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Posts Tagged ‘Boêmia’

Ficheiro:Wisconsin 90.jpg

Wisconsin é o estado americano que mais teve imigrantes da Boêmia – da mesma forma que São Bento do Sul é a cidade brasileira com maior número de boêmios, condição sempre ignorada ao longo da nossa história. Os boêmios de Wisconsin vinham de diferentes partes, e uma das principais era a região de Pilsen. É justamente a região que entendemos como Böhmerwald, uma das que mais contribuiu com imigrantes para São Bento. São de lá famílias como Linzmeyer, Grosskopf, Rank, Schreiner, Zipperer, Liebl, e tantas outras que existem aos montes também em Wisconsin.

Essa imigração nos Estados Unidos foi maior entre 1848-1880. Hoje Wisconsin disputa com a Dakota do Norte o título de estado mais alemão, mas também vieram muitas famílias tchecas – a outra metade da Boêmia. As duas culturas sempre estiveram próximas, ainda na Europa, alternando momentos de harmonia e conflito armado. Em Wisconsin, os boêmios estabeleceram em municípios como Manitowoc, Kewaunee, Oconto, La Crosse, Adams e Marathon.

E por que Wisconsin? Além de ter bons portos próximos, o solo da região se adaptou rapidamente aos lavradores. Embora o inverno fosse mais frio do que na Europa, muitas das culturas encontraram lá espaço para crescer. Não havia competição com o trabalho escravo e os impostos eram baixos. A cidadania americana podia ser obtida em apenas um ano. Estrategicamente, havia um oficial em Nova York atraindo imigrantes para Wisconsin.

Os anúncios eram atraentes: “Venha! Em Wisconsin todos os homens são livres e iguais perante a lei. A liberdade religiosa é absoluta é não há a menor ligação entre igreja e estado. Em Wisconsin nenhuma qualificação religiosa é necessária para cargos e para votar. Tudo o que é exigido é que homens tenham 21 anos e tenham vivido pelo menos um ano no estado”. Para os boêmios de São Bento não houve preocupação com a religião, pois era a mesma professada pela maioria no país.

Em pouco tempo surgiam as primeiras sociedades boêmias nos Estados Unidos – São Bento teve a sua também. No começo dos anos 1900, um artigo comentava que a obrigação dos boêmios de Wisconsin com seus lares e famílias ofuscava qualquer tentativa de ser tornarem líderes políticos ou figuras públicas notáveis. Contentavam-se com um gradual sucesso financeiro como trabalhadores, fazendeiros, mecânicos e homens de negócios. É curioso que, por esses ou outros motivos, também os boêmios de São Bento pouco ou nada se interessaram por política nos primeiros anos da cidade. Também é curioso que os democratas vençam por lá.

Temos visto recentemente uma aproximação dos tchecos com São Bento do Sul. Seria bastante produtivo para a nossa história se também estreitássemos relações com nossos primos ricos do norte.

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Recentemente, descobri na internet uma carta de Martim Zipperer escrita aos seus pais no ano de 1929, quando esteve na Boêmia. A carta estava escrita em tcheco, disponibilizada em uma espécie de biblioteca da República Tcheca para assuntos alemães. Escrevi para esta biblioteca e eles me encaminharam a versão original, na língua alemã, mais fácil de ser compreendida. Henry Henkels fez a tradução completa e a publicou em seu blog. Esta é a mais antiga  visita conhecida de um são-bentense à terra dos seus antepassados, e o texto é bastante singular e interessante, especialmente em relação à receptividade. Em 1938, o irmão de Martim, Jorge Zipperer, teria um experiência de quase três meses nesta mesma região boêmia. Oportunamente escreverei sobre a viagem de Jorge.

Confira a CARTA DE MARTIM ZIPPERER NABOÊMIA.

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Como eu havia comentado aqui, foi lançado no último sábado em Nýrsko, na República Tcheca, a versão em tcheco para o livro ” São Bento no Passado”, com as memórias de Josef Zipperer sobre o tempo da imigração e colonização de São Bento do Sul. A Sra. Christa Petrásková, que ajudou Petr Polakovič na tradução na obra, me mandou o relato sobre esse lançamento, e que eu traduzi e reproduzo logo abaixo, acompanhado das fotos:
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São Bento em Nýrsko! 
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Nossa expedição para a Floresta Boêmia foi um sucesso! Nós dois, Sr. Polakovič e eu, saímos cedinho. Eu fui de ônibus de Jablonec, e o Sr. Polakovič foi de carro de Brandýs. Nós nos encontramos em Praga na rodoviária. Polakovič  mostrou-me os novos livros de São Bento no porta-malas do seu carro! 1000 exemplares! 
O título do livro é “Šumavané v Brazílii”, que significa “Pessoas da Floresta Boêmia no Brasil”. Tem 87 páginas e 22 fotos. Também 13 anúncios. Nós fomos para Nýrsko e tivemos um típico almoço tcheco: tortas, porco defumado, chucrute e cerveja de Pilsen. 
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Então nós demores uma caminhada em Nýrsko com o diretor do museu local. Ele nos mostrou a casa do escritor Josef Blau, que fez o livro “Baiern in Brasilien”, sobre os Zipperer e São Bento. Blau foi professor na escola local e um especialista na etimologia e história da fabricação de vidro na Floresta Boêmia. Foi expulso em 1946 e morreu no ano de 1960 em Straubing, Alemanha.

Casa de Josef Blau, o autor de "Baiern in Brasilien", obra sobre famílias de São Bento

A apresentação do livro de São Bento começou às 15h na livraria. O Sr. Polakovič cumprimentou todas as pessoas – havia cerca de 50 pessoas na plateia, além do diretor do museu, atendentes, uma senhora de autoridade de Plzeň, e o prefeito de Chudiwa/ Chudenín – cidade a qual pertencem as vilas de Santa Katharina, Flecken e Hammern.

Plateia em Nýrsko para o lançamento do livro "São Bento no Passado" na língua tcheca

Eu li o poema sobre São Bento e a história sobre o casamento da Floresta Boêmia. O Sr. Polakovič mostrou fotos do Brasil e também documentos sobre a emigração, como listas de navio e passaportes.
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No meio do seu discurso, houve um rumor na porta: um brasileiro está aqui! Nós pensamos: “O pessoal de São Bento nos encontrou! Um milagre!”.
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Mas era Alessandro, um brasileiro de São Paulo que se casou com uma tcheca e agora está empregado numa fazenda tcheca. 
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Então tivemos torrada com vinho tinto brasileiro e batizamos o livro.

Christa Petrásková e Petr Polakovič brindam o lançamento do livro em tcheco.

 Uma outra surpresa! Uma bela senhora, chamada Kvetoslava Zipperer, que manteve por muito tempo correspondência com o Brasil, mas que a enviou para alguém na Inglaterra. Ela só fala tcheco, então não entendeu que tipo de papéis era.
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Já era quase tarde quando tivemos que partir, porque eu precisava pegar o último ônibus de Praga para Jablonec, que saía às 20h30. Em Praga estava chovendo, mas em Jablonec havia grande quantidade de neve. Meu cachorro Brutus ficou muito feliz ao me ver às 22h30.

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Fiquei feliz ao saber que a tradução do livro “São Bento no Passado”, de Josef Zipperer para o tcheco, da qual eu havia tomado conhecimento recentemente, será lançada no próximo sábado (21/01) em Nyrsko, na República Tcheca. A versão foi feita por Petr Polakovic e, pelo que sei, com a ajuda de Christa Petraskova, com quem mantenho contato via e-mail.

Acho a iniciativa extremamente valiosa para aproximar tchecos e brasileiros. Há algum tempo já existe um  intercâmbio cultural entre a República Tcheca e cidades gaúchas que receberam imigrantes boêmios, como Nova Petrópolis e Jaguari. É chegada a hora de São Bento também aproveitar a sua condição de única cidade em Santa Catarina cujos imigrantes “alemães” vieram principalmente da Boêmia – região que hoje pertence à República Tcheca.

Temos essa distinção étnica e, caso queiramos realmente se destacar em meio ao “roteiro do turismo alemão” no estado, seria muito conveniente que passássemos a utilizá-la. A aproximação com os tchecos através do lançamento dessa tradução favorece o crescimento do conhecimento histórico de São Bento do Sul, que ainda hoje é bastante marcado pelo senso-comum.

Voltarei a falar do assunto após o lançamento.

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Estamos vivendo uma revolução na genealogia, graças ao processo de digitalização de registros eclesiásticos e civis, promovido pelos mórmons no site Family Search.  Agora, é possível consultar registros de todas as partes do mundo sem tirar os pés de casa. Recentemente, foram incluídos registros da região norte da Boêmia, hoje na República Tcheca, que contribuiu com significativo número de sobrenomes para a colonização de São Bento do Sul.

Abaixo, listo as aldeias já disponíveis para consulta e as famílias que de lá vieram para o Brasil. Entre parênteses, o nome atual do lugar, que é aquele que aparece no Family Search:

Dessendorf (Desna): Schwedler

Gablonz (Jablonec): Görnert, Fuhrbach

Morchenstern (Smrzovka): Fischer, John, Kaulfuss, Posselt, Neumann, Schöffel, Staffen, Ulrich, Wildner

Polaun (Polubný): Feix, Fischer, Haupt, Hinke, Langhammer

Reichenau (Rychnov nad Nisou): Finke, Jaeger, Kwitschal, Milde, Peukert, Preissler, Roesler, Stracke, Weiss

Tannwald (Tannvald): Hillebrand, Nigrin, Schwarz

Para pesquisar, clique aqui.

Os registros, ao contrário dos brasileiros, são feitos em forma de tabela. A grafia nem sempre facilita, especialmente para quem, como eu, não domina o idioma alemão. De qualquer forma, é possível fazer grandes descobertas. A digitalização desses documentos representa uma fantástica oportunidade de relacionar as famílias de São Bento com sua história boêmia. Até então, todas as informações que tínhamos terminavam no imigrante ou, no máximo, os seus pais. Novos campos estão sendo abertos agora.

Já os registros da região do Böhmerwald, que mais contribuiu com imigrantes para São Bento do Sul, atualmente estão todos na cidade de Pilsen, e imagino que ainda demorarão a serem digitalizados. Mesmo quando os mórmons trabalhavam com microfilmes, nunca chegou a haver um para aquela área, e por isso presumo a demora.

Por enquanto, aproveitemos então as cidades disponíveis no norte da Boêmia.

Registro de batismo do imigrante Johann Rössler na cidade de Reichenau, na Boêmia, agora disponível no site do Family Search

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Venho comentando há algum tempo aqui no blog sobre a inconsistência que encontrei quanto ao nome do pai do imigrante Anton Zipperer, pioneiro na colonização de São Bento do Sul, e ancestral de todos os atuais portadores do sobrenome na região. A versão propagada em trabalhos recentes, como o de José Kormann sobre o “Tronco Zipperer”, apontava como pai de Anton um certo Adam Zipperer. A origem dessa versão, imagino, é o livro de Josef Blau chamado “Bayern in Brasilien”, que contém um capítulo específico sobre a família, e nele cita, justamente, Adam Zipperer como o pai de Anton.

Eu também havia aceitado essa versão, que ganhava ainda mais credibilidade ao lembrarmos que Blau escreveu seu livro com base em referências feitas pelos são-bentenses Jorge e Martim Zipperer – netos do imigrante Anton Zipperer. Assim, imaginei que foram os dois que passaram a Blau a informação de que seu avô era filho de Adam Zipperer e, assim sendo, não haveria qualquer motivo para colocar dúvidas quanto a essa versão.

Passei a ficar intrigado, no entanto, quando recebi de um pesquisador tcheco a informação de que o registro de casamento de Anton Zipperer e Elisabeth Mischeck aponta como pai do noivo um Jakob Zipperer – nome que, segundo Blau, era o pai de Adam. Cogitei que pudesse ter havido equívoco na transcrição feita pelo padre, coisa que acontecia com frequência. Mas, logo em seguida, abandonei de vez a hipótese de Adam ser o pai.

Isso porque havia recebido de outro pesquisador tcheco as informações contidas no próprio registro de batismo de Anton Zipperer, em 1813, e nele consta claramente que seu pai era Jakob Zipperer, o mesmo nome que consta por ocasião do seu casamento. À força dos documentos, eu era levado a crer que Jorge e Martim Zipperer haviam, de alguma maneira, se equivocado ao passar informações familiares para o livro de Josef Blau.

Agora, no entanto, descobri que eles não tiveram culpa. Recebi há alguns dias um extenso e bem cuidado trabalho do primo Osny Zipperer, neto de Jorge, no qual existem referências e até mesmo transcrições de valiosos documentos familiares. Entre eles, existem diversas cartas trocadas entre Jorge e seus parentes por ocasião da sua viagem à Boêmia, em 1938. Numa delas, quando já voltara ao Brasil, Jorge escrevia a certa Zipperer da Europa:

Meu avô Anton Zipperer, nascido em Flecken em 1813, era o único filho de uma viúva, e era em seu lar denominado como o “Witwentoni”. Meu avô era morador em Krouhansel em Flecken, seu pai chamava-se Jacob, se não me engano.

Disso se conclui que não veio de Jorge Zipperer a informação de que Anton era filho de Adam Zipperer. Ao contrário, Jorge acreditava, mas não tinha certeza, de que seu bisavô se chamava Jakob Zipperer. Os documentos encontrados nos arquivos da Boêmia mostram que Jorge não estava enganado, e era exatamente esse o nome do pai de Anton. O nome de Adam, assim sendo, parece ser equívoco unicamente, embora involuntário, de Josef Blau.

Jorge Zipperer também informa à sua correspondente que não sabia dizer o parentesco com ela, já que, para isso, seria preciso ter consultado livros e registros eclesiásticos na Boêmia, coisa que não havia tido oportunidade para fazer. Se tivesse, Jorge ia comprovar que Jakob era o pai de Anton. De onde Blau tirou o nome de Adam, ainda é um mistério.

 O mesmo documento informa ainda que Anton tinha duas irmãs menores, informação ainda desconhecida. Uma outra informação, que desconheço a origem, precisa ser retificada também: Anton Zipperer não nasceu em 26.02.1813, mas em 12.01.1813. Essa é a informação que consta do seu registro de batismo.

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Meu amigo e parente Evandro Zipperer fez no mês de maio uma viagem à Europa, e nela aproveitou para conhecer a aldeia natal de seus ancestrais, que também são os meus. Da aldeia de Flecken (hoje chamada Fleky), na República Tcheca, o imigrante Anton Zipperer partiu em 1873 na companhia de esposa e filhos para imigrar ao Brasil, tendo aqui se tornado um dos pioneiros na colonização de São Bento do Sul. Evandro fez o interessante relato que segue abaixo sobre as impressões que a visita lhe causou:

O ponto culminante foi a visita que fiz à Böhmerwald mais precisamente à Fleky!!!

Foi muito emocionante e repleto de surpresas!! Eu fiquei visivelmente emocionado em encontrar o local e respirar o ar onde os meus antepassados viveram!!! Quisera encontrar alguém para conversar e buscar mais informações. Mas era só eu e minha esposa. Encontrei um senhor que estava trabalhando numa obra de uma casa e ele era de Hamry. Mas não dispunha de tempo para conversar “ich muss arbeiten”.

Foi muito tocante principalmente no local da antiga igreja de Rothenbaum. Foi o ponto culminante e ali a minha esposa encontrou uma cruz demarcando uma antiga sepultura com o nome “Zipperer” inscrito na madeira!!! E bem cuidado, sinal que alguém cuida do local. Ver foto anexa.

A região é muito bonita e o local da igreja está bem cuidado, com o antigo fundamento, a pia batismal, uma cruz e todas as lápides dispostas e encostadas na lateral do antigo cemitério!! Vale a pena visitar. Registrei a visita com uma porção de fotos; voce não imagina a solidão e o silêncio que faz naquelas paragens. E tudo cercado de verde e árvores frondosas. Silêncio sepulcral e de fato os mortos jazem em sossêgo naquele lugar. O silêncio era tão profundo que nos sentíamos no fim do mundo, só nós dois e o cantar dos pássaros. Não imaginava uma coisa dessas!

Só posso agradecer ao bom Deus em conceder a realização desse sonho; me sinto revigorado e o ar de lá fez bem; me sinto mais “zipperer” e orgulhoso de ver nascer uma familia advinda de plagas tão distantes e diferentes. Orgulhe-se do nome que tem; é a coisa mais cara que pode existir. Na simplicidade do local ecoam hoje os sons dos pássaros que talvez queiram conversar com a gente. A coisa toca profundo!

Andei por todas as pequenas vilas e pasme que tudo está sinalizado com as indicações de distâncias, etc. Denota muita organização em termos de administração. Mas infelizmente tem muitas casas em ruínas e outras sendo reformadas. Deve ser o reflexo de tudo aquilo que já foi perpetuado na região em função de guerras, política, etc.

As tuas indicações com os nomes dos locais foi muito valiosa e serviu de estudo antecipado para me dirigir para aquele lugar. O Hilário Rank aí de São Bento foi importante dando as dicas e roteiro com os locais a serem visitados. 

Quiçá um dia voce vai visitar essa região, o que seria um coroamento pela dedicação e respeito às pesquisas que realiza. Vale a pena colocar no roteiro. 

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A família Zipperer de São Bento do Sul por pouco não foi parar do outro lado do mundo. Isso porque um dos objetivos da família, enquanto ainda morava na Boêmia, era imigrar para a Austrália. Josef Zipperer, ao relatar essa história, não diz exatamente qual foi o motivo para que a Austrália fosse o destino preferido da família. O cronista também deixa claro que nenhum deles fazia a menor ideia de onde ficava a Austrália.

É provável que, de alguma maneira, tenha chegado aos ouvidos daqueles rústicos moradores da Boêmia relatos de pessoas que já haviam imigrado para lá. Zipperer, no entanto, menciona apenas que houve antepassados da família imigrando para a América do Norte e para a zona balcânica do Império Austríaco – não para a Austrália.

E realmente, não é difícil encontrar membros da família Zipperer da Boêmia que imigraram para a América do Norte. A imigração de famílias boêmias em geral, e não apenas dos Zipperer, foi bastante significativa para os Estados Unidos. Esse é mais um motivo para que estranhemos a escolha da Austrália – país no qual não conseguir achar um Zipperer.

Flecken, a aldeia natal dos Zipperer (A) e a localização geográfica da Austrália (B). Por fim, os Zipperer decidiram imigrar para o outro lado, chegando no Brasil em 1873.

Sabemos que, por fim, a Austrália não foi escolhida. Parece não ter havido uma oportunidade concreta para imigrar. A primeira chance real convidava a família Zipperer a imigrar não para lá, mas para o Brasil. E o que seduziu os Zipperer a imigrar para cá foi saber que o país também era governado por um imperador e confessava a religião católica.

Essas características animaram a família e eles enfim optaram pelo nosso país. Eles imigraram no ano de 1873 e fizeram parte do primeiro contingente de imigrantes que colonizaram a atual cidade de São Bento do Sul.

E a Austrália? Continuou longe demais para saber onde ficava.

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Segue artigo meu publicado no Jornal Evolução do dia 02.07.2010:

Torcida Alemã e Confusões Geográficas


Em época de Copa do Mundo, é comum encontrar nas cidades do sul do Brasil pessoas torcendo pelo país de origem dos seus antepassados – em especial a Alemanha. O fenômeno também está presente em São Bento do Sul, cidade que, entre outras etnias, foi colonizada por imigrantes de origem germânica. Em nossa cidade, a torcida pela Alemanha simplifica uma grande confusão geográfica em que nos metemos.

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Isso porque a maior parte dos nossos imigrantes não veio do atual território alemão – e eles tampouco se consideravam alemães. Esses imigrantes tinham como origem o Reino da Boêmia, que na época integrava o chamado Império Austro-húngaro. Ao chegar em São Bento, os boêmios qualificavam-se como austríacos, e não alemães. E por muito tempo ainda cultivaram um forte sentimento de pertencimento à Áustria, a ponto de realizarem grandes desfiles e comemorações no dia do aniversário do imperador austríaco.

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Esses austríacos, no entanto, eram descendentes de famílias que vinham do atual território da Alemanha. A partir do século XII, a nobreza boêmia começou a incentivar a vinda de alemães para ocupar o seu território. Assim, os bávaros se fixaram nas regiões sul e leste, os saxões no norte e os silesianos no oeste da Boêmia. Os imigrantes de São Bento do Sul descendem de famílias que, em algum momento, fizeram essa mudança. Mas eles mesmos não eram propriamente alemães, embora pudessem compartilhar da mesma cultura.

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Deveríamos então torcer pela Áustria, uma seleção que anda mal das pernas e sequer está na Copa? Não exatamente. Afinal, o antigo Reino da Boêmia não fica mais na Áustria. Quando o Império Austro-húngaro foi dissolvido, após a 1ª Guerra Mundial, a Boêmia passou a fazer parte da Tchecolosváquia. E desde 1993 o território boêmio faz parte da República Tcheca. Os tchecos possuem uma seleção melhor, mas nem por isso precisamos torcer por eles. Isso porque os povos de origem germânica que ocupavam a Boêmia foram expulsos de lá após a 2ª Guerra Mundial – e voltaram para a Alemanha.

Em resumo, nossos imigrantes eram austríacos de origem germânica que habitavam a atual República Tcheca. Dessa confusão se conclui que a identidade germânica de São Bento se faz de maneira étnica e cultural, mas não necessariamente geográfica. Talvez a tentativa de enquadrar a cidade em um roteiro de imigração alemã tenha simplificado a origem de nossos ancestrais. Embora possa parecer mera sutileza, a especificação é útil para demarcar a nossa identidade. São Bento é a única cidade no estado colonizada principalmente por boêmios. Essa é a nossa particularidade, e nela devemos insistir.

Existiram também imigrantes de origem germânica vindos da Prússia e da Pomerânia, regiões que hoje fazem parte da Polônia –  também ausente na Copa. Antes que a confusão aumente, o melhor que podemos fazer é nos apoiar naquilo que temos certeza: nascemos todos no Brasil, a mesma pátria escolhida pelos imigrantes e, sendo assim, é por ele que torcemos.

Henrique Luiz Fendrich

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O mapa a seguir representa as aldeias germânicas que existiam no Distrito de Gablonz, no norte  da Boêmia. Em destaque, estão aquelas que contribuiram com imigrantes para a cidade de São Bento do Sul, conforme é possível verificar nas listas de passageiros. Esses imigrantes vieram especialmente a partir de 1876, num segundo fluxo de imigração. Franz Rohrbacher, imigrante da região do Böhmerwald, havia sido contratado pela Sociedade Colonizadora para voltar à Boêmia e lá conseguir novos imigrantes para a Colônia de São Bento. Como Rohrbacher não encontrou muita gente ainda disposta no Böhmerwald, partiu justamente para a região do distrito de Gablonz, onde logrou êxito e conseguiu convencer muitas famílias a imigrar. Percebe-se que esses novos imigrantes da cidade vieram de muitos lugares dessa região. As 31 aldeias em destaque são: Friedrichswald, Gränzendorf,  Johannesberg, Karlsberg, Maxdorf, Josefsthal, Marienberg, Spitzberg, Dessendorf, Tiefenbach, Polaun, Wurzelsdorf, Schenkenhah, Schumburg, Tannwald, Swarow, Morchenstern, Neudorf, Wiesenthal, Grünwald, Proschwitz, Maffersdorf, Radl, Gutbrunn, Kukan, Reichnau, Pelkowitz, Puletschnei, Marschowitz, Seidenschwanz e Gablonz. Posteriormente, pretende-se abordar cada aldeia de forma específica. Além deles, houve outras que foram importantes para famílias que imigraram para São Bento. A família Pfeiffer, por exemplo, embora tenha imigrado de Marschowitz, tinha origens em Labau. O mesmo acontece com os Preussler em Grafendorf e os Staffen em Georgenthal, entre outros. O mapa auxilia e muito a compreender melhor a geografia da época. Ele me foi cedido pelo estimado pesquisador tcheco Bruno Reckziegel, e pode ser visualizado em tamanho maior nesse link, clicando no zoom.

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Existe no wikipedia uma lista dos antigos nomes germânicos das aldeias boêmias e o atual nome tcheco que elas ostentam. Os nomes forem sendo alterados conforme os alemães deixavam ou eram expulsos da região. Das 91 aldeias da Boêmia identificadas como originárias de imigrantes para São Bento do Sul, foi possível identificar, com essa lista, o atual nome de 41 delas. As restantes não são citadas ou então existem mais de uma com o mesmo nome, sendo necessário, então, maior conhecimento das famílias imigrantes destes lugares para então identificar com clareza de onde eram originários.

Eis aquelas que foram identificadas:

Chinitz Tettau: Vchynice Tetov

Dessendorf: Desná

Dux: Duchcov

Eisenstein: Železná Ruda

Eisenstraß: Hojsova Stráž

Flecken: Fleky

Fuchsberg: Červené Dřevo

Gablonz: Jablonec nad Nisou

Glashütten: Skláře / Skelné Hutě / Skelná Hut’

Gränzendorf: Bedřichov

Grünau: Gruna

Grünbergerhütte: Zelenohorská Huť

Gutbrunn: Dobrá Voda

Hammern: Hamry

Harrachsdorf (Riesengebirge): Harrachov

Hinterhäuser: Zadní Chalupy

Johannesthal: Janské Údolí / Janov / Janův Důl

Karlsberg über Freudenthal: Karlovec

Kohlheim: Uhliště

Kukan: Kokonín / Kukonín

Liebenau: Hodkovice nad Mohelkou / Libnov

Maffersdorf: Vratislavice nad Nisou

Mariaschein: Bohosudov

Marienberg: Ostrava

Marschowitz: Maršovice

Melhut: Chodská Lhota

Morchenstern: Smržovka

Neuern: Nýrsko

Ossegg: Osek

Polaun: Polubný

Rehberg: Srní

Reichenau: Rychnov na Moravě

Reichenberg: Liberec

Rochlitz: Rokytnice nad Jizerou

Roßhaupt: Rozvadov

Rothenbaum: Červené Dřevo

Silberberg: Stříbrné Hutě

St. Katharina: Svatá Kateřina

Tannwald: Tanvald

Voitsdorf: Bohatice u Zákup

Wiesenthal an der Neiße: Lučany nad Nisou

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Consultando as listas de passageiros dos imigrantes que chegaram ao porto de São Francisco do Sul, e de lá se dirigiram para São Bento, é possível descobrir a origem das famílias que primeiro colonizaram a cidade. Entre as famílias boêmias, são citadas 91 aldeias diferentes como origem dos imigrantes. Com a ajuda de “Famílias Tradicionais”, de Paulo Henrique Jürgensen, separei as famílias de acordo com as aldeias boêmias citadas em seus registros de chegada ao Brasil.

A origem apontada não representa necessariamente o local em que os imigrantes nasceram. Era bastante comum que a aldeia natal fosse outra. No entanto, mostra que em algum momento esses imigrantes estiveram estabelecidos nessas cidades, e que provavelmente lá estavam quando decidiram imigrar ao Brasil.

Nesse primeiro momento, registramos as aldeias com a grafia que elas aparecem nas listas de passageiros. É possível que contenham eventuais equívocos, que deverão ser consertados na medida em que essas regiões forem mais conhecidas e estudadas. Pelo que é conhecido até o momento, as aldeias que mais contribuíram com imigrantes estabelecidos em São Bento do Sul foram:

Hammern (20 sobrenomes)

Eisenstrass e Flecken (15 sobrenomes cada)

Marienberg, Morchenstern e Reichnau (9)

Neuern e Santa Katharina (6)

Glasshütte, Grünwald, Johannesberg, Neudorf, Pelkowitz, Polaun e Stadtler (5)

Abaixo segue a lista com as aldeias e os sobrenomes nelas encontrados. Há sobrenomes citados em mais de uma, pois diferentes famílias estiveram em São Bento do Sul. Nesse momento foram consideradam apenas as famílias que deixaram registros conhecidos na cidade.

Altohlisch: Schrikte

Arnsdorf: Raschel

Bukal: Treml

Chinitz Tettau: Gruber, Stiegelmaier

Decenic: Zierhut

Dessendorf: Schwedler

Dux: Walter

Eisenstein: Mauerer, Schaffhauser, Stöberl

Eisentrasse: Bacherl, Bayerl, Brandl, Fritsch, Fürst, Gregor, Grossl, Konrad, Kuchler, Linzmeyer, Marx, Neppel, Pöschl, Pflanzer, Schröder

Fagershof: Denk

Flecken: Baierl, Gschwendtner, Hien, Hübl, Kirschbauer, Kohlbeck, Maier, Mühlbauer, Münsch, Rank, Stascheck, Stöberl, Stuiber, Treml, Zipperer

Friedrichswald: Gärtner, Müller, Streit

Fuchsberg: Heinrich

Gablonz: Görnert, Fuhrbach

Glasshütte: Aschenbrenner, Eckstein, Seidl, Weiss, Wotroba

Grenzendorf: Hübner, Tandler

Grünau: Artner

Grünbergerhütte: Gruber

Grünwald: Heiderich, Scholz, Zappl, Zemann, Wöhl

Gutbrum: Kundlatsch

Hammern: Augustin, Buschinger, Dorner, Dums, Eckl, Ehrl, Fürst, Grossl, Jungbäck, Kollross, Liebl, Linzmeyer, Oberhofer, Pscheidt, Rohrbacher, Rückl, Schreiner, Stiegler,Stöberl, Tauscher

Harracksdorf: Seidl

Hauslin: Strupp

Heidl: Beyerl

Herfkirchen: Piritisch

Hinterhausen: Christoph

Johannesberg: Fischer, Jantsch, Preussler, Reckziegel, Schwedler

Johannesthal: Mai, Stark

Josefsthal: Dressler, Zimmermann

Kaltenbrunn: Gassner

Karlsberg: Posselt

Klattau: Fleischmann

Kletscheding: Bauer

Kolheim: Schürer

Kradrob: Nakl

Kudowa: Gruber

Kukan: Simm

Langenbrück: Jung

Liebenau: Müller

Liebertiz: Anton

Liptiz: Czernay

Maffersdorf: Bergmann, Keil, Lorenz, Wöhl

Mariaschein: Kern

Marienberg: Altmann, Endler, Fischer, Neisser, Neumann, Pörner, Schier, Urbanetz, Wolf

Marschowitz: Grossmann, Hatschbach, Pfeiffer

Maxdorf: Jackl, Pilz, Vater, Wolf

Mehlhut: Kautnick

Morchenstern: Fischer, John, Kaulfuss, Posselt, Neumann, Schöffel, Staffen, Ulrich, Wildner

Müllik: Pauli

Neudorf: Hüttl, Mareth, Peyerl, Schlögl, Schwarz

Neuern: Altmann, Augustin, Czadek, Grosskopf, Tauscheck, Zierhut

Neu Poulsdorf: König

Nied Ehrenberg: Ulrich

Osseg: Hannusch

Pelkowitz: Klamatsch, Sedlak, Seiboth, Stracke, Weiss

Plass: Hübl

Plauschütz: Herdina

Polaun: Feix, Fischer, Haupt, Hinke, Langhammer

Prischowitz: Simm

Puischowitz: Thomas

Pulteschnei: Schöffel, Wabersich

Radl: Seiboth

Rathenheim: Seidl

Ratschendorf: Kaulfersch

Rehberg: Raab

Reichenberg: Beckert, Brokopf, Hoffmann, Worell

Reichnau: Finke, Jaeger, Kwitschal, Milde, Peukert, Preissler, Roesler, Stracke, Weiss

Röchlitz: Linke

Rosshaupt: Dobner

Rothenbaum: Boechler, Wollner

Rothenhausen: Duffeck

Rückersdorf: Maros

Ruppersdorf: Wünsch

Santa Katharina: Augustin, Brey, Lobermayer, Maurer, Rank, Stuiber

Schenkenhahn: Friedrich

Schunburg: Richter

Schwarzbrun: Hübner

Seidenschwanz: Hübner

Sillberberg: Bail

Spitzberg: Katzer, Schindler

Stadtler: Hoffmann, Müller, Uhlmann, Ulrich, Wolf

Stotka: Zanta

Swarof: Balatka

Tannwald: Hillebrand, Nigrin, Schwarz

Tiefenbach: Tureck

Tischowtiz: Schier

Unter-Markstchlag: Naderer

Voitsdorf: Schlinzig

Wallnau: Duffeck

Wiesenthal: Jantsch, Lang, Ludwig, Zimmermann

Wölfelsgrund: Mann

Wurzlendorf: Krause, Neumann

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Não.

Isto é, a maioria deles não.

Embora vários imigrantes fossem naturais da Bavária e da Saxônia, que hoje pertencem à Alemanha, o maior contingente dos imigrantes que vieram a São Bento do Sul antes de 1880 tinha como origem o Reino da Boêmia, que, àquela época, integrava o chamado Império Austro-húngaro – criado no ano de 1867 em substituição ao Império Austríaco. Após a 1ª Guerra Mundial, o Império Austro-húngaro foi dissolvido e a Boêmia passou a fazer parte da Tchecoslováquia. Desde 1993, o território boêmio faz parte da República Tcheca.

Em São Bento do Sul, esses imigrantes eram qualificados, qualificavam-se ou deixavam-se qualificar como austríacos. Por muito tempo eles ainda cultivaram um forte sentimento de patriotismo e de pertencimento à Áustria. As noções geográficas foram se perdendo com o passar dos anos e a tentativa de encaixar a cidade num roteiro da Imigração Alemã em Santa Catarina simplificou a origem de nossos imigrantes. A identidade germânica da cidade se faz de maneira étnica e cultural, mas não necessariamente geográfica.

A origem remota desses imigrantes boêmios aponta, de fato, para um passado germânico. Foi a partir do século XII que o rei, a nobreza e os religiosos da Boêmia e da Morávia incentivaram, de forma mais sistemática, a vinda de alemães para ocupar regiões desabitadas do seu território. No século seguinte esse processo se intensificou, com grande número de colonos imigrando de regiões alemãs superpovoadas. Os bávaros ocuparam especialmente o Sul e o Oeste, enquanto que os saxões aproximaram-se do Norte e os silesianos do Leste da Boêmia

Os alemães, a princípio, povoaram regiões de fronteira, tomadas por florestas e de difícil acesso. Habitaram vales e planícies férteis, e apenas a partir do século XVI colonizaram territórios mais elevados. A forte presença alemã alterou de forma significativa a composição étnica da Boêmia, que até então era habitada apenas pelos tchecos. As duas nacionalidades passaram a habitar o mesmo o território, mas não houve uma verdadeira integração étnica. A convivência entre tchecos e alemães, ao longo dos séculos, passou por períodos de harmonia, de rivalidade e até de conflito armado. No século XX, as duas guerras mundiais aumentaram as tensões e culminaram na violenta expulsão dos alemães do território tcheco.

Ou seja, a origem dos boêmios que imigraram para São Bento do Sul é, mais remotamente, alemã – assim se explicam os seus hábitos culturais, mantidos mesmo no Brasil, e que em muito se assemelhavam aos costumes bávaros. No entanto, geograficamente eles eram originários de um território diverso da atual Alemanha. Embora possa parecer mera sutileza, a diferenciação é útil para demarcar a nossa identidade enquanto cidade de imigrantes. São Bento do Sul é a única cidade no estado colonizada principalmente por boêmios. Tal é a especificação da maioria dos nossos imigrantes alemães. Nela devemos insistir.

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A família Zipperer que imigrou para a cidade de São Bento do Sul em 1873 era originária da aldeia de Flecken, na Floresta da Boêmia, atualmente chamada de Fleky. O local fica próximo à fronteira com a Bavária (a parte em amarelo, no topo da imagem, é a divisa). As imagens do Google Earth mostram o pouco desenvolvimento do lugar, mesmo em nossos dias.

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Tenho registrado as seguintes famílias Roesler na Boêmia, sem que tenha sido possível estabelecer ainda uma relação com os meus Roesler que imigraram para São Bento do Sul/SC:

Franz Roesler, nascido em 1785 em Schlag, Boêmia. Casou-se em 1812 com Barbara Wuensch, nascida em 1790 em Gablonz
 
Maria Elisabeth Roesler, nascida em 1737 em Gablonz e falecida em 1805, casada com Johann Wenzel Wuensch.
 
Catharina Roesler, casada com Wenzel Neumann, tiveram o filho Franz Neumann, nascido em Pollaum, Boêmia, em 1838.
 
Herepir Rossler, casada com Anton Wüsnch, tiveram Joseph, nascido em 1855 em Gablonz.
 
Anna Rosina Rossler, nascida em Johannesberg em 1712 e falecida em 1760, casada com Heinrich Wünsch (1712-1783).
 
Johanna Rosler, casada com Franz Heiderich, tiveram Anna, nascida em 1836 em Johannesberg, falecida em Gablonz em 1921.
 
Maria Anna Rossler, casada com Franz Nosswitz, tiveram Josef, nascido em 1818 em Gablonz, falecido em 1901.
 
Antônio Roesler, casado com Paulina Holdemburk. Tiveram Olga, nascida em Imbituva em 1900.
 
Joseph Roessler, nascido por volta de 1760 em Gruenwald, casado com Theresia Roggin.

Meus ancestrais são Franz Rössler, casado com Antônia Lang, filho de outro Franz Rössler, casado com Klara Preissler.

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