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Posts Tagged ‘Roesler’

Famílias da Boêmia e suas aldeias de origem

Abaixo, seguem o nome de aldeias da Boêmia e os respectivos sobrenomes de famílias que de lá imigraram ao Brasil pelo porto de São Francisco do Sul.

A maioria se estabeleceu em São Bento do Sul/SC, mas outras tomaram destinos diversos, inclusive indo para o Rio Grande do Sul.

Há sobrenomes que aparecem em várias aldeias. Sugiro pesquisar um sobrenome usando Ctrl + F.

Há famílias que ainda não tiveram a sua aldeia identificada.

Se estiver interessado em uma informação ou pesquisa específica sobre alguma dessas famílias, entre em contato.

ALBERSDORF: Baumrucker, Böhm

ALBRECHTSDORF: Endler, Fischer, Paulata, Rössler, Simm, Swarowsky, Zimmermann

ARNAU: Havel, Kapp, Scholz

ARNSDORF (há mais de uma): Jankel, Raschel, Schlögl (Schlegl)

AUSSIG: Malik

BÄRNSDORF: Ritter

BAUSCHOWITZ (há mais de uma): Laube

BAUTZEN: Schützel

BRAND (há mais de uma): Schwarz

BRUNN: Barnack

BUCHAU: Kolbe

BULLENDORF: Lammel

CHINITZ-TETTAU: Gruber, Knickel, Stiegelmeier (Stiegelmeyer)

CHUDIWA: Gruber

DALLESCHITZ: Jappe

DESCHENITZ: Dietrich (Ditrich), Seidl (Seidel), Treml, Zierhut

DESSENDORF: Adamitschka, Fischer, Schwedler

DITTERSBACH: Altmann

DÖRRSTEIN: Rohrbacher

DUX: Grimm, Schneider, Walter

EGER: Bergler

EISENSTEIN: Gschwendtner, Maurer (Mauerer), Pilati, Schaffhausen, Stöberl (Stoeberl)

EISENSTRASS: Bachal (Bachel), Baierl, Böschl (Pöschl), Brandl, Brozka, Frisch, Fürst, Gregor, Grossl (Grassl), Kahlhofer, Konrad, Kuchler, Linzmeyer (Linzmayer), Marx, Neppel , Pflanzer, Schröder (Schroeder)

FALKENAU (há mais de uma): Tietzmann

FLECKEN: Baierl, Hübl (Hiebl), Hien, Kohlbeck, Kirschbauer, Kautnick (Koutnick), Maier (Mayer), Mühlbauer, Münch, Prechtl, Rank, Stascheck (Tascheck), Stueber (Stuiber, Stüber), Stöberl (Stoeberl), Treml, Zipperer

FREIHÖLS: Adlersflügel, Rosenscheck (Rosnischeck)

FREUDENBERG: Richter

FRIEDLAND IN BÖHMEN: Neumann, Scholz

FRIEDRICHSDORF: Prade

FRIEDRICHSWALD: Gärtner (Gaertner), Heinrich, Keil, Lammel, Müller, Schaurig (Schaurich), Streit, Weber

FUCHSBERG: Heinrich

GABLONZ: Brückner, Fink(e), Görnert, Grolop, Hatschbach, Hinke, Hübner, Kirschner (Kirchner), Kohl, Ludwig, Luke, Scholz, Seidl (Seidel), Strackel, Vorbach, Zenkner

GLASHÜTTEN: Aschenbrenner, Eckstein, Grosskopf, Seidl (Seidel), Weiss, Wotroba

GRÄNZENDORF: Bergmann, Hübner, Leubner, Patzelt, Rieger, Seibt, Tandler, Ullrich

GRAUPEN: Seifert (Seiffert)

GRÜNAU: Artner

GRÜNTHAL: Ludwig

GRÜNWALD: Bergmann, Fleischmann, Heidrich (Haidrich), Scholz, Wöhl (Woehl), Zappl (Zappe), Zeemann (Zemann)

GUTBRUNN: Kundlatsch

HAIDA: Hermann, Langhammer, Student

HAIDL AM AHORNBERG: Bayerl (Bail)

HAMMERN: Augustin, Buchinger (Puchinger), Dorner, Drechsler, Dums, Eckel, Ehrl (Erl), Fürst, Grossl, Jungbeck, Kahlhofer (Kohlhofer), Kollross, Liebl, Linzmeyer (Linzmayer), Muckenschnabel, Oberhofer, Pscheidt, Rorhbacher, Rückl, Schreiner, Stiegler, Stöberl (Stoeberl), Tauscher (Tanscher)

HARRACHSDORF: Seidl (Seidel)

HINTERHAUSER: Christoph (Christof)

JOHANNESBERG: Fischer, Gürtler, Jantsch, Kaulfuss, Nierig, Pilz, Posselt, Preussler, Reckziegel, Rösler (Rössler), Schöler, Schwedler , Worm

JOHANNESTAHL: Mai (May), Stark, Swarowsky, Thalowitz

JOSEFSTHAL: Dressler, Zimmermann

KALTENBRUNN: Gassner, Hübl (Hiebel), Schreiner

KARLSBERG: Posselt

KATHARIENBERG: Beckert

KLATTAU: Fleischmann, Mundel

KLETSCHEDING: Bauer

KOCHOWITZ: Hanush (Hannusch)

KOHLHEIM: Grosskopf, Kroll, Schürer

KOMOTAU: Schreiber

KUKAN: Kittel, Mensel, Simm

LABAU: Pfeiffer

LADOWITZ: Schneider

LANGENAU: Hüttel, Keil

LANGENBRÜCK (há mais de uma): Jung

LANGENDORF (há mais de uma): Glaeser, Rauch

LEWIN: Grossmann

LICHTNECK: Stiegelmeier (Stiegelmeyer)

LIEBENAU: Preissler, Skolande, Watzke

LIEBORITZ: Anton, Hübsch

LIPTITZ: Bobel (Bobl), Czernay

LOMNITZ BEI GITSCHIN: Fendrich

MAFFERSDORF: Bergmann, Hauser, Keil, Klinger, Lorenz, Maier (Mayer), Möller, Posselt, Schwarzbach, Wöhl (Woehl)

MARIA RADSCHITZ: Nacke (Nake, Nakl)

MARIASCHEIN: Kern

MARIENBERG: Altmann, Breisler, Endler, Fischer, Müller, Neumann, Niester, Poerner (Perner), Ringmuth, Simm, Urbanetz , Wolf (Wolff)

MARSCHOWITZ: Grossmann, Hatschbach, Pfeiffer

MAXDORF: Dressler, Elstner, Hoffmann, Jäckel  (Jäkel), Morch, Pilz, Prediger, Reckziegel, Schöler, Tandler, Tischer, Vater

MORCHENSTERN: Elstner, Endler, Engel, Feix, Fischer, Haupt, Hoffmann, John, Kaulfuss, Klinger, Köhler, Luke, Melich, Posselt, Reil, Rössler, Scheibler, Scheufler, Schier, Schöffel (Scheffel), Staffen (Steffen), Strauski, Ullmann, Ullrich, Wildner

MÜLLIK: Pauli

NEU PAULSDORF: König

NEUBIDSCHOW: Neumann, Schick

NEUDORF (há mais de uma): Bauer, Binder, Dobner, Dunzer, Hoffmann, Hüttl (Hütl), Mareth, Peyerl, Preissler, Schlögl , Schreiber, Schwarz, Warth, Weiss, Wolf (Wolff)

NEUERN: Augustin, Grosskopf, Pospischil, Schadeck, Tauscheck (Tauschek), Zierhut

NEUSORGE: Dittrich

NIEDER-GEORGENTHAL: Grohmann

OBERKREIBITZ: Bienert

OSSEGG: Liebsch

PELKOWITZ: Klamatsch, Lang, Seiboth (Saiboth), Sedlak , Stracke, Weiss

PETLARN: Bauer, Theinl

PILSEN: Morawka

PLÖSS: Hübl (Hiebl)

POLAUN: Bartel, Feix (Faix), Fischer, Haupt, Hinke, Langhammer, Neumann, Pachmann, Seidl (Seidel), Umann, Weinert

PRISCHOWITZ: Friedrich, Hossda, Lang, Rössler, Schier, Simm, Thomas

PULETSCHNEI: Schöffel (Scheffel), Wabersich

RADL: Kundlatsch (Rundlatsch), Seiboth

RATSCHENDORF: Kaulfersch, Rieger

REHBERG: Gruber, Pauckner, Raab

REICHENAU: Fink(e), Hoffmann, Jäger, Kraus(s), Kwitschal (Kwicala), Maschke, Milde, Peukert, Preissler, Preussler, Rössler (Roesler), Schwarzbach, Strnad (Sternardt), Stracke, Weiss, Wenzel

REICHENBERG: Beckert, Brokopf,  Fiebiger, Hartel, Hoffmann, Hübner, Killmann (Kilmann), Kluss, Mittelstedt, Purde, Riedel, Roscher, Stark, Thurm, Worrel (Warel)

RÖCHLITZ: Linke

ROSSHAUPT: Degelmann, Diener, Dobner, Dörfler, Fleischmann, Freiersleben, Friedel, Hoffmann, Körb, Krauss, Kreutzer, Magerl, Nosseck, Plomer, Prem, Randig, Rauch, Salfer, Stieg, Veith (Voith), Wagner

ROTHENBAUM: Bechler (Boechler), Rank, Wöllner

RÜCKERSDORF: Appelt, Maros (Meros)

SATTELBERG: Raab

SCHENKENHAHN: Friedrich

SCHLAN: Michel

SCHLUCKENAU: Otto

SCHÖNWALD (há mais de uma): Huf , Steiner

SCHUMBURG: Richter, Swarowsky

SILBERBERG: Bayerl

SONNENBERG: Hanel, Wand

SPITZBERG: Katzer, Kriesten, Schindler

STADTLER: Hoffmann, Müller, Schiessl, Uhlig (Uhlich), Uhlmann, Wolf (Wolff)

STEINSCHÖNAU: Richter, Ritschel

ST. KATHARINA: Augustin, Drechsler, Grossl, Hoffmann, Lobermeyer (Lobermayer), Maurer (Mauerer), Münch, Rank, Stuiber (Stüber)

SVAROV: Balatka

TACHAU: Wächter

TANNWALD: Brückner, Endler, Feix, Hillebrand, Horn, Nigrin, Schnabel, Schwarz, Seibt

TIEFENBACH: Tureck, Umann

ULLERSDORF: Köhler, Zeithammer

UNTERMARKTSCHLAG: Naderer

VOITSDORF: Schlinzig

WALDAU: Duffeck

WEGSTÄDTL: Neumann

WEISSKIRCHEN: Hoffmann

WIESENTHAL: Dietrich (Ditrich), Fischer, Haupt, Hoffmann, Jantsch, Koliska, Krupka, Ludwig, Lung, Nowotny, Pfeiffer, Rössler, Scholz(e), Wöhl (Woehl), Zimmermann

WURZELSDORF: Hermann, Korbelar, Krause, Neumann, Schier

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O amigo Marcio Brosowsky, músico da Banda Treml, disponibilizou há algum tempo no Youtube a gravação de uma retreta feita em São Bento do Sul no final dos anos 80.  Desde os anos 40, as retretas acontecem no coreto da praça Getúlio Vargas entre os meses de janeiro e março. Brosowsky cita os músicos Otto Roesler Filho, Harald Bollmann, Bubi Grossl, Lauro Muhlbauer, Aldo Denk, João Galkowski, Herbert Fendrich e Fuhrmann entre aqueles que aparecem no vídeo e que já são falecidos.

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O texto abaixo foi feito pelo doutor Romeu Rössler Telma em homenagem ao aniversário de sua tia Theolinda Kobs, nascida Roesler, por ocasião do seu aniversário de 90 anos, comemorados em São Bento do Sul no dia 22.01.2012. Theolinda é a filha mais nova de Otto Roesler e Maria Treml, neta paterna dos imigrantes Johann Rössler e Amalia Preussler e neta materna dos também imigrantes Jacob Treml e Maria Böhm. Ainda em nossos dias Theolinda Kobs exerce seu trabalho na Sociedade Literária de São Bento. 

“GRÜSS DICH GOTT, LIEBE TANTE LINDA,
DEIN GEBURTSTAG IST HEUT!”

Romeu Rössler Telma

O título acima, extraído de uma saudação aos aniversariantes, não poderia ser mais apropriado para festejar os 90 ANOS DE VIDA da nossa querida TANTE LINDA – Theolinda (Roesler) Kobs. Consegui resgatar algumas fotos de tempos passados, em que ela aparece no esplendor de sua juventude.

De alguma maneira, ela preserva o espírito jovem até os dias de hoje, em que a vemos andando sozinha pela cidade, seja em direção a afazeres diários de compras e contatos, seja em direção à Sociedade Literária São Bento – onde ainda exerce sua atividade de curadora do acervo bibliográfico lá preservado.

O que podemos destacar da personalidade da Tante Linda?

Em primeiro lugar, seu despreendimento e prontidão para ajudar, contribuir, somar.

Em segundo lugar, seu bom humor constante com o qual contagia quem a encontra ou com ela passa a conversar. Ela tem assuntos vários, e com base tanto na sua experiência de vida quanto nas suas leituras, e sempre é uma interlocutora inteligente, rápida no raciocínio e espirituosa nas observações.

Deve-se, também, salientar sua atitude pessoal simples, objetiva, cordial, com o que angariou inúmeras amizades ao longo de sua trajetória de vida, e assim permanece na lembrança dos que a conhecem. Talvez seja esta a sua maior qualidade, a de fazer-se presente sem chamar a atenção sobre si, mas sempre disposta a opinar e observar.

Para ilustrar um pouco esta singela homenagem que lhe faço, tanto em meu nome quanto no de todos os nossos parentes e amigos que a conheceram, decidi publicar algumas fotos do meu acervo, sendo que na primeira, acima, vemo-la em meio à natureza, com a característica “sombrinha” que as moças de pele alva e rosada usavam para proteger-se do sol, e acompanhada do famoso “Myko” – o cão da casa de Otto Rösler – seu pai e nosso avô.

Já na segunda, abaixo, está ela em frente à casa de sua irmã Alice Telma – com quem tinha uma afinidade toda especial – e diante da varanda da mesma, observando seu sobrinho que ora resgata este momento. Afinal, o que é a vida senão uma sucessão de eventos, milhões deles, mas sempre momentos e eventos que se sucedem. No caso da Tante Linda, há exatos 90 anos.

Esta blusa que ela está usando era de cor verde, e os desenhos sobre um fundo branco eram sempre um atrativo para mim, quando ela vinha nos visitar – e o fazia com freqüência, contando de suas viagens a “Hansa”, a “Cupim” no Paraná onde vivia o “Onkel Raimund” e ela ia visitar a Dolores… e para provar o vestido de noiva que a nossa mãe Alice Telma estava confeccionando.

A última foto apresenta as três irmãs mais próximas entre si, sendo da direita para a esquerda a Hilda, a Alice e a Theolinda. As irmãs mais velhas, Marichen e Emma já estavam em outra etapa de suas vidas.

A amizade fraterna entre as irmãs era uma característica da família Rösler, sendo que havia um intenso contato entre todas elas. Obviamente que, pela proximidade da idade entre as irmãs Alice e Theolinda – apenas dois anos de diferença – fazia com que elas estivessem em constante ligação. Tanto é ainda hoje, em quase todas as comemorações da família Telma, ela é convidada de honra, e muito apreciamos quando ela pode participar.

Finalizando, gostaria de destacar que, como testemunha viva da transposição dos imigrantes de origem centro-européia, ela preserva a língua alemã de forma muito efetiva, representa um dos destinos que couberam aos oriundos do Boehmerwald, do Reichenberg, de Gablonz e de tantas outras regiões tanto do Império Austríaco quando do Império Alemão. O outro destino dos nossos parentes distantes foi ainda mais difícil, pois foram expulsos de suas casas e terras após a segunda guerra mundial. Mas, sobre isso, vamos escrever em outra ocasião e em outro espaço. Que Deus abençoe a Tante Linda. Feliz Aniversário de 90 Anos!

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Agora que a história antiga da família Roesler tem sido desvendada, é possível chegar a algumas curiosas constatações sobre a vida de seus personagens. O imigrante Johann Rössler, ancestral de todos com esses sobrenome em São Bento, veio ao Brasil em 1876 na companhia da irmã Juliana, já casada e com filhos.  Eram filhos de Franz Rössler, falecido ainda em 1869, e de Antonia Lang, que, naquele ano, completava o seu 49º aniversário. Ficou a mãe na Europa, e com ela alguns outros filhos. A imigração, na prática, significava o seguinte: eles não tornariam a ver a sua mãe de novo.

De alguma forma, no entanto, escreviam cartas para ela. Isso é possível imaginar quando, num registro de 1895, Johann Rössler afirma que sua mãe ainda vivia na Boêmia. Ele não teria essa informação caso não tivesse trocado algum tipo de correspondência com seus familiares europeus. Da Boêmia, Antonia Lang deve ter ficado sabendo do casamento de Johann com Amalie Preussler, e todos os filhos que tiveram. Também deve ter sido avisada do falecimento de Amalie e do novo casamento, com Franziska Auguste Mühlbauer, justamente em 1895.

Em outubro de 1905, aconteceu o acidente que vitimou fatalmente Johann Rössler, após a queda de uma árvore de bracatinga sobre si. E sua mãe Antonia ainda vivia na Europa. Um dos filhos de Johann, provavelmente Otto, deve ter se encarregado de dar a triste notícia para a avó – uma avó que ele nunca chegou a conhecer pessoalmente, pois nunca foi para a Boêmia.

Uma informação familiar, já quase perdida, dava conta justamente de que Otto se correspondia com parentes na Europa. Ali devia estar a avó, que veio a falecer apenas em 1913, aos 86 anos de idade, dos quais apenas 16 foram na companhia do filho Johann. Ela nunca chegou a conhecer os seus netos, e menos ainda os seus bisnetos – pois chegou a ter uns enquanto vivia. Todos permaneciam no distante Brasil, enquanto ela não saíra da Boêmia.

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As novas possibilidades de pesquisa no Family Search, que citei ontem, permitiram que eu descobrisse hoje mais ancestrais da família Roesler de São Bento do Sul, da qual também sou descendente através da minha bisavó Anna Roesler, filha do imigrante Johann Rössler.

Até então, sabia pelo batizado de Johann Rössler, em Reichenau no ano de 1860, que era filho de Franz Rössler e Antonia Lang, neto paterno de outro Franz Rössler e Klara Preissler, e neto materno de Josef Lang e Barbara Wawrich. Com os registros de Reichnau disponíveis, passei a procurar o casamento de Franz Rössler com Antonia Lang, mas, até agora, não obtive êxito.

Resolvi então recuar mais no tempo e procurar o casamento do primeiro Franz Rössler com Klara Preissler, que eu também sabia ser filha de  Augustin Preissler.  Encontrei um registro nessa página, datado de 31.01.1815, em que identifiquei unicamente o nome “Franz Rössler”, que tanto podia ser o nosso como podia ser homônimo.

Submeti o registro para avaliação de colegas nos grupos SC_Gen e Imigração Alemã, e recebi respostas esclarecedoras de Diego Pufal e do Dr. Lothar Wieser – aos quais agradeço mais uma vez. Ambos identificaram o que está escrito e, assim, descobri que se tratava justamente do casal que nos interessava.

O Dr. Lothar Wieser assim identificou o conteúdo do registro, que confere totalmente com aquilo que já sabíamos a respeito (e eu nem precisei dizer nome algum para ele), e ainda acrescenta novos ancestrais para os Rössler:

Franz Rößler Sohn des Joseph Rößler, Bauer (filho do Joseph Rößler, colono)
Klara Tochter des Augustin Preißler     (Klara filha do Augustin Preißler)
Müller und Bauer in Reichenau    (moleiro e colono em Reichenau)
Mutt. Barbara geb. Ullrich    (Mãe Barbara nasc. Ullrich)
.
Assim sendo, Joseph Rössler passa a ser o ancestral mais antigo que se tem conhecimento dos Roesler de São Bento. Ele foi o pai de Franz, casado em 1815 com Klara Preissler, avô do outro Franz, casado com Antonia Lang, e bisavô do imigrante Johann Rössler, que veio dar as caras no Brasil em 1876.
.
Infelizmente o registro não aponta a mãe. Diz, apesar disso, a idade de Franz na época, 22 anos, o que é uma pista para encontrar o seu batismo e, aí sim, identificar a mãe. Feito isso, basta procurar o registro de casamento de Joseph e ver que outras surpresas nos revelam os preciosos registros de Reichnau.
.
Os mesmos avanços valem para o lado dos Preissler, já que o registro dá a entender que eram da mesma cidade. Com algum esforço, deve ser possível identificar nesses registros o casamento de Augustin Preissler também.
Eis os avanços, por enquanto.

Casamento de Franz Rössler e Klara Preissler, avós do imigrante Johann Rössler

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O segundo casamento de Johann Rössler foi interrompido pouco mais de dez anos após ter acontecido. No dia 03.10.1905 Johann Rössler faleceu, vítima da queda de uma árvore de bracatinga sobre si, quando fazia a derrubada de um pedaço de mata. O acidente matou-o instantaneamente. Rössler foi mais um dos vários casos de colonos que perderam a vida dessa maneira em São Bento do Sul. Ao abordar o assunto, o cronista Josef Zipperer, um dos pioneiros da colonização na cidade, comentou que a bracatinga

 […] racha com extrema facilidade e, sendo derrubada sem as necessárias precauções, lasca até uma altura de seis metros, toma, por vezes, numa queda sempre fulminante, direção diversa da prevista, causando, desse modo, tão trágicos acidentes. (ZIPPERER, 1951, p. 37)

Tal foi o destino de Johann Rössler. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Municipal de São Bento. A história da família Rössler na cidade continuou com os filhos de Johann – que passaram a adotar como sobrenome a variante nacional “Roesler”, usada até os nossos dias.

Otto Roesler, o primeiro desses filhos, viria se casar com Maria Treml, nascida em São Bento do Sul no dia 24.04.1882, filha dos imigrantes Jacob Treml e Maria Böhm, que vieram ao Brasil a bordo do Humboldt, em 1876, neta paterna de outro Jacob Treml e Barbara Bachmeier, e neta materna de Josef Böhm e Maria Rank. Otto possuía um engenho de serra movido à água na localidade de Rio Antinha. Também fabricava farinha de mandioca e criava gado vacum. Participou ativamente da Sociedade de Tiro, Caça e Pesca “23 de Setembro”, de São Bento do Sul.

Otto Roesler e Maria Treml tiveram tradicional prole na cidade: Ana Maria Roesler, casada com Carlos Zimmermann; Francisco Roesler, casada com Margarida Hoffmann; Emma Roesler, casada com Ernst Walter Zulauf; João Roesler, casado com Regina Linzmeyer; José Roesler, casado com Anna Grossl; Otto Roesler Filho, casado com Amanda Telma; Roberto Roesler, casado com Paula Mühlbauer; Hilda Roesler, casada com José Fürst; Alfredo Roesler, casado com Ana Goertler; Alice Amália Roesler, casada com Fernando Telma; e Theolinda Roesler, casada com Paulo Kobs.

Otto e sua esposa celebraram suas bodas de ouro no dia 26.06.1952, em uma das maiores festas de sua época, animada, inclusive, pela Banda Treml. E no dia 16.12.1956, um domingo, ocorreu o falecimento de Otto Roesler, que, em um enterro também grandioso, foi sepultado no Cemitério Municipal ao som das marchas fúnebres da Banda. Sua esposa Maria faleceu em 23.06.1965 e foi sepultada no mesmo local.

Leia também:

Parte I, II e III.

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Citando Josef Blau, Vasconcellos e Pfeiffer afirmam que Johann Rössler era um homem bonito e elegante, que “andava sempre bem vestido e cuidadoso com a sua aparência” (PFEIFFER, 1991, p. 325). Várias vezes Rössler teria tentado conseguir uma vaga de Conselheiro Municipal, mas sem obter sucesso.

Em 27.08.1884, o então presidente da Província de Santa Catarina, Francisco da Gama Rosa, assinou o processo de naturalização de Johann Rössler, que então passava a ser considerado oficialmente um cidadão brasileiro. Esse documento, no entanto, o qualifica como súdito alemão, quando, na verdade, era austríaco, posto que a Boêmia, àquela época, fazia parte do Império Austro-húngaro.

Os cinco filhos de Johann tiveram que ficar sob sua inteira responsabilidade quando, às 3h do dia 23 ou 24.09.1893, ocorreu o prematuro falecimento de Amalie Preussler, vítima de tísica, contando com apenas 39 anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Católico da Estrada dos Bugres, onde a família morava. Em 1956, foi transladado para o Cemitério Municipal, no mesmo túmulo de seu marido. Seu neto Otto Roesler Filho, presente na ocasião, disse ter ficado “impressionado com o fato de a ossatura de Amalie Preussler ser de compleição grande e forte” (TELMA, 2010, p. 1). 

Terminava, dessa forma, a história do romance iniciado ainda em alto-mar. Em janeiro de 1894, Johann Rössler contraiu segundas núpcias com a também viúva Franziska Augusta Mühlbauer – e não Kohlbeck, como apontado na obra de Vasconcellos e Pfeiffer. O casamento civil dos dois foi oficializado apenas em 02.02.1895. Franziska havia nascido em Flecken ou Rothenbaum, na Boêmia, no dia 24.06.1867. Veio ao Brasil em 1876, a bordo do Humboldt, acompanhado dos pais Michael Mühlbauer e Anna Maria Kordig.

Em São Bento do Sul, Franziska casou-se no dia 05.09.1883 com Anton Augustin, nascido e batizado em Hammern, na Boêmia, filho de Josef Augustin e Anna Maria Modl, com quem veio ao Brasil a bordo do mesmo navio. O casal passou a morar na Estrada das Neves e teve, entre os filhos que chegaram à idade adulta, Catharina, que se casaria com Eduardo Pscheidt, e Francisca, casada com Otto Zschoerper. Anton Augustin faleceu aos 28 anos no dia 10.11.1890, vítima de desastre.

Era essa, até então, a história familiar de Franziska, que aceitou se casar novamente, dessa vez com Johann Rössler, o qual, como visto, já contava com cinco filhos de sua falecida esposa. Dessa segunda união de Johann nasceram mais quatro filhos: Bertha, nascida no dia 20.07.1895; Júlia, nascida no dia 13.06.1897; João, nascido no dia 20.04.1900; e Emília, nascida no dia 15.11.1904.

Leia também:

Parte I

Parte II

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