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Posts Tagged ‘Eisenstrass’

Existe no wikipedia uma lista dos antigos nomes germânicos das aldeias boêmias e o atual nome tcheco que elas ostentam. Os nomes forem sendo alterados conforme os alemães deixavam ou eram expulsos da região. Das 91 aldeias da Boêmia identificadas como originárias de imigrantes para São Bento do Sul, foi possível identificar, com essa lista, o atual nome de 41 delas. As restantes não são citadas ou então existem mais de uma com o mesmo nome, sendo necessário, então, maior conhecimento das famílias imigrantes destes lugares para então identificar com clareza de onde eram originários.

Eis aquelas que foram identificadas:

Chinitz Tettau: Vchynice Tetov

Dessendorf: Desná

Dux: Duchcov

Eisenstein: Železná Ruda

Eisenstraß: Hojsova Stráž

Flecken: Fleky

Fuchsberg: Červené Dřevo

Gablonz: Jablonec nad Nisou

Glashütten: Skláře / Skelné Hutě / Skelná Hut’

Gränzendorf: Bedřichov

Grünau: Gruna

Grünbergerhütte: Zelenohorská Huť

Gutbrunn: Dobrá Voda

Hammern: Hamry

Harrachsdorf (Riesengebirge): Harrachov

Hinterhäuser: Zadní Chalupy

Johannesthal: Janské Údolí / Janov / Janův Důl

Karlsberg über Freudenthal: Karlovec

Kohlheim: Uhliště

Kukan: Kokonín / Kukonín

Liebenau: Hodkovice nad Mohelkou / Libnov

Maffersdorf: Vratislavice nad Nisou

Mariaschein: Bohosudov

Marienberg: Ostrava

Marschowitz: Maršovice

Melhut: Chodská Lhota

Morchenstern: Smržovka

Neuern: Nýrsko

Ossegg: Osek

Polaun: Polubný

Rehberg: Srní

Reichenau: Rychnov na Moravě

Reichenberg: Liberec

Rochlitz: Rokytnice nad Jizerou

Roßhaupt: Rozvadov

Rothenbaum: Červené Dřevo

Silberberg: Stříbrné Hutě

St. Katharina: Svatá Kateřina

Tannwald: Tanvald

Voitsdorf: Bohatice u Zákup

Wiesenthal an der Neiße: Lučany nad Nisou

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Consultando as listas de passageiros dos imigrantes que chegaram ao porto de São Francisco do Sul, e de lá se dirigiram para São Bento, é possível descobrir a origem das famílias que primeiro colonizaram a cidade. Entre as famílias boêmias, são citadas 91 aldeias diferentes como origem dos imigrantes. Com a ajuda de “Famílias Tradicionais”, de Paulo Henrique Jürgensen, separei as famílias de acordo com as aldeias boêmias citadas em seus registros de chegada ao Brasil.

A origem apontada não representa necessariamente o local em que os imigrantes nasceram. Era bastante comum que a aldeia natal fosse outra. No entanto, mostra que em algum momento esses imigrantes estiveram estabelecidos nessas cidades, e que provavelmente lá estavam quando decidiram imigrar ao Brasil.

Nesse primeiro momento, registramos as aldeias com a grafia que elas aparecem nas listas de passageiros. É possível que contenham eventuais equívocos, que deverão ser consertados na medida em que essas regiões forem mais conhecidas e estudadas. Pelo que é conhecido até o momento, as aldeias que mais contribuíram com imigrantes estabelecidos em São Bento do Sul foram:

Hammern (20 sobrenomes)

Eisenstrass e Flecken (15 sobrenomes cada)

Marienberg, Morchenstern e Reichnau (9)

Neuern e Santa Katharina (6)

Glasshütte, Grünwald, Johannesberg, Neudorf, Pelkowitz, Polaun e Stadtler (5)

Abaixo segue a lista com as aldeias e os sobrenomes nelas encontrados. Há sobrenomes citados em mais de uma, pois diferentes famílias estiveram em São Bento do Sul. Nesse momento foram consideradam apenas as famílias que deixaram registros conhecidos na cidade.

Altohlisch: Schrikte

Arnsdorf: Raschel

Bukal: Treml

Chinitz Tettau: Gruber, Stiegelmaier

Decenic: Zierhut

Dessendorf: Schwedler

Dux: Walter

Eisenstein: Mauerer, Schaffhauser, Stöberl

Eisentrasse: Bacherl, Bayerl, Brandl, Fritsch, Fürst, Gregor, Grossl, Konrad, Kuchler, Linzmeyer, Marx, Neppel, Pöschl, Pflanzer, Schröder

Fagershof: Denk

Flecken: Baierl, Gschwendtner, Hien, Hübl, Kirschbauer, Kohlbeck, Maier, Mühlbauer, Münsch, Rank, Stascheck, Stöberl, Stuiber, Treml, Zipperer

Friedrichswald: Gärtner, Müller, Streit

Fuchsberg: Heinrich

Gablonz: Görnert, Fuhrbach

Glasshütte: Aschenbrenner, Eckstein, Seidl, Weiss, Wotroba

Grenzendorf: Hübner, Tandler

Grünau: Artner

Grünbergerhütte: Gruber

Grünwald: Heiderich, Scholz, Zappl, Zemann, Wöhl

Gutbrum: Kundlatsch

Hammern: Augustin, Buschinger, Dorner, Dums, Eckl, Ehrl, Fürst, Grossl, Jungbäck, Kollross, Liebl, Linzmeyer, Oberhofer, Pscheidt, Rohrbacher, Rückl, Schreiner, Stiegler,Stöberl, Tauscher

Harracksdorf: Seidl

Hauslin: Strupp

Heidl: Beyerl

Herfkirchen: Piritisch

Hinterhausen: Christoph

Johannesberg: Fischer, Jantsch, Preussler, Reckziegel, Schwedler

Johannesthal: Mai, Stark

Josefsthal: Dressler, Zimmermann

Kaltenbrunn: Gassner

Karlsberg: Posselt

Klattau: Fleischmann

Kletscheding: Bauer

Kolheim: Schürer

Kradrob: Nakl

Kudowa: Gruber

Kukan: Simm

Langenbrück: Jung

Liebenau: Müller

Liebertiz: Anton

Liptiz: Czernay

Maffersdorf: Bergmann, Keil, Lorenz, Wöhl

Mariaschein: Kern

Marienberg: Altmann, Endler, Fischer, Neisser, Neumann, Pörner, Schier, Urbanetz, Wolf

Marschowitz: Grossmann, Hatschbach, Pfeiffer

Maxdorf: Jackl, Pilz, Vater, Wolf

Mehlhut: Kautnick

Morchenstern: Fischer, John, Kaulfuss, Posselt, Neumann, Schöffel, Staffen, Ulrich, Wildner

Müllik: Pauli

Neudorf: Hüttl, Mareth, Peyerl, Schlögl, Schwarz

Neuern: Altmann, Augustin, Czadek, Grosskopf, Tauscheck, Zierhut

Neu Poulsdorf: König

Nied Ehrenberg: Ulrich

Osseg: Hannusch

Pelkowitz: Klamatsch, Sedlak, Seiboth, Stracke, Weiss

Plass: Hübl

Plauschütz: Herdina

Polaun: Feix, Fischer, Haupt, Hinke, Langhammer

Prischowitz: Simm

Puischowitz: Thomas

Pulteschnei: Schöffel, Wabersich

Radl: Seiboth

Rathenheim: Seidl

Ratschendorf: Kaulfersch

Rehberg: Raab

Reichenberg: Beckert, Brokopf, Hoffmann, Worell

Reichnau: Finke, Jaeger, Kwitschal, Milde, Peukert, Preissler, Roesler, Stracke, Weiss

Röchlitz: Linke

Rosshaupt: Dobner

Rothenbaum: Boechler, Wollner

Rothenhausen: Duffeck

Rückersdorf: Maros

Ruppersdorf: Wünsch

Santa Katharina: Augustin, Brey, Lobermayer, Maurer, Rank, Stuiber

Schenkenhahn: Friedrich

Schunburg: Richter

Schwarzbrun: Hübner

Seidenschwanz: Hübner

Sillberberg: Bail

Spitzberg: Katzer, Schindler

Stadtler: Hoffmann, Müller, Uhlmann, Ulrich, Wolf

Stotka: Zanta

Swarof: Balatka

Tannwald: Hillebrand, Nigrin, Schwarz

Tiefenbach: Tureck

Tischowtiz: Schier

Unter-Markstchlag: Naderer

Voitsdorf: Schlinzig

Wallnau: Duffeck

Wiesenthal: Jantsch, Lang, Ludwig, Zimmermann

Wölfelsgrund: Mann

Wurzlendorf: Krause, Neumann

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I. MICHAEL BRANDL, que foi casado com Margareth Mundl e com ela teve:

II. JOSEF BRANDL, lavrador, nascido por volta de 1837 na região de Eisenstrass, na Boêmia. Ainda na Europa, casou-se com Anna Weinfalter ou Schweinfalter, nascida por volta de 1835, com quem imigrou ao Brasil em 1874, a bordo do Shakespeare, estabelecendo-se em São Bento do Sul num lote no lado oeste da Avenida Argolo. Sua esposa Anna faleceu no dia 15.10.1890, vítima de apoplexia, e foi sepultada no Cemitério Católico da sede de São Bento, não mais existente. Viúvo, Josef Brandl voltou a se casar no dia 08.10.1892 com Therezia Grossl, de Hammern, filha de Johann Grossl e Therezia Linzmeyer. Às 5h do dia 02.07.1917, na casa de seu genro Benedikt Beyerl, faleceu Josef Brandl, em consequência de velhice, deixando três filhos de maior idade, e sendo sepultado no Cemitério de São Bento, em túmulo desconhecido. Tiveram Josef e sua primeira esposa Anna Weinfalter, entre outros:

III. CATHARINA BRANDL, nascida em Eisenstrass no dia 21.03.1865, tendo imigrado ao Brasil em companhia de seus pais e irmãos. Casou-se em 10.02.1886 com Benedikt Beyerl, de Holschlag, filho de Peter Haden e Maria Beyerl, e viúvo de Anna Maria Neppel. Faleceu em São Bento do Sul no dia 04.02.1911, sendo sepultada no Cemitério Municipal da cidade. Teve geração conforme o título BAIL.

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Minha trisavó Catharina Brandl nasceu em 21.03.1865 na região de Eisenstrass, próxima da divisa entre Boêmia e Bavária. Veio para o Brasil com os pais e irmãos a bordo do Navio Shakespeare em 1874. Por esse mesmo navio viria o seu futuro esposo, Benedikt Beyerl.
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Eis o registro desse casamento, conforme os livros da Igreja Católica de São Bento do Sul:
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“A dez de fevereiro de mil oitocentos e oitenta e seis, às 10 horas da manhã, na Capella do Smo. Coração de Maria deste Municipio de S. Bento, feitos os tres banhos canonicos a 24 e 31 de Janeiro e 2 de Fevereiro do corrente anno, sem impedimento algum e com palavras de presente e de mutuo consentimento na forma do sagrado Concilio de Trento, em minha presença e das testemunhas José Schroeder e Jorge Weiss, receberão-se em matrimonio Bendedicto (sic) Beierl e Catharina Prandl, elle de idade de 30 annos, viuvo por obito de sua primeira mulher Maria Neppel, filho natural de Maria Beierl, nascido em Holzschlag e baptisado em Gutwasser na Bohemia, e ella de idade de 18 annos, solteira, filha legitima de José Prandl e Anna Weinfalter, nascida e baptisada em Eisenstrass, também na Bohemia, ambos os contrahentes livres, estrangeiros, lavradores e moradores neste Municipio. E logo em seguida na missa pro sponcis lhes dei a Benção Nupcial Solemne do que para constar lavrei este termo que assignei com as testemunhas. O Vigário Pe. Carlos Boegershausen”.
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A grafia nesse registro está como “Prandl”, mas os dados de imigração e mesmo outros da família apontam para “Brandl”. Tendo nascido em 1865, Catharina não poderia ter 18 anos em 1886. Há portanto algum equívoco, certamente involuntário, por parte do padre.
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Desse casamento, nasceriam os seguites filhos, não necessariamente na ordem: Luiz Bail, casado com Francisca Fleischmann; Thereza Bail, casada com Engelberto Bechler; Maria Bail, casada com Otto Zeithammer; José Bail, casado com Marta Maahs; Carlos Bail, casado com Maria Quandt; Engelberto Bail, casado com Paula Heiden; Benedito Bail, casado com Maria Grosskopf; Catharina Bail, casada com Rodolfo Giese; Rodolfo Bail, casado com Margarida Hübl; e Paulo Bail, casado com Marta Grosskopf.
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Catharina faleceu em 04.02.1912 ou 1911, pois também há alguma divergência nesse ponto. De qualquer forma, ainda era nova, e com isso Benedicto Bail ficou viúvo pela segunda vez.

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