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Posts Tagged ‘Sociedade Atiradores de São Bento do Sul’

1ª fileira: Oswaldo Hoffmann, José Jantsch, Ernesto Brunquell, Paulo Zschoerper, Otto Jung, Augusto Kobs, Carlos Urban e Gustavo Kopp.

2ª fileira: Amando Jürgensen, João Wordell, Ignácio Fischer, Germano Knop, Guilherme Wünsche, Julio Brüsky, Guilherme Biermann e Francisco Goll.

3ª fileira: João Herbst, João Malinowski, Francisco Linke, Francisco Jakusch, Antônio Schwarz, José Gürtler, Otto B. Krause e Julio Hoffmann.

4ª fileira: Frederico Opitz, João Schick, Augusto Rose, Ambros Pfeiffer, Frederico Hoffmann, Augusto Schelin e Adolfo Weber Sênior.

Foto: Arquivo Histórico Municipal de São Bento do Sul

Identificação: Alexandre Pfeiffer em “São Bento Na Memória das Gerações”.

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O dia 5 de Abril de 1964 era um dia de festa para os Atiradores de São Bento: naquela ocasião, seria realizado nova competição do Tiro de Rei.

Como tradição, a Banda Treml saiu em marcha do Bar Toni em direção à casa do Rei do ano anterior – que havia sido Francisco Roesler.

Mas houve um momento em que a banda ficou em silêncio.

É que passaram em frente da casa de Ernesto Venera dos Santos, figura tradicional na vida pública da cidade – tendo sido inclusive prefeito.

Ernesto havia falecido no começo daquele mesmo dia.

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Frederico Fendrich, o filho, nasceu em São Bento do Sul no dia 18.09.1881, filho de Friedrich Fendrich e Catharina Zipperer. Foi batizado no dia seguinte, tendo como padrinhos seus tios Josef Zipperer e Anna Maria Pscheidt. Com seu pai, aprendeu o ofício de sapateiro, e quando o velho Friedrich faleceu, em 1906, foi ele que tomou conta da sapataria, conduzindo-a até falecer.

Foi casado em São Bento do Sul no dia 23.09.1908 com Anna Roesler, filha de Johann Rössler e Amalia Preussler, com a qual teve 14 filhos, sendo alguns natimortos ou que faleceram pequenos. Para superar as dificuldades, além da sapataria, Frederico adquiriu uma pequena lavoura no interior, criando também gado e suínos. Por várias vezes, carregava de calçados uma carroça e saia pelas casas de negócio do interior para trocar por roupas e alimentos.

Foi membro da Sociedade de Atiradores de São Bento do Sul, e desde 1899 fez parte da Sociedade Auxiliadora Austro-húngara, a qual fora presidida por seu pai. Em 1915, suplente de vereador, tendo posteriormente assumido e exercido o cargo de 2º secretário entre os vereadores. Na década de 20, também teria sido suplente e sub-delegado de policia.

Também foi o idealizador da primeira carroça exclusivamente fúnebre de São Bento do Sul, tendo sido, por anos, o próprio condutor dos enterros. Por quase toda a sua vida, também conduzia casamentos com um trole de sua propriedade. Na 2ª Guerra Mundial, vendo o problema da falta de gasolina, colocou seu trole à disposição, na Praça, como táxi.  Com outras carroças, fazia fretes, levando tijolos, areia e outros matérias para construção.

Todos esses afazeres não impediam que se dedicasse à Sapataria Fendrich, que chegou a contar com 10 funcionários. Como a sapataria crescia, Frederico Fendrich anexou a ela uma loja de calçados, que teria sido a primeira em São Bento do Sul – e por muito tempo foi a única.

Nas horas de folga, gostava de jogos de cartas. Fã de música, tomou parte no coral da Igreja Católica, no qual esteve por mais de 40 anos, e no Coral da Sociedade Beneficente Operária, sendo o 1º baixo. Dessa Sociedade, também participou da diretoria. Frederico também foi homem de ótima memória, deixando valiosas informações históricas a todos que lhe perguntavam sobre acontecimentos do passado de São Bento do Sul – característica que foi herdada pelo seu filho Herbert Alfredo Fendrich, falecido há pouco tempo.

Depois de poucos dias enfermo, veio a falecer no dia 25.05.1947. Consta que seu sepultamento foi um dos maiores da época, tendo as duas igrejas locais tocado os seus sinos em sinal de reconhecimento e homenagem ao falecido. O cortejo fúnebre seguiu para o Cemitério Municipal e foi acompanhado pelas melodias da Banda Treml. Frederico está sepultado no mesmo túmulo de seu pai, onde também seria sepultada, 21 anos depois, a sua esposa Anna Roesler. No ano de 1960, Frederico Fendrich foi homenageado com o nome de uma das ruas da cidade, localizada ao lado da atual Sociedade Literária.

Em meio aos arquivos de meu avô, encontrei uma pequena poesia – possivelmente feita por ele – em homenagem a Frederico Fendrich, e que foi lida por Mário Melo, da Rádio Timbira, no dia 23.06.1947. Ei-la:

 

Morrestes, e deixastes a terra que amava

O berço de teus filhos a balouçar sereno

Mas seguistes para terra verdadeiramente tua

O túmulo dos que seguem a “Cristo Nazareno”

 

Deixastes a teus filhos lágrimas perpétuas

Herança do amor de um pai bondoso

À tua esposa, um soluçar amargo

Pela saudade de um querido esposo

 

Morrestes sim! Mas lá nas alturas

Onde há mais vida, doçura e amor

Está tua alma para a “Vida Eterna”

Junto aos anjos de “NOSSO SENHOR”

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