Grandes Vultos de São Bento do Sul VI

SANTOS, Ernesto Venera dos. (Brusque, 11/05/1901 – São Bento do Sul, 05/04/1964). Prefeito Municipal de São Bento do Sul (1936-1937), vereador, chefe municipal da Ação Integralista Brasileira, professor, autor de peças teatrais, jornalista e livreiro. Foi também o 14º Presidente da Sociedade de Cantores 25 de Julho, entre 06/10/1929 e 25/10/1931. Escreveu peças teatrais como “O Carvoeiro Aleijado”, “Quanto é Bom Viver no Mato” e “O Ministro da Justiça”, que eram apresentadas por atores que faziam parte da Sociedade. Consta que foi autor de diversos livros, muitos dos quais perdidos. Foi também diretor-gerente do semanário “O Aço”, publicado pela primeira vez em 01/09/1936, além de ter sido diretor substituto do também semanário “Planalto”, pertencente ao Capitão Osmar Romão da Silva (ver), entre 10/02/1945 e 03/11/1946. Sucedendo o prefeito Eduardo Virmond (ver), Ernesto Venera dos Santos foi eleito de forma direta o Prefeito de São Bento do Sul em 1936, permanecendo no comando da cidade até 10/11/1937, quando o golpe de estado de Getúlio Vargas fez com que também ele acabasse deposto, cedendo o cargo a um novo mandato do Capitão Ernesto João Nunes (ver). Em meio às comemorações pelos 75 anos da Sociedade de Cantores 25 de Julho, cujos festejos aconteceram em 14/10/1956, Ernesto Venera dos Santos foi um dos que discursaram, relembrando o tempo em que foi presidente e também professor na escola do Km. 80. Entre 1956-1961, foi vereador, tendo sido eleito Presidente da Câmara, durante a gestão de Carlos Zipperer Sobrinho (ver). Casou-se com Anna Monich, filha de Richard Monich (ver) e Karoline Amália Anna Klaumann. O casal teve os filhos Flávio e Diva dos Santos. Recebeu em sua homenagem o nome de uma agremiação pré-escolar no Bairro Progresso, além de uma rua no Bairro 25 de Julho. Sepultado no Cemitério Municipal de São Bento do Sul.