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Posts Tagged ‘Francisco Bueno Franco’

Aproveitando que a Biblioteca Nacional disponibilizou em seu site diversos periódicos de todo o Brasil, encontrei a seguinte nota no veículo “Regeneração”, publicação liberal de Santa Catarina, no dia 17.04.1885:

sociedadeO historiador Carlos Ficker nada menciona a respeito dessa associação, e pela nota sequer ficamos sabendo de que forma exatamente ela atuava. No entanto, Ficker menciona que no começo de 1885 houve o desentendimento entre o Dr. Wolff e Francisco Bueno Franco, presidente do Conselho Municipal, que acabou com a suspensão de Wolff das sessões legislativas. Na mesma ocasião, João Filgueiras de Camargo teria protestado contra a situação do arquivo do Conselho, tendo em seguida se retirado do recinto. É possível que houvesse relação com o episódio e que fosse uma associação eminentemente política. Wolff e Filgueiras viriam a se desentender ideologicamente mais pra frente.

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Descobri recentemente que o brasão de Campo Alegre homenageia os cinco, supostamente, pioneiros do lugar. Quando Campo Alegre começou a ser ocupada, provavelmente perto de 1870, ainda não havia sequer a cidade de São Bento, a qual ela pertenceria até se emancipar em 1897.

Como tenho pesquisado as primeiras famílias brasileiras de São Bento, e que são também as de Campo Alegre, me interessei em descobrir a quem a Prefeitura Municipal havia resolvido homenagear com o título de “pioneiro” da cidade. Foram citados os seguintes:

Francisco Bueno Franco, José Affonso Ayres Cubas, Raymundo Munhoz, Bento Martiniano de Amorim e Francisco Teixeira de Freitas.

A escolha desses nomes é muito curiosa, e no mínimo equivocada, pra não dizer preconceituosa, já que privilegia apenas as pessoas que ocuparam cargos públicos de destaque na cidade.

Todas as pessoas citadas estiveram, de fato, em Campo Alegre nos seus primeiros anos. Francisco Bueno Franco foi o próprio prefeito da cidade quando da sua instalação. Não é possível precisar uma data para a sua chegada, nem a dos demais. Imagine-se, sem qualquer respaldo documental ainda, que fosse parente do Brigadeiro Manoel de Oliveira Franco, a quem pertenciam as terras que hoje são parte de Campo Alegre. Assim sendo, é possível que a família de Bueno Franco tenha estado entre as primeiras do lugar, ainda que em 1870 seu pai apareça em registros da Lapa.

Naturalmente, ainda que isso seja verdade, Francisco Bueno Franco não veio sozinho para a região, pois mal contava com 20 anos de idade. Seu pai, Florentino Bueno Gomes, foi quem deve ter trazido toda a família – com vários membros que também poderiam ser considerados fundadores, caso tivessem uma vida pública tão destacada quanto a de Francisco. É difícil imaginar a vinda dos Bueno Franco sem a vinda de Amâncio Alves Correia, tio de Francisco Bueno, e que, apesar de ter ocupado cargos de destaque na época, acabou esquecido pela história.

José Affonso Ayres Cubas é o ancestral de todos com esse sobrenome na região. A própria tradição do sobrenome deve ter sido um critério na hora de escolher um pioneiro. “É preciso que haja um Cubas”, devem ter pensado. José Affonso foi grande fazendeiro em Campo Alegre, tendo inclusive alguns escravos. Consta que teria algumas patentes militares. Em outubro de 1871, ainda aparece batizando uma filha em São José dos Pinhais – não significa que estivesse morando lá. Começa a aparecer nos livros de São Bento do Sul em 1877. Certamente esteve entre as várias famílias que vieram nos primeiros anos de Campo Alegre, mas é impossível precisar a sua chegada.

 O caso de Raymundo Munhoz é mais curioso. Assim como os Cubas, era inadmissível que não houvesse um Munhoz entre os pioneiros. No entanto, escolheram a pessoa errada. Isso porque Raymundo José Munhoz só nasceu em São José dos Pinhais no ano de 1865 – imagino que não é muito adequado chamar de fundador alguém que chegou na região durante a infância. Seu pai, Manoel José Munhoz, talvez tenha estado na cidade, mas não foram encontrados, ainda, registros disso. Mas seu tio, Cândido José Munhoz, não só esteve como parece ter ocupado alguns cargos de destaque, como o de Juiz de Paz. Logo, seguindo a lógica, seu nome parecia mais indicado.

Bento Martiniano de Amorim ainda não teve suas origens familiares desvendadas, mas muito dificilmente estaria em Campo Alegre nos primeiros anos de povoação – a não ser que fosse criança. Seu nome aparece com frequência nos registros de cartório da cidade nos anos de 1890, quando parece ter tido destaque na vida pública, o que culminaria com sua conquista do cargo de prefeito de Campo Alegre em 1902 – uma boa razão, parece, para achar que foi pioneiro.

Francisco Teixeira de Freitas estava, de fato, numa das primeiras levas de paranaenses que povoaram Campo Alegre. Coincidentemente, também ocupou cargos públicos em São Bento do Sul e região. Era grande fazendeiro, e também possuía escravos. Parece inadmissível, no entanto, imaginar a vinda de sua família sem a vinda dos irmãos Souza – que se casaram com quatro das filhas de Francisco Teixeira de Freitas.

Da mesma forma, seria possível listar uma centena de famílias que aparecem morando em Campo Alegre antes de 1880 e que poderiam ser classificadas como “pioneiras”. É curioso que não tenham pensado em algum Fragoso, Carneiro, ou Preto para homenagear também – talvez porque, estes, não ocuparam cargos de evidência.

A lista de pioneiros apontada no brasão de Campo Alegre é inexata, imprecisa, injusta, e diz muito pouco a respeito da história da cidade.

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Leia a parte I aqui.

Uma nova visita ilustre agitou a rotina de São Bento do Sul a 5/10/1884, quando veio a São Bento o Presidente da Província de Santa Catarina, José Lustosa da Cunha Paranaguá, acompanhado de sua comitiva. Em São Bento, iria vistoriar as terras contestadas na divisa com o Paraná. Bueno Franco enviou a ele um ofício, assinado pelos demais vereadores, no qual a Câmara lhe mostrava o desejo de perpetuar o nome do Presidente em São Bento, em agradecimento à honrosa visita que dele receberam e aos seus esforços em favor da instrução pública e da solução dos problemas dos limites territoriais. Por conta disso, avisa que a rua do Paço Municipal passaria, a partir daquela data, a ter o nome de Rua Paranaguá – hoje chamada de Rua Visconde de Taunay.

Veio o ano de 1885, e com ele tiveram início os conflitos na política são-bentense. O Vice-presidente da Câmara, Dr. Philipp Maria Wolff, desentendeu-se com Bueno Franco, o Presidente, e, por conta disso, foi suspenso das futuras sessões dos vereadores. A fim de justificar esse afastamento, Bueno Franco enviou um ofício ao Presidente da Província, em 25 de março daquele ano, acusando Wolff de ter sido eleito de forma irregular, uma vez que não era eleitor, e somente requereu seu alistamento depois de ter sido eleito. Cita então o regulamento, que deixa claro que, para ser eleito, é preciso antes ter as qualidades de eleitor, e, por conta disso, Wolff estaria atuando de forma ilegal na Câmara.

Wolff protestou contra a ação, acusando o Procurador de lançar impostos sem o consentimento da Câmara, e contra o fato de Bueno Franco suspender um vereador que, desde a instalação do município, sempre havia tomado parte ativa nas sessões. Em abril daquele ano, o Presidente da Câmara recebeu ordens do Presidente da Província para que mantivesse a ordem na Câmara, suspendendo ainda todas as sanções aplicadas ao vereador Wolff.

O clima, que não era dos melhores entre os vereadores, já havia piorado quando João Filgueiras de Camargo e August Henning decidiram abandonar o recinto, em sinal de protesto contra a completa desordem no arquivo da Câmara, o que fazia com que alguns vereadores chegassem a levar para casa os documentos. Outro dos conflitos a que esteve sujeito Bueno Franco, enquanto Presidente da Câmara naquele ano de 1885, foi durante sessão de 24 de abril. Nela, um colono chamado Simão Derenewicz, viu uma votação da Câmara terminar de forma contrária aos seus desejos, razão pela qual começou a proferir, em alta voz, muitas frases em polonês, além de gesticular bastante.

Bueno Franco, de origem nacional, respondeu a ele que, caso tivesse algo a requerer, que o fizessse em português, e que, se não soubesse falar essa língua, que buscasse um intérprete. Foi o suficiente para despertar a revolta também do vereador August Henning, o qual respondeu que era alemão e, como tal, havia de falar nessa língua quando bem entendesse, o que incluía a Câmara Municipal. Segundo Bueno Franco, foi preciso chamar a ordem por três vezes, mas não foi o bastante para conter Henning.

Em nova sessão a respeito do requerimento de Derenewicz, Bueno Franco deliberou sobre a presença de Henning novamente, e, para evitar que as cenas se repetissem, a votação resultou na sua não presença. Francisco Bueno Franco defendia que não era possível que todos os vereadores precisassem saber polonês e alemão para se entender com os colonos de São Bento que possuíam negócios com a Câmara. Dizia ainda que isso não é possível nem mesmo quando as traduções eram feitas por vereadores que desconhecem, eles próprios, as regras básicas da língua portuguesa, razão pela qual são incapazes de escrevê-la.

Por fim, em um ofício, conclui que, na Câmara Municipal de São Bento, não se poderá falar outra língua que não a nacional.

Continua

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BUENO FRANCO, Francisco. (1851-). Presidente da 1ª Câmara Municipal de São Bento, entendido como o 1º Prefeito Municipal, posteriormente 1º Prefeito de Campo Alegre, Conselheiro Municipal, Subdelegado de São Bento do Sul, Juiz de Paz, substituto do Juiz de Direito da Comarca, comerciante, negociante e fazendeiro.

Francisco Bueno Franco, primeiro prefeito de São Bento e Campo Alegre

Natural da região de São José dos Pinhais, era filho de Florentino Bueno Gomes e Escolástica Franca, neto paterno de João Bueno de Christo. Fez parte do exército e da armada da Parochia de S. Francisco Xavier de Joinville, conforme atesta a presença de seu nome em alistamento de 1876, quando morava no 1º Quarteirão. Em 1878, o então subdelegado de São Bento, August Heeren, pede exoneração do cargo, entregando-o, provisoriamente, a Francisco Bueno Franco. Quando se criou o Distrito da Paz de São Bento, logo houve a primeira eleição para Juizes de Paz, naquele mesmo ano. Francisco Bueno Franco foi o segundo mais votado na mesa paroquial de Joinville, com 55 votos – 5 a menos que o primeiro colocado, Francisco Teixeira de Freitas.

Em 27/01/1879, Francisco Bueno Franco recebeu em sua casa, em Campo Alegre, a visita da comitiva de Joaquim da Silva Ramalho, então presidente da Província de Santa Catarina, a qual muito agitou e movimentou a comunidade local. Estava o Presidente acompanhado do Dr. Lobo de Moura, chefe de polícia, de Fábio A. Reis Quadros, inspetor geral da fazenda, do Doutor Barros, Juiz de Direito da Comarca, Etienne Douat, engenheiro da Estrada Dona Francisca, e Frederico Bruestlein, Diretor da Colônia, além de Carlos Lange, Firmiano Duarte e Guilherme Engelke. Na casa de Bueno Franco, pararam para uma rápida visita, na qual também se tratou de uma subscrição a ser assinada para a criação da capela da Santíssima Trindade de Campo Alegre.

O nome de Francisco Bueno Franco aparece entre as 5 famílias que os engenheiros August Heeren e Albert Kroehne assinalavam existir em Campo Alegre no ano de 1879. Essas famílias eram compostas de pequenos lavradores, criadores de gado, comerciantes e trabalhadores da incipiente indústria de erva mate.

No dia 01/07/1880, houve eleição para Juiz de Paz e para vereadores, que deveriam atuar no quatriênio 1881-1884. Novamente, Francisco Bueno Franco recebeu quantia considerável de votos, sendo eleito o 1º Juiz de Paz nessa eleição. Em agosto de 1881, uma lista com os eleitores de São Bento foi entregue ao Juiz Municipal substituto de Joinville, Victorino de Souza Bacellar. Nessa lista, Bueno Franco aparece como morador do 5º quarteirão. A terceira eleição para Juiz de Paz em São Bento aconteceu no dia 20/08/1882. Dessa vez, Francisco Bueno Franco recebeu 3 votos, empatando com Francisco Teixeira de Freitas e Francisco da Silva Braga, e ficando atrás de Vicente Ferreira de Loyola e do mais votado, Francisco de Paula Pereira.

No ano seguinte, com a instauração do município de São Bento, ocorreu a primeira eleição para Conselheiros Municipais, o que equivalia ao cargo de vereador, e que tomariam posse a partir de janeiro do ano seguinte. A eleição aconteceu em 28 de outubro, tendo comparecido apenas 20 eleitores. Mesmo assim, a eleição aconteceu normalmente e, ao final da leitura e apuração das cédulas, Francisco Bueno Franco foi eleito, após ter recebido 2 votos. Foi a mesma quantidade que recebeu o Dr. Philipp Maria Wolff, e um voto a menos que João Filgueiras de Camargo, João Antônio da Rocha e August Henning. Nos dias 11 e 12 de janeiro de 1884, os vereadores eleitos compareceram diante da Câmara Municipal de Joinville, e lá prestaram juramento de fidelidade.

A Câmara em São Bento do Sul foi oficialmente instalada em 30/01/1884. Já na primeira sessão da câmara, discutiu-se, entre outras coisas, a necessidade de se seguir o Código de Posturas da Câmara Municipal de Joinville, uma vez que a cidade ainda não possuía o seu próprio código. Na segunda sessão, Bueno Franco, que já aparecia como o Presidente da Câmara, solicita que sejam enviados 12 folhetos com o Código de Posturas de Joinville, uma vez que eles não existiam na cidade. Deveria conter as leis principais dos últimos 15 anos.

Fontes: Genealogia Cabocla de São Bento do Sul e Campo Alegre (Henrique Luiz Fendrich, inédita); São Bento do Sul – Subsídios para a sua História (Carlos Ficker, 1973); correspondência eletrônica de Brigitte Brandenburg.

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Simão Derenewicz deixou a Galícia no ano de 1876, mas a Galícia não deixou Simão Derenewicz. O imigrante já estava há quase dez anos no Brasil e, ao que parece, ainda não dominava o português. Assim, foi em bom polonês, a sua língua materna, que Simão resolveu protestar em alta voz contra uma votação da Câmara Municipal de São Bento que terminou contrária aos seus desejos.

O presidente daquela sessão, realizada em 24.04.1885, era Francisco Bueno Franco – um paranaense que, naturalmente, não entendia nada de polonês. Diante disso, Bueno Franco respondeu ao exaltado Simão que, caso tivesse algo a requerer, que o fizesse em português, e que se não soubesse falar essa língua, que buscasse um intérprete. O presidente só não contava que um alemão fosse sair em defesa de Simão.

As palavras de Bueno Franco despertaram a revolta do vereador August Henning. O imigrante respondeu que era alemão e, como tal, havia de falar nessa língua quando bem entendesse, o que incluía as sessões da Câmara Municipal. Henning estava indignado, e não levou em considerações os pedidos de ordem feitos por Bueno Franco.

O argumento de Bueno Franco era de que não seria possível que todos os vereadores precisassem saber alemão e polonês para se entender com todos os colonos de São Bento que possuíam negócios com a Câmara. O presidente queixava-se ainda de dificuldades de compreensão mesmo quando as traduções eram feitas por outros vereadores, já que eles próprios, segundo Bueno Franco, desconheciam as regras básicas da língua portuguesa, e portanto eram incapazes de escrevê-la.

Por fim, em um ofício, concluiu que, na Câmara Municipal de São Bento, não se poderia falar outra língua que não fosse o português.

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Albert Malschitzky era o presidente da Câmara Municipal de São Bento naquele turbulento ano de 1897. A agitação política tomava conta da cidade que, em maio, assistiu perplexa ao assassinato do comerciante e lider republicano João Filgueiras de Camargo. Malschitzky, na sua qualidade de Presidente de Câmara, considerou reprováveis algumas atitudes que o Capitão Joaquim da Silva Dias estava tendo enquanto Promotor Público de Campo Alegre. Decidiu então mandar um telegrama pedindo a sua exoneração do cargo, “a bem da ordem e da moralidade”. Essa teria sido a principal causa de seu assassinato, e ele poderia ter sido apenas o primeiro de uma série de surras e mortes que, segundo testemunhas, culminariam na tomada do poder pelo dito Capitão Joaquim da Silva Dias.

O assunto não foi, ainda, devidamente explorado pela historiografia local. Tenho consultado edições antigas do jornal Legalidade, e fico admirado com as notícias referentes aos acontecimentos daquela época. Um clima de medo dominava a cidade, a julgar pelas expressões do jornal.  Descoberto o principal suspeito, a indignação dava o tom do periódico. As acusações recaíam sobre gente graúda da região – o prefeito de Campo Alegre, Francisco Bueno Franco, era acusado de ser o braço-direito de Joaquim da Silva Dias. Encontrei até mesmo uma acusação contra meu tetravô Generoso Fragoso de Oliveira – segundo uma testemunha, Joaquim e seus homens se reuniam na casa de Generoso, em Fragosos. Os depoimentos das testemunhas, citados pelo jornal, também são bastante ricos em detalhes.

Comecei há algum tempo a escrever sobre esse assassinato, utilizando, para isso, técnicas do jornalismo literário. Esse é o primeiro capítulo da história:

Entre sete e oito horas daquele sábado, dia 21 de agosto de 1897, o cachorro de Georg Dums, imigrante de Hammern e morador da Estrada Dona Francisca, foi atingido por uma pedrada. Ninguém soube dizer quem havia sido o autor. A agressão deixou o animal muito machucado. “Não conseguiu andar por uma semana”, lamentou Dums. Era um cão “bravio e valente”, segundo o vizinho Carlos Körner. Quando algum estranho se aproximava da vizinhança, era sempre o primeiro a latir – latia antes que os cachorros de Alberto Malschitzky, também morador da Estrada Dona Francisca. E foram essas circunstâncias que chamaram a atenção de Dums e Körner no momento em que tiveram de depor.

Georg Dums já havia se recolhido ao seus aposentos na noite da quarta-feira seguinte, dia 25 de agosto. Era por volta de oito e meia da noite quando, subitamente, ouviu um barulho que parecia ser de dois tiros. Intrigado, debateu com a esposa sobre o que poderia ter sido aquilo. Decidiu então se levantar e verificar pessoalmente. Mal abriu a porta de casa, voltada para a rua, e encontrou o mesmo Körner, seu vizinho. Estava exaltado, e falou com rapidez:

– O Malschitzky… recebeu dois tiros e está quase morto!

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