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Posts Tagged ‘Reichnau’

O mapa a seguir representa as aldeias germânicas que existiam no Distrito de Gablonz, no norte  da Boêmia. Em destaque, estão aquelas que contribuiram com imigrantes para a cidade de São Bento do Sul, conforme é possível verificar nas listas de passageiros. Esses imigrantes vieram especialmente a partir de 1876, num segundo fluxo de imigração. Franz Rohrbacher, imigrante da região do Böhmerwald, havia sido contratado pela Sociedade Colonizadora para voltar à Boêmia e lá conseguir novos imigrantes para a Colônia de São Bento. Como Rohrbacher não encontrou muita gente ainda disposta no Böhmerwald, partiu justamente para a região do distrito de Gablonz, onde logrou êxito e conseguiu convencer muitas famílias a imigrar. Percebe-se que esses novos imigrantes da cidade vieram de muitos lugares dessa região. As 31 aldeias em destaque são: Friedrichswald, Gränzendorf,  Johannesberg, Karlsberg, Maxdorf, Josefsthal, Marienberg, Spitzberg, Dessendorf, Tiefenbach, Polaun, Wurzelsdorf, Schenkenhah, Schumburg, Tannwald, Swarow, Morchenstern, Neudorf, Wiesenthal, Grünwald, Proschwitz, Maffersdorf, Radl, Gutbrunn, Kukan, Reichnau, Pelkowitz, Puletschnei, Marschowitz, Seidenschwanz e Gablonz. Posteriormente, pretende-se abordar cada aldeia de forma específica. Além deles, houve outras que foram importantes para famílias que imigraram para São Bento. A família Pfeiffer, por exemplo, embora tenha imigrado de Marschowitz, tinha origens em Labau. O mesmo acontece com os Preussler em Grafendorf e os Staffen em Georgenthal, entre outros. O mapa auxilia e muito a compreender melhor a geografia da época. Ele me foi cedido pelo estimado pesquisador tcheco Bruno Reckziegel, e pode ser visualizado em tamanho maior nesse link, clicando no zoom.

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Existe no wikipedia uma lista dos antigos nomes germânicos das aldeias boêmias e o atual nome tcheco que elas ostentam. Os nomes forem sendo alterados conforme os alemães deixavam ou eram expulsos da região. Das 91 aldeias da Boêmia identificadas como originárias de imigrantes para São Bento do Sul, foi possível identificar, com essa lista, o atual nome de 41 delas. As restantes não são citadas ou então existem mais de uma com o mesmo nome, sendo necessário, então, maior conhecimento das famílias imigrantes destes lugares para então identificar com clareza de onde eram originários.

Eis aquelas que foram identificadas:

Chinitz Tettau: Vchynice Tetov

Dessendorf: Desná

Dux: Duchcov

Eisenstein: Železná Ruda

Eisenstraß: Hojsova Stráž

Flecken: Fleky

Fuchsberg: Červené Dřevo

Gablonz: Jablonec nad Nisou

Glashütten: Skláře / Skelné Hutě / Skelná Hut’

Gränzendorf: Bedřichov

Grünau: Gruna

Grünbergerhütte: Zelenohorská Huť

Gutbrunn: Dobrá Voda

Hammern: Hamry

Harrachsdorf (Riesengebirge): Harrachov

Hinterhäuser: Zadní Chalupy

Johannesthal: Janské Údolí / Janov / Janův Důl

Karlsberg über Freudenthal: Karlovec

Kohlheim: Uhliště

Kukan: Kokonín / Kukonín

Liebenau: Hodkovice nad Mohelkou / Libnov

Maffersdorf: Vratislavice nad Nisou

Mariaschein: Bohosudov

Marienberg: Ostrava

Marschowitz: Maršovice

Melhut: Chodská Lhota

Morchenstern: Smržovka

Neuern: Nýrsko

Ossegg: Osek

Polaun: Polubný

Rehberg: Srní

Reichenau: Rychnov na Moravě

Reichenberg: Liberec

Rochlitz: Rokytnice nad Jizerou

Roßhaupt: Rozvadov

Rothenbaum: Červené Dřevo

Silberberg: Stříbrné Hutě

St. Katharina: Svatá Kateřina

Tannwald: Tanvald

Voitsdorf: Bohatice u Zákup

Wiesenthal an der Neiße: Lučany nad Nisou

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Consultando as listas de passageiros dos imigrantes que chegaram ao porto de São Francisco do Sul, e de lá se dirigiram para São Bento, é possível descobrir a origem das famílias que primeiro colonizaram a cidade. Entre as famílias boêmias, são citadas 91 aldeias diferentes como origem dos imigrantes. Com a ajuda de “Famílias Tradicionais”, de Paulo Henrique Jürgensen, separei as famílias de acordo com as aldeias boêmias citadas em seus registros de chegada ao Brasil.

A origem apontada não representa necessariamente o local em que os imigrantes nasceram. Era bastante comum que a aldeia natal fosse outra. No entanto, mostra que em algum momento esses imigrantes estiveram estabelecidos nessas cidades, e que provavelmente lá estavam quando decidiram imigrar ao Brasil.

Nesse primeiro momento, registramos as aldeias com a grafia que elas aparecem nas listas de passageiros. É possível que contenham eventuais equívocos, que deverão ser consertados na medida em que essas regiões forem mais conhecidas e estudadas. Pelo que é conhecido até o momento, as aldeias que mais contribuíram com imigrantes estabelecidos em São Bento do Sul foram:

Hammern (20 sobrenomes)

Eisenstrass e Flecken (15 sobrenomes cada)

Marienberg, Morchenstern e Reichnau (9)

Neuern e Santa Katharina (6)

Glasshütte, Grünwald, Johannesberg, Neudorf, Pelkowitz, Polaun e Stadtler (5)

Abaixo segue a lista com as aldeias e os sobrenomes nelas encontrados. Há sobrenomes citados em mais de uma, pois diferentes famílias estiveram em São Bento do Sul. Nesse momento foram consideradam apenas as famílias que deixaram registros conhecidos na cidade.

Altohlisch: Schrikte

Arnsdorf: Raschel

Bukal: Treml

Chinitz Tettau: Gruber, Stiegelmaier

Decenic: Zierhut

Dessendorf: Schwedler

Dux: Walter

Eisenstein: Mauerer, Schaffhauser, Stöberl

Eisentrasse: Bacherl, Bayerl, Brandl, Fritsch, Fürst, Gregor, Grossl, Konrad, Kuchler, Linzmeyer, Marx, Neppel, Pöschl, Pflanzer, Schröder

Fagershof: Denk

Flecken: Baierl, Gschwendtner, Hien, Hübl, Kirschbauer, Kohlbeck, Maier, Mühlbauer, Münsch, Rank, Stascheck, Stöberl, Stuiber, Treml, Zipperer

Friedrichswald: Gärtner, Müller, Streit

Fuchsberg: Heinrich

Gablonz: Görnert, Fuhrbach

Glasshütte: Aschenbrenner, Eckstein, Seidl, Weiss, Wotroba

Grenzendorf: Hübner, Tandler

Grünau: Artner

Grünbergerhütte: Gruber

Grünwald: Heiderich, Scholz, Zappl, Zemann, Wöhl

Gutbrum: Kundlatsch

Hammern: Augustin, Buschinger, Dorner, Dums, Eckl, Ehrl, Fürst, Grossl, Jungbäck, Kollross, Liebl, Linzmeyer, Oberhofer, Pscheidt, Rohrbacher, Rückl, Schreiner, Stiegler,Stöberl, Tauscher

Harracksdorf: Seidl

Hauslin: Strupp

Heidl: Beyerl

Herfkirchen: Piritisch

Hinterhausen: Christoph

Johannesberg: Fischer, Jantsch, Preussler, Reckziegel, Schwedler

Johannesthal: Mai, Stark

Josefsthal: Dressler, Zimmermann

Kaltenbrunn: Gassner

Karlsberg: Posselt

Klattau: Fleischmann

Kletscheding: Bauer

Kolheim: Schürer

Kradrob: Nakl

Kudowa: Gruber

Kukan: Simm

Langenbrück: Jung

Liebenau: Müller

Liebertiz: Anton

Liptiz: Czernay

Maffersdorf: Bergmann, Keil, Lorenz, Wöhl

Mariaschein: Kern

Marienberg: Altmann, Endler, Fischer, Neisser, Neumann, Pörner, Schier, Urbanetz, Wolf

Marschowitz: Grossmann, Hatschbach, Pfeiffer

Maxdorf: Jackl, Pilz, Vater, Wolf

Mehlhut: Kautnick

Morchenstern: Fischer, John, Kaulfuss, Posselt, Neumann, Schöffel, Staffen, Ulrich, Wildner

Müllik: Pauli

Neudorf: Hüttl, Mareth, Peyerl, Schlögl, Schwarz

Neuern: Altmann, Augustin, Czadek, Grosskopf, Tauscheck, Zierhut

Neu Poulsdorf: König

Nied Ehrenberg: Ulrich

Osseg: Hannusch

Pelkowitz: Klamatsch, Sedlak, Seiboth, Stracke, Weiss

Plass: Hübl

Plauschütz: Herdina

Polaun: Feix, Fischer, Haupt, Hinke, Langhammer

Prischowitz: Simm

Puischowitz: Thomas

Pulteschnei: Schöffel, Wabersich

Radl: Seiboth

Rathenheim: Seidl

Ratschendorf: Kaulfersch

Rehberg: Raab

Reichenberg: Beckert, Brokopf, Hoffmann, Worell

Reichnau: Finke, Jaeger, Kwitschal, Milde, Peukert, Preissler, Roesler, Stracke, Weiss

Röchlitz: Linke

Rosshaupt: Dobner

Rothenbaum: Boechler, Wollner

Rothenhausen: Duffeck

Rückersdorf: Maros

Ruppersdorf: Wünsch

Santa Katharina: Augustin, Brey, Lobermayer, Maurer, Rank, Stuiber

Schenkenhahn: Friedrich

Schunburg: Richter

Schwarzbrun: Hübner

Seidenschwanz: Hübner

Sillberberg: Bail

Spitzberg: Katzer, Schindler

Stadtler: Hoffmann, Müller, Uhlmann, Ulrich, Wolf

Stotka: Zanta

Swarof: Balatka

Tannwald: Hillebrand, Nigrin, Schwarz

Tiefenbach: Tureck

Tischowtiz: Schier

Unter-Markstchlag: Naderer

Voitsdorf: Schlinzig

Wallnau: Duffeck

Wiesenthal: Jantsch, Lang, Ludwig, Zimmermann

Wölfelsgrund: Mann

Wurzlendorf: Krause, Neumann

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I. FRANZ RÖSSLER, agricultor e carreteiro em Reichnau #11, na Boêmia. Foi casado com Klara Preissler, filha de Augustin Preissler, dono de um moinho, de Reichnau #1[1]. Faleceram antes de 1860, e tiveram:

II. FRANZ RÖSSLER, agricultor e carreteiro em Reichnau #11. Nasceu em Reichnau #12 e se casou com Antonia Lang, nascida em Pelkowitz #40, filha de Josef Lang, agricultor e carreteiro em Pelkowitz, e sua esposa Barbara Wawrich, a qual era filha do agricultor Josef Wawrich, também de Pelkowitz. Tiveram, entre seus filhos:

III. JOHANN RÖSSLER, nascido em Reichnau, na Boêmia, no dia 14.04.1860. Imigrou ao Brasil solteiro, em 1876, a bordo do Vapor Vandalia, em meio a outros imigrantes que teriam sido atraídos para São Bento do Sul pela propaganda de Franz Röhbacher, imigrante contratado pela Direção da Colônia (VASCONCELLOS, 1991). Durante a travessia do oceano, teria conhecido sua esposa Amalie Preussler, filha de Bernardo Preussler e Maria Anna Jäger.  Com ela, oficializou sua união em São Bento do Sul no dia 21.03.1882. Adquiriu dois lotes de 30 alqueires na Estrada dos Bugres (id). Naturalizou-se brasileiro em 1884. Sua esposa Amalie faleceu em 23.09.1893, vítima de tísica. No começo de 1895, Johann Rössler contraiu segundas núpcias com Franziska Mühlbauer, viúva de Anton Augustin. Johann faleceu no dia 03.10.1905, quando fazia a derrubada da mata e um pé de bracatinga caiu sobre ele, matando-o instantaneamente. Está sepultado no Cemitério Municipal de São Bento do Sul.  Teve de sua primeira esposa, entre outros:

IV. ANNA ROESLER, lavradora, doméstica e doceira de prestígio na região de São Bento do Sul, sempre solicitada para auxiliar em festas, casamentos e eventos comunitários. Nasceu no dia 03.04.1891, em São Bento do Sul, e se casou em 23.09.1908 com o sapateiro Frederico Fendrich, filho de Friedrich Fendrich, o professor, e Catharina Zipperer. Faleceu no dia 14.06.1968, já há muito em estado de viúva, sendo sepultada no Cemitério Municipal de São Bento do Sul, no mesmo túmulo de seu esposo e sogro. Recebeu, em sua homenagem, o nome de uma rua no Bairro Colonial. A descendência segue no título FENDRICH.

 [Para reprodução do conteúdo, solicita-se a citação das fontes]


[1] As informações referentes aos ancestrais de Johann Rössler constam em seu registro de batismo, cuja fotografia nos foi fornecida por Marcelo Luiz Bork Roesler.

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