, viúvo de Emma Binner, nascido e batizado em Weisstein, na Prússia, aos 04.03.1870, filho de Ferdinand Brand e Emma Rutke. Ricardo Brand faleceu em São Bento do Sul aos 16.11.1947 (1FC-247) e foi sepultado no Cemitério Municipal. Tiveram a seguinte geração:

2.1 Maria Brand, com 46 anos em 1947.

2.2 Francisca Brand, com 42 anos em 1947.

2.3 Frederico Brand, com 38 anos em 1947.

2.4 João Brand, operário ferroviário, nascido em São Bento do Sul aos 24.03.1912 (16N-125), residente na Estrada dos Banhados. Foi casado civilmente em São Bento do Sul aos 28.06.1941 (C1-249) com Frieda Pilz, doméstica, nascida em São Bento do Sul aos 27.04.1910, residente na mesma Estrada dos Banhados, filha de Willhem Pilz e Maria Gassner, neta paterna de Stephan Pilz e Maria Fischer, e neta materna de Franz Gassner e Katharina Mühlbauer. Frieda Pilz, que teve geração anterior ao casamento, conforme o título Pilz,  faleceu em São Bento do Sul aos 22.10.1989 (C3-96v). João Brand faleceu na mesma cidade aos 28.04.1995 (C4-137v), sendo ambos sepultados no Cemitério Municipal. Tiveram:

3.1 Félix Paulo Brand, com 53 anos em 1995.

3.2 Elisabeth Brand, com 50 anos em 1995.

2.5 Rosa Brand, doméstica, nascida em São Bento do Sul aos 19.08.1915 (16N-679), residente na Estrada dos Banhados. Casou-se civilmente na mesma cidade aos 03.03.1943 (2C-13) com Franz Renner, ferroviário, viúvo, nascido aos 12.09.1893 em M. Gladbach, na Alemanha, residente à Rua Pereira e Oliveira sem número, em Mafra, filho de Engelbert e Gertrud Renner, residentes em Düsseldorf, na Alemanha. Franz Renner faleceu em Mafra aos 10.12.1967 (10FC-5), sendo sepultado no cemitério da cidade. Pais de:

3.1 Arlindo Dorival Renner

 3.2 …

 3.3 …

3.º

1.3 Franz Bayerl, industrial, nascido em Neuern, na Boêmia, aos 04.10.1876,  casado civilmente em São Bento do Sul no dia 22.11.1900 (3C-171) e religiosamente aos 24.11.1900 (4C-31) com Martha Binner, nascida aos 11.09.1883, filha de Friedrich Binner e Rosália Reiniger. Pais de ao menos:

 2.1 Francisco Bayerl, nascido em São Bento do Sul aos 05.06.1901 (8N-144). Foi casado com Thereza Augustin, filha de Johann e Francisca Augustin. Tiveram:

3.1 Hilda Bayerl, nascida em São Bento do Sul no dia 01.11.1925 (21N-23). Foi casada civilmente em Rolândia, no Paraná, aos 10.03.1952 com Frederico Steigemberg (11C-31).

2.2 Carlos Bayerl, nascido em São Bento do Sul aos 18.07.1903 (9N-50). Faleceu no mesmo lugar aos 15.02.1905 (3FC-137), sendo sepultado no cemitério da vila.

2.3 Sophia Bayerl, doméstica, nascida em São Bento do Sul aos 18.05.1905 (10N-71), residente na Estrada dos Banhados. Foi casada civilmente na mesma cidade aos 08.11.1924 (10C-89) com Carlos Denk, lavrador, nascido em São Bento do Sul aos 13.09.1899, residente na Estrada Rio Negro, filho de Josef Denk e Therezia Duffeck, neta paterna de Georg Denk e Katharina Jaruscheck, e neta materna de Johann Duffeck e Francisca Brandl. Carlos Denk faleceu no lugar Rio Preto do Sul, no município de Mafra, aos 14.08.1982 (C4-397) e foi sepultado no cemitério local. Sophia Bayerl faleceu no mesmo lugar aos 09.08.1984 (C5-299) e foi sepultada no Cemitério de São Roque. Tiveram geração conforme o título Denk.

2.4 Bertha Bayerl, nascida em São Bento do Sul aos 16.08.1907 (12N-74), residente na Estrada dos Banhados. Foi casada civilmente na mesma cidade aos 10.08.1929 (11C-64) com Max Eckel, lavrador, nascido em Rio Negro aos 26.04.1908, residente no distrito de Rio Preto, filho de Henrique e Maria Eckel.

2.5 Oswaldo Bayerl, nascido em São Bento do Sul aos 24.11.1909 (14N-27v). Faleceu no distrito de Rio Negro aos 27.10.1929 (1FC-41).

(…)

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Resolvi contar na lista telefônica os sobrenomes com maior quantidade de números em São Bento do Sul. O objetivo era ter uma ideia dos sobrenomes estrangeiros mais comuns na cidade. Consultei as edições do Rotary de 2000, 2003 e 2005 (infelizmente não tive acesso à de 2008). Os resultados foram bastante semelhantes nas três edições, apenas com ligeira troca de posições de ano para ano. Naturalmente, esse não é um trabalho científico, e seus resultados não podem ser levados tão a sério – embora possam ser bons indicativos.

Segundo a lista telefônica de 2005, os sobrenomes mais comuns em São Bento são:

2005

1. Pscheidt 86

2. Becker/Beckert 82

3. Weiss 73

4. Bail/Bayerl e variações 70

5. Linzmeyer e variações 68

6. Liebl e Rank 64

8. Grossl 53

9. Rudnick 52

10. Schröder 45

11. Krüger 44

12. Dums 42

13. Mühlbauer 41

14. Fendrich, Gruber e Neumann 40

Isso significa que a família Pscheidt é a que mais possui telefone em São Bento. E que, provavelmente, tem tudo para ser o sobrenome com maior número de portadores na cidade. Tal predomínio se justifica: o imigrante Wenzel Pscheidt, quando veio ao Brasil em 1876, trouxe consigo 11 filhos. Destes, 7 eram homens – ou seja, levaram adiante o sobrenome Pscheidt. Cada um desses 7 também teve uma quantidade considerável de filhos, e boa parte deles também homens. Com isso, o sobrenome, que já era bastante comum no início, se tornou ainda mais popular e se espalhou pela região.

Os Pscheidt já lideravam a lista telefônica na edição anterior, de 2003, que apresentou a seguinte frequência de sobrenomes na cidade:

2003

1. Pscheidt 94

2. Becker/Becker 75

3. Bail/Bayerl e variações 70

4. Linzmeyer e Rank 67

6. Weiss 65

7. Liebl 64

8. Grossl 63

9. Rudnick 50

10. Schröder

11. Grosskopf 43

12. Fendrich e Krüger 41

14. Gruber 40

15. Mühlbauer e Neumann 39

Não houve alteração de sobrenome entre os 10 primeiros, apenas em suas posições. É possível ver que, entre 2003 e 2005, a família Pscheidt se desfez de alguns telefones. A família Becker, por sua vez, resolveu adquirir vários (talvez na ânsia de assumir a primeira posição). Ao contrário da família Pscheidt, não é possível dizer que os Becker venham de um único tronco familiar (a própria diferença entre Becker e Beckert é mostra disso).

Houve a família do imigrante Anton Beckert, que veio a São Bento, mas também houve ramos que vieram depois, de Joinville, para a cidade. Apenas um trabalho genealógico mais apurado vai poder identificar em que medida se trata de uma mesma família.

A lista telefônica do ano 2000, mais antiga a ser consultada, mantinha os Pscheidt na liderança. Na ocasião, os Becker ainda estavam na terceira colocação:

2000

1. Pscheidt 62

2. Bail/Bayerl e variações 55

3. Becker/Beckert 52

4. Grossl 48

5. Rank 44

6. Weiss 42

7. Rudnick 36

8. Fendrich e Schröder 34

10. Linzmayer e variações 32

11. Liebl 30

12. Gruber e Neumann 29

14. Dums 26

15. Grosskopf 25

Os resultados das três listas mostram a franca decadência do telefone nas residências dos Bayerl. Em 2000, era a segunda família mais citada. Em 2003, a terceira. Em 2005, a quarta. A família Bayerl e a sua meia dúzia de variações, também ao contrário dos Pscheidt, não representa a mesma família. Foram ao menos seis as famílias Bayerl que imigraram para São Bento do Sul na década de 1870. A grande quantidade de famílias portando o sobrenome ajuda a explicar a sua frequência. Se elas têm uma origem em comum, ela acontece apenas lá na Europa, o que hoje ainda é impossível descobrir.

Gostaria de citar também que, no ano 2000, os Fendrich apareceram entre os 10 primeiros, e depois nunca mais. Há uma explicação: já faz algum tempo que só nascem mulheres na família.

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O livro “Famílias Catarinenses de Origem Germânica”, projeto organizado por Toni Jochem em comemoração aos 180 da Imigração Alemã em Santa Catarina, contará com a presença significativa de sobrenomes da região de São Bento do Sul. Das mais de 100 famílias já inscritas, a cidade estará representada pelos seguintes sobrenomes e pesquisadores:

 

Angewitz – Henrique Luiz Fendrich e Márcio Ricardo Staffen

Beyerl – Henrique Luiz Fendrich

Bollmann – Antônio Dias Mafra

Diener – Douglas Moeller Diener

Fendrich – Henrique Luiz Fendrich

Froehner – Juliano Froehner

Hackbarth – Zilda Hatschbach

Hatschbach – Zilda Hatschbach

Hümmelgen – Cristian Luis Hruschka

Kobs – Sueli Aparecida Tuleski

Prüss – Flávio Pruess

Roesler – Henrique Luiz Fendrich

Schindler – Flávio Pruess

Schuhmacher – Márcio Ricardo Staffen

Staffen – Márcio Ricardo Staffen

Zipperer – Henrique Luiz Fendrich

 

É um bom número de participantes, que certamente saberá representar da melhor maneira as suas famílias e a própria história de São Bento do Sul. Lamenta-se, no entanto, que alguns sobrenomes tradicionais na cidade, como Pscheidt, Grossl e outros, não possuam pesquisadores entre os seus descendentes e, por conta disso, não poderão fazer parte dessa valiosa publicação, que se deverá se tornar fonte de pesquisa para as gerações posteriores. A nossa intenção era fazer com que o maior número possível de famílias são-bentenses fossem representadas no livro.

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Meu trisavô Benedikt Beyerl (Benedito Bail) nasceu na Boêmia em 30.04.1854, como filho natural de Maria Beyerl. Teve ao menos mais uma irmã mais velha, chamada Barbara. Cedo ficou órfão, e teve que se virar sozinho para conseguir o que queria. Era ainda um rapazote quando se empregou na marcenaria de Georg Neppel, casado com Franziska Hofbauer. O casal Georg e Franziska tinha uma bela filha, chamada Anna Maria Neppel, que era um pouco mais velha que Benedikt. Pois não é que os dois acabaram se apaixonando?
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Essa paixão repentina não foi vista com bons olhos por Georg Neppel, o pai da moça. Na verdade, Benedikt era de origem bastante humilde, e não sabia ler ou escrever. A história diz que como Georg não concordava com esse namoro, mandou Benedikt embora da marcenaria.
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Em 1874, ele imigrou para o Brasil, em companhia da família Gschwendtner, com o qual era aparentado, e com a família de sua irmã Bárbara, casada com Franz Pöschl. Viajaram pelo navio Shakespeare e vieram parar em São Bento do Sul, uma colônia que fora fundada no ano anterior com os imigrantes que não cabiam mais em Joinville. Ali adquiriu um lote onde hoje está a rua Antônio Hilgenstieler.
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Apesar de não mais poder ver Anna Maria Neppel, que ficara na Boêmia, Benedikt ainda gostava bastante dela. Tanto é assim que a história diz que o casal chegou a trocar algumas cartas nessa época. Na verdade, se de fato trocaram cartas, elas não devem ter sido muitas, por causa da precariedade de meios que se vivia em São Bento naquela época. Além disso, foram poucos os barcos que vieram para o porto de São Francisco do Sul entre 1874-1876, por onde as cartas viajariam rumo à Europa. E como dito, Benedikt não sabia escrever, embora houvesse já nessa época pessoas que escreviam cartas para os colonos analfabetos, como por exemplo Josef Zipperer.
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Mas já em 1876, a família Neppel também passava por dificuldas na Europa, e decidiu imigrar para o Brasil também. Vieram a bordo do navio Humboldt, e foram parar justamente em São Bento do Sul! Benedikt e Anna Maria puderam enfim se reencontrar e renovar as promessas que fizeram ainda na Europa. E tudo isso continuava não sendo visto com bons olhos pelo pai.
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Apesar de não receber o apoio do pai, Anna Maria decidiu-se: iria se casar com Benedikt. Tamanha era a vontade dos dois que já um mês depois que Anna Maria estava no Brasil, o padre Karl Boegershausen celebrava a união dos dois. Foi o primeiro casamento boêmio de São Bento, em julho de 1876. Essa também foi a primeira ocasião em que houve um banda de música animando um evento público na colônia de São Bento, com a Banda Augustin. O romance, enfim, começado na Boêmia, tivera a sua união já por essas plagas, a despeito da contrariedade dos pais da noiva.
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O casal viveu bem e feliz por quase 10 anos. Ao que parece, não tiveram filhos. Ao menos, não foram encontrado registros. Mas em 29.09.1885, Anna Maria faleceu, vítima de tifo, quando contava com apenas 35 anos.
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No ano seguinte, Benedikt contraiu segundas núpcias com Catharina Brandl, filha de Josef Brandl e Anna Weinfalter ou Schweinfuter, neta materna de Michael Brandl e Margareth Mundl. Com a segunda esposa, Benedikt teria grande descendência, sendo dez os filhos e muitos os netos.
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Catharina Brandl faleceu também prematuramente, em 1911, deixando Benedikt viúvo pela segunda vez. Vivia então em companhia do seu sogro, até esse falecer também em 1917.
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Já Benedikt Beyerl, faleceu em 28.02.1928, e está sepultado no Cemitério Municipal de São Bento, no mesmo túmulo de sua filha Catharina Bail e seu genro Rodolfo Giese.
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Grafia: O sobrenome Beyerl varia muito nos documentos, sendo escrito como Bayerl, Beyerl, Bail, Beil, etc. Muitos dos descendentes de Benedikt passaram a usar o “Bail” como a forma correta.
Foto: cedida por Norma Hoenicke Huebl

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