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Posts Tagged ‘Rudnick’

Essa é uma lista das famílias protestantes que habitavam a região de São Bento do Sul antes de 1900, feita com base em especialmente nos próprios registros da Igreja Luterana da cidade, mas também nos registros civis e em outras fontes diversas. São famílias que imigraram da Pomerânia, da Saxônia, da Silésia e de várias regiões da Prússia em que o luteranismo predominava. Percebe-se uma maior concentração na Estrada da Serra e ao longo da Estrada Dona Francisca, além do próprio centro de São Bento do Sul.

É provável que ainda estejam faltando nomes, que serão acrescentados conforme forem descobertos. Existe o caso de nomes que aparecem em mais de um lugar, o que sugere que tenham morado em ambos. A própria família Bollmann, bastante conhecida, foi antes moradora da Bismarckstrasse. Também lá morava a família de Friedrich Wilhelm Labanz, uma das duas famílias protestantes das quais descendo. A outra é a família de Karl Friedrich Wilhelm Giese, morador do centro.

A lista também é útil para verificar o nome completo de personagens locais, pois em geral os protestantes tinham ao menos dois nomes além do sobrenome. Casos de famílias mistas merecem ser analisados especificamente. Eis os nomes e suas respectivas moradias:

Banhadostrasse: Johann August Wilhelm Lüpke

Bechelbronn: August Michler, Ernst Julius Brunnquell, Ernst Friedrich Ludwig Fehlow, Ernst Kleinschmidt, Franz Gustav Mühlmann, Gustav Hoffmann, Karl August Müller, Karl August Ernst Kardauke, Karl Kardauke (pai), Paul Christian Heyse, Paul Heyse II

Bismarckstrasse: Albert Gustav Witt, August Friedrich Wilhelm Bollmann, August Kötzler, Ernst Friedrich Ludwig Fehlow, Franz Greinert, Friedrich Köne, Friedrich Wilhelm Labanz, Karl August Benjamin Kötzler,

Bugrestrasse: Albert Beuter, August Schade, Ferdinand Brand, Hermann Heinrich Echterhoff, Johann Hansen, Julius Hermann Brand, Karl Brand, Paul Brand

Campo Alegre: August Wolter, Franz Gustav Mühlmann, Gustav Friedrich Wilhelm Reinhardt, Johann Peter Reinhardt, Louis Buchmann, Paul August Rudolf Reusing, Wilhelm Müller, Wilhelm Pfeiffer

Campo São Miguel: Karl Robert Leichsering

Lençol: Friedrich Johann August Wiese, Gustav König, Hermann Neitzke, Louis Ritzmann, Matthias Meyer, Robert Morrissen, Wilhelm Hettwer, Wilhelm Reddin

Mato Preto: Joseph Reichel, Rudolf Nennemann

Oxford: Albert Mallon, August Wolter, Christian Schlüter, Christian Orth, Christopher Wöhlk, Claus Maahs, Ernst Robert Otto Hannemann, Friedrich Henning, Georg Schlemm, Hermann Henning, Hermann Koch, Hermann Schröder, Karl Friedrich Parucker, Jakob Dreher, Julius Hoffmann, Leonard Meister, Leopold Meister, Louis Wolf, Otto Kaesemodel, Paul Friedrich Parucker, Peter Jürgensen Söbye, Theodor Morgenstern, Wilhelm Zimmer

Rionegrostrasse: Hermann Karl Henning, Karl Ferdinand Baum

Rio Preso: Ludwig Rudnick

São Bento: Adolf Sabrowsky, Albert Kramer, Albert Krause, Amandus Jürgensen, Anton König, Arnold Weinert, August Friedrich Wilhelm Bollmann, August Weber, Christian Wilhelm August Heeren, Daniel Köhler, Eduard Ulrich Ulrichsen, Ernst Mendel, Felix Heinrich Paul Baumann, Franz Engel, Franz Jacob Kim, Friedrich Hansen, Friedrich Lutz, Friedrich Moritz Richter, Friedrich Schulz, Friedrich Wilhelm Rathunde, Gustav Anton König, Gustav Kopp, Hans Friedrich Richard Monich, Hans Hansen, Heinrich Gotthard Kaesemodel, Herbert Langer, Hermann Hille, Hermann Johann August Knop, Hermann Wilhelm Gustav Emil Schade, Hugo Langer, Karl Bruno Ryssel, Jakob Heinrich Steinbock, Johann Heinrich Husmann, Johann Herbst, Johann Josef Schönfelder, Karl August Wilhelm Fertig, Karl Brock, Karl Friedrich Wilhelm Giese, Karl Heinrich Reusing, Karl Martin Engel, Karl Heinrich Mrosk, Karl Rudolph Uhlig, Louis Dietrich, Otto Bernhard von Krause, Otto Jung, Otto Svenson, Paul Zschörper, Peter Rudolf Klaumann, Richard Brand, Theodor Boettner (pastor), Theodor Emil Hermann, Wilhelm Friedrich Seiffer, Wilhelm Hackbarth, Wilhelm Quast (pastor).

Saraivastrasse: Friedrich Gorgas

Serrastrasse/Estrada Dona Francisca: Adolf Mielke, Albert Mallon, Albert Schröder, Albrecht Malschitzky, August Günther, August Michael Ruske, August Natzke, August Heinrich Schröder, August Wagner, August Wolter, Christian Buch, Daniel Abraham, Ernst Friedrich Ludwig Fehlow, Ernst Roberto Otto Hannemann, Ferdinand Worrel, Franz Christian Reichwald, Franz Selke, Franz Wilhelm Rudnick, Friedrich Albert Ludwig Panneitz, Friedrich August Wilhelm Schneider, Friedrich Heinrich Neumann, Friedrich Lietz, Friedrich Neubauer, Friedrich Wilhelm Grund, Friedrich Wilhelm Müller, Georg Adolf Thomsen, Gottlieb Ludwig Eichendorf, Gottlieb Neubauer, Gustav Ziebarth, Heinrich Ferdinand Selke, Heinrich Friedrich Franz, Heinrich Neubauer, Heinrich Sprotte, Hermann Gottlieb Heinrich Lietz, Hermann Koch, Johann Friedrich Samuel Heiden, Johann Friedrich Wilhelm Redel, Johann Scholze, Joseph Reichel, Julius Ratzke, Karl Albert Ferdinand Schneider, Karl August Richter, Karl August Wagner, Karl Heiden, Karl Julius Müller, Karl Panneitz, Karl Paul, Karl Rothsal, Leopold Rudnick, Ludwig Paul, Ludwig Rudnick, Ludwig Selke, Ludwig Wilhelm Neumann, Maximilian Wagner, Michael Friedrich Ferdinand Lietz, Oskar Ammon, Otto Franz Phillipp Bauscher, Otto Robert Hertl, Otto Rudnick, Robert Eduard Worrel, Rudolf Panneitz, Theodor Sill, Victor Greipel, Wilhelm Christian Priebe, Wilhelm Greffin, Wilhelm Hermann Rudnick, Wilhelm Hümmelgen, Wilhelm Ludwig Röpke, Wilhelm Ludwig Rudnick, Wilhelm Neumann, Wilhelm Schröder.

Wunderwaldstrasse: August Hackbarth, August Leffke, Ernst Ludwig Strauss, Friedrich Hackbarth, Friedrich Ziebarth, Gustav Reinhardt, Heinrich Marschalk, Hermann Blödorn, Hermann Julius Gatz, Karl Bendlin, Karl Wilhelm Berthold Franz, Johann Slopianka, Wilhelm Radoll.

Moradia ainda desconhecida: August Ferdinand Gottfried Kobs, Eduard von Grafenrieth, Friedrich Bernhard Otto Seeling, Gustav Höpfner

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Resolvi contar na lista telefônica os sobrenomes com maior quantidade de números em São Bento do Sul. O objetivo era ter uma ideia dos sobrenomes estrangeiros mais comuns na cidade. Consultei as edições do Rotary de 2000, 2003 e 2005 (infelizmente não tive acesso à de 2008). Os resultados foram bastante semelhantes nas três edições, apenas com ligeira troca de posições de ano para ano. Naturalmente, esse não é um trabalho científico, e seus resultados não podem ser levados tão a sério – embora possam ser bons indicativos.

Segundo a lista telefônica de 2005, os sobrenomes mais comuns em São Bento são:

2005

1. Pscheidt 86

2. Becker/Beckert 82

3. Weiss 73

4. Bail/Bayerl e variações 70

5. Linzmeyer e variações 68

6. Liebl e Rank 64

8. Grossl 53

9. Rudnick 52

10. Schröder 45

11. Krüger 44

12. Dums 42

13. Mühlbauer 41

14. Fendrich, Gruber e Neumann 40

Isso significa que a família Pscheidt é a que mais possui telefone em São Bento. E que, provavelmente, tem tudo para ser o sobrenome com maior número de portadores na cidade. Tal predomínio se justifica: o imigrante Wenzel Pscheidt, quando veio ao Brasil em 1876, trouxe consigo 11 filhos. Destes, 7 eram homens – ou seja, levaram adiante o sobrenome Pscheidt. Cada um desses 7 também teve uma quantidade considerável de filhos, e boa parte deles também homens. Com isso, o sobrenome, que já era bastante comum no início, se tornou ainda mais popular e se espalhou pela região.

Os Pscheidt já lideravam a lista telefônica na edição anterior, de 2003, que apresentou a seguinte frequência de sobrenomes na cidade:

2003

1. Pscheidt 94

2. Becker/Becker 75

3. Bail/Bayerl e variações 70

4. Linzmeyer e Rank 67

6. Weiss 65

7. Liebl 64

8. Grossl 63

9. Rudnick 50

10. Schröder

11. Grosskopf 43

12. Fendrich e Krüger 41

14. Gruber 40

15. Mühlbauer e Neumann 39

Não houve alteração de sobrenome entre os 10 primeiros, apenas em suas posições. É possível ver que, entre 2003 e 2005, a família Pscheidt se desfez de alguns telefones. A família Becker, por sua vez, resolveu adquirir vários (talvez na ânsia de assumir a primeira posição). Ao contrário da família Pscheidt, não é possível dizer que os Becker venham de um único tronco familiar (a própria diferença entre Becker e Beckert é mostra disso).

Houve a família do imigrante Anton Beckert, que veio a São Bento, mas também houve ramos que vieram depois, de Joinville, para a cidade. Apenas um trabalho genealógico mais apurado vai poder identificar em que medida se trata de uma mesma família.

A lista telefônica do ano 2000, mais antiga a ser consultada, mantinha os Pscheidt na liderança. Na ocasião, os Becker ainda estavam na terceira colocação:

2000

1. Pscheidt 62

2. Bail/Bayerl e variações 55

3. Becker/Beckert 52

4. Grossl 48

5. Rank 44

6. Weiss 42

7. Rudnick 36

8. Fendrich e Schröder 34

10. Linzmayer e variações 32

11. Liebl 30

12. Gruber e Neumann 29

14. Dums 26

15. Grosskopf 25

Os resultados das três listas mostram a franca decadência do telefone nas residências dos Bayerl. Em 2000, era a segunda família mais citada. Em 2003, a terceira. Em 2005, a quarta. A família Bayerl e a sua meia dúzia de variações, também ao contrário dos Pscheidt, não representa a mesma família. Foram ao menos seis as famílias Bayerl que imigraram para São Bento do Sul na década de 1870. A grande quantidade de famílias portando o sobrenome ajuda a explicar a sua frequência. Se elas têm uma origem em comum, ela acontece apenas lá na Europa, o que hoje ainda é impossível descobrir.

Gostaria de citar também que, no ano 2000, os Fendrich apareceram entre os 10 primeiros, e depois nunca mais. Há uma explicação: já faz algum tempo que só nascem mulheres na família.

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Em 25 de Julho de 1950, após quase dez anos de paralisação, os coralistas de São Bento do Sul reuniram-se para reabrir a sua sociedade e a rebatizaram como “Sociedade de Cantores 25 de Julho”, a popular “Sangerhalle”. A antiga “Liederkranz” havia paralisado suas atividades em 04.05.1941, durante a 2ª Guerra Mundial, quando teve de entregar a chave da sociedade para as autoridades competentes. Naquela época, os encontros estavam sendo feitos de forma sigilosa.

Nos últimos anos da década de 40, os coralistas já se reuniam em casas particulares, a título de culto, para ensaiar suas canções. Em meados de 1950, um grupo de colonos liderado por Adolf Schlagenhaufer tomou coragem de seguir até a Prefeitura para pedir a devolução da chave do seu salão, e assim retomar os seus encontros semanais. Também faziam parte do grupo Gustavo Sprotte, Wilhelm Ziemann e o Revdo. Pastor Adolfo Prinz.

A chave foi devolvida, e então iniciaram-se os preparativos para a abertura da sociedade. Depois de diversos debates, escolheram o dia 25 de Julho, data que lembra a primeira imigração alemã no Brasil, e que na região ainda hoje é lembrado como Dia do Colono. Desde então, a Sociedade foi conhecida com o nome atual.

Orientados pelas últimas atas da Liederkranz, e aconselhados pelo Pastor Prinz, que viria a se tornar o novo regente, os componentes se preocuparam em estudar o melhor modo de encaminhar o funcionamento da Sociedade a partir de então. Fizeram-se presentes na primeira assembléia depois da abertura da Sociedade: Adolfo Schlagenhaufer, August Becker, pastor Adolf Prinz, Alexandre Jung, Adelino Rudnick, Ervino Schwedler, Erhard Rudnick, Gustavo Sprotte, Gustavo Fr. Rudnick, Gustavo Heiden, Hermann Struck, Leonides Rudnick, Rudolf Panneitz e Walter Becker.

[As informações foram colhidas da obra “A Cultura na Sociedade de Cantores 25 de Julho”, do antigo regente Herbert Alfredo Fendrich, ainda inédita]

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Meu avô Herbert Alfredo Fendrich foi regente da Sociedade de Cantores 25 de Julho, em São Bento do Sul, entre os anos 1983-2000. Uma das tradições que, ao longo desse tempo, a Sociedade buscava manter, era a de acompanhar com cantos o sepultamento de membros e de pessoas relacionadas ao Coral.  Já em 1897 existia registro de ato semelhante por parte dos coralistas, quando faleceu Henrique Hettwer. Era uma maneira de homenagear e mostrar o reconhecimento por essas pessoas, tornando a cerimônia mais bela e emocionante, levando muitos às lágrimas. Normalmente, cantava-se no velório e também ao pé da sepultura. Essa tradição se manteve enquanto Herbert Alfredo Fendrich foi o regente do Coral. E, nesse período, a Sociedade de Cantores 25 de Julho, com seus belos cantos, acompanhou até à última morada as seguintes pessoas, conforme as bem-cuidadas anotações de meu avô:

 

11.09.1984 José Kellner

10.02.1985 Nelson Weiss

17.02.1986 Elisabeth Grosskopf

23.03.1986 Eraldo Sprotte

03.05.1986 Sophia Schwedler

10.05.1986 Maria Lietz

28.09.1987 Lino Sprotte

01.06.1988 Wilhelm Ziemann

12.08.1988 Edgar Panneitz

10.04.1989 Bráulio Rudnick

21.08.1989 Antônia Rudnick

22.11.1989 Erhardt Mareth

04.12.1989 Orlando Ziebarth

07.12.1989 Heinz Selke

08.04.1990 Ornith Bollmann

03.06.1990 Gustavo Sprotte

30.06.1990 Maria Struck

23.12.1990 Julio Panneitz

19.02.1991 Edy Ellingen

19.04.1991 Bruno Linke

17.05.1991 Alfredo Reinaldo Scholze

19.06.1991 Ervino Schwedler

16.07.1991 Hugo Weiss

10.09.1991 Maria Schwarz

27.11.1992 Alfredo Priebe

27.05.1993 Erna Schwedler

02.07.1993 Wilfredo Weihermann

01.11.1993 Sophia Scholze

12.03.1994 Leonardo Scholze

16.05.1994 Jonnas Rudnick

03.07.1994 Germano Struck

11.12.1994 Lino Schwarz

28.04.1995 Erhardo Rudnick

11.10.1995 Rudolf Schlagenhaufer

13.11.1995 Vigando Radinz

15.12.1995 Albino Tschoecke

14.04.1996 Gustavo Rudnick

06.07.1996 Alfredo Schulz

21.04.1997 Berta Sprotte

30.04.1997 Waldemar Scholze

16.06.1997 Venanda Lilly Kellner

01.11.1997 Paulo Pauli

20.11.1997 Valfrido Scholze

26.11.1997 Ricardo Neubauer

30.01.1998 Elfrida Cristina Sprotte

22.09.1998 André Brodel

05.11.1998 Olga Hannemann

22.01.1999 Siegfried Schürle

22.05.1999 Clara Kohlbeck

26.09.1999 Elly Tschoecke

19(?).12.1999 Amália Panneitz

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A maior parte das famílias de origem germânica que vieram à São Bento do Sul tinham sua origem na Boêmia, que atualmente faz parte da República Tcheca. Mais remotamente, suas origens apontam para a Bavária (no caso dos imigrantes do Böhmerwald) e a Saxônia (no caso dos imigrantes da Boêmia do Norte).

Mas além dos boêmios, São Bento do Sul também recebeu várias famílias da Pomerânia, hoje pertencente à Polônia. De cultura diversa, a começar pela religião protestante, eles, naqueles primóridos, não eram muito amigos dos boêmios.

Conforme a procedência indicada nas listas de passageiros e em registros eclesiásticos, foram identificadas ao menos as seguintes famílias pomeranas que se estabeleceram em São Bento do Sul no começo de sua colonização:

 

Albrecht, Becker, Bendlin, Benke, Boeck, Braatz, Brandt, Bruch, Drawans, Engel, Engler, Fantow, Felow, Fertig, Franz, Hackbarth, Gatz, Giese, Goll, Gresenze, Grimm, Günther, Hart, Heyse, Hümmelgen, Kämpfert, Kleinschmidt, Kleist, Knop, Löck, Mallon, Mielke, Münchow, Neumann, Ortmeyer, Panneitz, Pöppel, Priebe, Rabke, Redel, Redemski, Reichwaldt, Roeder, Röpke, Rudnick, Ruske, Schneider, Schröder, Schulz, Selke, Sill, Utrech, Weber, Wegner, Wenzel, Woite, Wollin, Worell

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