Essa é a minha “Árvore de Costado” (aquela em que aparecem apenas os pais, avós, bisavós, e assim por diante). Aí estão as 10 primeiras gerações dos meus antepassados, com tudo o que eu consegui descobrir desde que comecei a pesquisar, em setembro de 2004.
Se alguém tiver dúvidas, acréscimos, correções, ou mesmo dicas para fazer a sua própria árvore, deixe um comentário.
A árvore funciona assim: o dobro de um número representa o pai da pessoa. O número seguinte é a sua mãe. Por exemplo: o pai do número 4 será o número 8 e a mãe será o 9. O pai do 9 será o 18 e a mãe o 19. E assim por diante.
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ÁRVORE DE COSTADO DE HENRIQUE LUIZ FENDRICH
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1ª GERAÇÃO
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1. Henrique Luiz Fendrich (1987-). Jornalista. Colunista do Jornal Evolução. Nasceu em São Bento do Sul aos 20.05.1987. Mudou-se para a região metropolitana de Curitiba em janeiro de 2005, onde formou-se pelas Faculdades Integradas do Brasil. Em fevereiro de 2010 mudou-se para Brasília, onde trabalha atualmente. Pesquisa a história de São Bento do Sul e sua genealogia familiar desde setembro de 2004. Trabalha nas obras “Genealogia Boêmia de São Bento do Sul” e “Genealogia Brasileira de São Bento do Sul e Campo Alegre”.
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2ª GERAÇÃO
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2. Hermes Rodolfo Fendrich (1967-). Administrador. Nasceu em São Bento do Sul aos 23.04.1967. Foi batizado no mesmo lugar aos 07.05.1967, tendo por padrinhos seus tios Ermelino Carlos Giese e sua esposa Dorita Maria Treml. Recebeu a primeira Eucaristia aos 12.11.1977 e foi crismado aos 03.07.1983, sendo padrinho Bernardino Dums, casado com sua irmã Dorilda Inês Fendrich. Casou-se em Campo Alegre aos 07.02.1987 com Rosina de Fátima da Silva, de quem se divorciou. Mudou-se para Taubaté, onde reside atualmente.
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3. Rosina de Fátima da Silva (1964-). Nasceu em Campo Alegre aos 18.08.1964. Foi batizada em 20.08.1964 na Igreja de Nossa Senhora das Graças, tendo como padrinhos Eugênio Bartrch e sua esposa Nair Friedrich. Recebeu a primeira comunhão em 1974 e a crisma em 1979, tendo como madrinha Ana Negrelli Fragoso. Mudou-se para São Bento do Sul na década de 80. Acompanhou o filho Henrique quando este se mudou para Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e lá reside atualmente.
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3ª GERAÇÃO
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4. Herbert Alfredo Fendrich (1930-2007). Marceneiro, músico da Banda Treml, regente da Sociedade de Cantores 25 de Julho, memorialista. Nasceu em São Bento do Sul aos 05.04.1930. Em seus primeiros anos de vida, morava com os pais no centro da cidade, no local onde antigamente era a Caixa Econômica, e atualmente é a Farmácia do Sesi. Estudou no Colégio São José. Foi coroinha. Por volta de 1944 começou a trabalhar nas Indústrias Zipperer, onde aprender o ofício de marceneiro. Casou-se em São Bento do Sul aos 06.10.1951 com Dóris Izolda Giese, com quem teve cinco filhos. Em seguida mudou-se para Campina dos Crispim, local onde morava a família de sua esposa. Lá trabalhou no comércio mantido pelo seu sogro Rodolfo Giese. Voltando a São Bento, trabalhou como marceneiro e modelista na Móveis Weihermann, Copam, Móveis Bercka e Móveis James. Em 1954, pediu a Affonso Treml, o Xerife da Banda Treml, que lhe ensinasse a tocar algum instrumento, visando a sua entrada na banda. Começou a tocar bombardino. Tocou na Banda Treml daquele ano até 1989. Anotou em sete cadernos todos os eventos de que a banda participou nesse período, incluindo as retretas, festas de igrejas e viagens, detalhando cada um desses acontecimentos. Paralelamente, tocou na Bandinha Continental, que existiu entre 1961 e 1968. Ao término desta, ingressou em um banda chamada Oxford, que não é a mesma que ficou conhecida por esse nome. Em 1970, formou-se uma nova Bandinha Continental, mas cujo nome foi alterado dois meses depois para Bandinha São Bento. Tocou nela até o ano seguinte. Gostava de cantar. Fez parte do Coral Santa Cecília, da Igreja Matriz Puríssimo Coração de Maria. Dele participou por mais de 30 anos. Em 1970, começou com alguns colegas o Coral Montanara, do qual fez parte pelo menos até 1973. Neste ano, fez parte do Coral Centenário, criado especialmente para as festividades dos 100 anos de São Bento do Sul. Também fez parte do Coral da Igreja Evangélica de Oxford. No começo de 1977, ingressou na Sociedade de Cantores 25 de Julho, a “Saengerhalle”. Em 1983 foi até Gramado para fazer um curso de regência e, já no mês de abriu, transformou-se no regente da Sociedade. Ficou nessa função até o ano 2000, tendo sido sua atuação destacada pelo historiador Alexandre Pfeiffer em seu livro “São Bento na Memória das Gerações”. Com base nas antigas atas da Sociedade e na história que estava vivenciando, Herbert escreveu ainda a história da Saengerhalle. Nos anos 80, esteve no Grupo de Cítas Edelweiss. Em outubro de 1994, foi fundador da Bandinha do Opa, na qual tocaria até 2006. Entre 1996 e 2006 participou da Banda Padre José Maurício, de Mafra. Em 2004, com a criação do Coral Deutsch Bayrischer, foi o seu regente, desligando-se apenas por motivos de enfermidade. Já aposentado do ofício de marceneiro, trabalhava numa oficina própria nos fundos de sua casa, fazendo produtos como bengalas, muletas, porta-cortinas, cortadores de legumes, esfregadeiras, casinhas para receber correspondências, e outros. Também consertava móveis e objetos trazidos até ele. Em 1992, foi o responsável pela restauração da carroça fúnebre idealizada pelo seu pai, e com ela desfilou nas comemorações do aniversário da cidade. Em seus últimos anos, ajudava o amigo Edimar Salomon com fotos e informações para a sua coluna no Jornal A Gazeta. Herbert herdou o gosto de seu pai pela história e gostava de conversar sobre a cultura e o passado de São Bento do Sul, sendo bastante procurado por conta disso. Faleceu no Hospital Sagrada Família, de São Bento do Sul, às 23h10 do dia 30.07.2007, sendo sepultado no Cemitério Municipal da cidade. Seu sepultamento foi acompanhado pela Banda Treml, da qual fez parte por 35 anos.
5. Dóris Izolda Giese (1931-). Dona-de-casa. Nasceu na localidade de Campinas dos Crispim, em Piên, no dia 23.08.1931. Depois de casada, veio com o marido para São Bento do Sul. Com ele teve os seguintes filhos: Harri José Fendrich (1952-), casado com Evelise Bernadete Treml; Dorilda Inês Fendrich (1958-), casada com Bernardino Dums; Doroti Maria Fendrich (1963-), casada com Adalberto Randig; Hermes Rodolfo Fendrich (1967-), casado com Rosina de Fátima da Silva; e Hilário Luís Fendrich (1971-), casado com Josiane de Fátima Telma.
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6. Luiz da Silva (1928-2007). Lavrador e operário. Nasceu em Piên/PR aos 04.01.1928. Por muito tempo trabalhou no Departamento de Estradas e Rodagens, fazendo a manutenção de rodovias. Trabalhou em diversas fábricas de móveis. Possuía conhecimentos naturais de mecânica. Em certo período, consertava bicicletas, em uma oficina que ficava na casa de sua mãe, já falecida. Foi também guardião. Casou-se religiosamente no dia 11.03.1964 com Otília Fragoso, com quem teria seis filhos, todos nascidos em Fragosos, no município de Campo Alegre. O casamento civil ocorreu apenas aos 27.08.1966. Dotado de grande senso de humor, e também uma especial sensibilidade. Gostava de futebol, sempre acompanhando as partidas pela televisão. Tocava viola e violão. Fumou por muito tempo, mas, após receber um ultimato de um médico, largou completamente o vício. Faleceu em São Bento do Sul aos 05.09.2007 e foi enterrado no dia seguinte no Cemitério de Fragosos, no mesmo túmulo de sua mãe.
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7. Otília Fragoso (1943-). Lavradora e doméstica. Nasceu na localidade de Fragosos, em Campo Alegre, no dia 31.07.1943. Pessoa bastante comunicativa, bondosa e católica. Com seu esposo teve os seguintes filhos: Rosina de Fátima da Silva (1964-), casada com Hermes Rodolfo Fendrich; Luiz Antônio da Silva (1966-), solteiro; Rubens Francisco da Silva (1968-), casado com Clotilde Gomes; Rosiliane do Carmo da Silva (1971-), casada com Héliton Gomes Farias; Maria Rosilara da Silva (1974-), casada com Maurelho Becker; e Paulo da Silva (1976-), solteiro.
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4ª GERAÇÃO
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8. Frederico Fendrich (1881-1947). Sapateiro, comerciante, vereador (1915) suplente e subdelegado de Polícia (década de 20), membro da Sociedade Auxiliadora Austro-húngara, da Sociedade dos Atiradores de São Bento, do Coral da Igreja Católica (mais de 40 anos), do Coral da Sociedade Beneficiente Operária (era o 1º baixo), idealizador e condutor da primeira carroça exclusivamente fúnebre da cidade (1935). Nasceu em São Bento do Sul aos 18.09.1881 e foi batizado no dia seguinte, tendo como padrinhos os seus tios Josef Zipperer e Anna Maria Pscheidt. Herdou do seu pai o ofício de sapateiro. Tomou conta dos negócios do pai quando este veio a falecer em 1906. A Sapataria Fendrich chegou a contar com 10 funcionários. Como a sapataria crescia, Frederico Fendrich anexou a ela uma loja de calçados, que teria sido a primeira em São Bento do Sul – e por muito tempo a única. Ensinou o filho Alexandre no ofício. Para superar as dificuldades, além da sapataria Frederico adquiriu uma pequena lavoura no interior, criando também gado e suínos. Por várias vezes, carregava de calçados uma carroça e saia pelas casas de negócio do interior para trocar por roupas e alimentos. Por quase toda a sua vida, também conduzia casamentos com um trole de sua propriedade. Na 2ª Guerra Mundial, vendo o problema da falta de gasolina, colocou seu trole à disposição, na Praça, como táxi. Com outras carroças, fazia fretes, levando tijolos, areia e outros matérias para construção. Casou-se civilmente e religiosamente em São Bento do Sul aos 23.09.1908 com Anna Luiza Roesler, com a qual teria 14 filhos, alguns falecidos ainda bebês. Gostava de falar sobre a história da cidade e seus personagens. Fã de música, também gostava de jogos de cartas. Depois de poucos dias enfermo, faleceu na sua cidade-natal às 18h40 do dia 25.05.1947, conforme o registro civil e o registro religioso. Consta que seu sepultamento foi um dos maiores da época, tendo as duas igrejas locais tocado os seus sinos em sinal de reconhecimento ao falecido. O cortejo fúnebre seguiu para o Cemitério Municipal e foi acompanhado pelas melodias da Banda Treml. Frederico está sepultado no mesmo túmulo de seu pai, onde também seria sepultada a sua esposa. No ano de 1960, Frederico Fendrich foi homenageado com o nome de uma das ruas da cidade, localizada ao lado da atual Sociedade Literária.
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9. Anna Luiza Roesler (1891-1968). Doméstica, lavradora, exímia cozinheira, doceira, sempre solicitada para auxiliar em festas, casamentos e eventos comunitários. Em edição do jornal Tribuna da Serra, é citada como “uma das mestre-cucas dos festejos populares da igreja no ramo da Kuttelsuppe“. Era vista como uma pessoa alegre, bem disposta e brincalhona. Nasceu em São Bento do Sul aos 03.04.1891, na casa de seus pais na Estrada dos Bugres. Com seu esposo, teve: Alfonso Fendrich (1909-1910); Luiza Fendrich (1911-1995), casada com Lourenço Peng; Alexandre Fendrich (1913-1974), casado com Catharina Fleith e depois com Irmalinda Becker; Hilda Fendrich (1915-?), casada com Jorge Schewinsky; Paulo Fendrich (1917-1917); José Fendrich Sobrinho (1917-1999), gêmeo de Paulo, casado com Maria Tereza Linzmeyer e depois com Herta Karsten; Wally Fendrich (1918-1984), casada com Antônio Hastreiter; Erna Elvira Fendrich (1921-2008), casada com Sebastião Stähelin; Lídia Fendrich (1923-1945), solteira; Ana Cristina Fendrich (1925-), casada com Luiz Hilgenstieler; menina natimorta (1926-1926); Mathilde Irene Fendrich (1928-), casada com Aloísio Gaudêmio Freiberger; Herbert Alfredo Fendrich (1930-2007), casado com Dóris Izolda Giese; Frederico Fendrich Neto (1932-1932). Anna Luiza Roesler faleceu em São Bento do Sul aos 14.06.1968. Em sua homenagem, recebeu o nome de uma rua no Bairro Colonial.
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10. Rodolfo Carlos Gustavo Giese (1897-1965). Comerciante e, na juventude, sapateiro. Nasceu em São Bento do Sul aos 13.09.1897. Media 1,76 metro. Tinha olhos azuis e cabelos castanhos. Protestante. Nos anos de 1919 e 1920 serviu no Quartel da 18ª Companhia de Metralhadores, em Blumenau. Casou-se civilmente em São Bento do Sul aos 27.08.1921 com Catharina Bail. Mudou-se para Campinas dos Crispim, em Piên, onde manteve um tradicional comércio. Era um homem moderno, atento às novas tecnologias do seu tempo. Tão logo as máquinas de escrever começaram a ser vendidas na região, Rodolfo tratou de adquirir uma para si. A casa de comércio que mantinha foi uma das primeiras a passar por uma importante transição, substituindo as balanças de peso pelas balanças de ponteiro, muito mais precisas. Além dessas inovações, Rodolfo era o único naquela localidade de Piên que possuía uma máquina fotográfica. Isso fazia com que muitas pessoas da redondeza viessem até a sua casa para lá registrarem os seus instantâneos – revelados depois em São Bento. Faleceu na casa de seu filho Ermelino, em Rio Negrinho, no dia 07.03.1965, tendo sido sepultado no Cemitério Municipal de São Bento do Sul, no mesmo túmulo do sogro e, depois, da esposa. Em sua homenagem, recebeu o nome de uma rua no centro de São Bento do Sul, lateral da Rua Augusto Klimmek.
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11. Catharina Bail (1896-1974). Doméstica. Nasceu em São Bento do Sul aos 03.05.1896 e foi batizada na capela de Rio Vermelho no dia 18.05.1896, tendo como padrinhos Benedito e Catharina Gschwendtner, registro também anotado nos livros de Bechelbronn. Com seu esposo, teve os filhos: Laurindo Vitorino Giese (1922-?), casado com Anita Spitzner; Ermelino Carlos Giese (1925-?), casado com Dorita Treml; Alcides Paulo Giese (1927-), casado com Elvira Weiss; e Dóris Izolda Giese (1931-), casada com Herbert Alfredo Fendrich. Faleceu em sua residência, na Avenida Argolo 320, em São Bento do Sul, aos 30.11.1974, sendo sepultada no Cemitério Municipal, no mesmo túmulo de seu pai e do seu marido.
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12. Antônio Correia Santos (1897-1944). Lavrador. Nasceu em São José dos Pinhais no dia 01.01.1897, e foi batizado no mesmo lugar aos 02.02.1898, tendo como padrinhos … Borges da Cruz e Anna Maria de Lima. Teve um relacionamento com Francisca da Silva, com quem teve três filhos, sem, no entanto, oficializar o casamento. Por algum motivo ainda não devidamente esclarecido, afastou-se da família. Faleceu no Hospital Nossa Senhora da Luz, em Curitiba, e que é um hospital psiquiátrico, no dia 31.03.1944. Foi sepultado no Cemitério do Bairro Água Verde, na capital paranaense. No assento, Antônio aparece equivocadamente, segundo as nossas evidências, com a idade de 41 anos.
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13. Francisca da Silva (1900-1981). Lavradora e doméstica. Nasceu, segundo a tradição familiar, no dia 20 de outubro de 1900. Seu registro de batismo, ocorrido em Bateias no dia 26.08.1901, no entanto, aponta como data de nascimento 11.05.1901. A coincidência no nome dos pais e de irmãos mostra que se trata da mesma pessoa, apesar da diferença ainda não explicada nas datas. O registro de óbito informa São José dos Pinhais como a cidade de nascimento de Francisca, mas o seu batizado sugere que foi em Santa Catarina. Foram seus padrinhos Ernesto José Munhoz e Maria Sophia Munhoz. Com Antônio Correia Santos teve três filhos, sem legitimar a união: Antônio da Silva (1924-?), casado com Gertrudes Castilho; Sebastião da Silva (1926-?), casado com Anita Went; e Luiz da Silva (1928-2007), casado com Otília Fragoso. Morava em uma casa ao lado de seu filho Luiz, em Fragosos. Tinha um belo par de olhos cinzas. Gostava de fumar palheiro. Em abril de 1980, quando faleceu a mãe de Otília Fragoso, esposa de seu filho Luiz da Silva, Francisca declarou que no ano seguinte seria a vez dela. Um ano e quatro dias depois, aos 20.04.1981, Francisca da Silva faleceu, sendo sepultada no Cemitério de Fragosos, atualmente sem lápide que a identifique.
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14. Luiz Thomé Fragoso (1905-?). Lavrador. Nascido na localidade de Fragosos, em Campo Alegre, aos 21.12.1905 e batizado em São Bento do Sul no dia 11.02.1906, tendo como padrinhos Virgínio Baptista Fragoso e Flora Lina Cavalheiro. Foi casado civilmente em São Bento do Sul no dia 21.09.1929 com Rozina Hannusch. Luiz Thomé sofria de uma enfermidade no intestino, que causaria inclusive hemorragias. Tratava-se com flores ou folhas de tanchagem. Por volta de 1960, teve que se deslocar até Curitiba para tratar da doença, mas acabou falecendo. É provável que tenha sido enterrado como indigente, diante da pobreza de meios dos familiares para se deslocar até Curitiba e trazer o corpo.
15. Rozina Hannusch (1909-1980). Doméstica. Nasceu em Fragosos aos 07.01.1909, e foi registrada em São Bento do Sul. Foi batizada também em São Bento do Sul aos 17.01.1909, tendo como padrinhos os seus tios Francisco Hannusch e Catharina Mühlbauer. Nesse assento, o padre anotou o nome como sendo Rosália. Com seu esposo, Rozina Hannusch teve: Cristina Fragoso (1930-1987), casada com Narciso Ferreira da Silva; Adelina Fragoso (1932-2002), casada com Livarte Cordeiro de Meira; Carlos Fragoso, casado com Maria Diva Gonçalves; Bernardo Fragoso, casado com Benedita de Mello; Otília Fragoso (1943-), casada com Luiz da Silva. Fumava palheiro. Morava ao lado de sua filha Otília, mas nos últimos dias mudou-se para a casa dela, onde recebia os cuidados necessários. Faleceu a caminho do Hospital São Luiz, em Campo Alegre, no dia 16.04.1981, sendo sepultada no Cemitério de Fragosos.
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5ª GERAÇÃO
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16. Friedrich Fendrich (1843-1906). Sapateiro, primeiro professor do núcleo central de São Bento, presidente da Sociedade Auxiliadora Austro-húngara. Nasceu em Lomnitz, na Boêmia, aos 24.04.1843. Em algum momento da vida, mudou-se para Viena, onde aprendeu o ofício de sapateiro e também se casou por volta de 1873 com Katharina Zipperer. Atraído por relatos dos parentes de Katharina, que já haviam imigrado, Friedrich Fendrich e sua esposa decidiram também vir ao Brasil, tendo sido a passagem da família custeada pelos Zipperer. Partiram do porto de Hamburgo, na Alemanha, a bordo do Barco Alert no dia 15.05.1875 e chegaram ao porto de São Francisco do Sul aos 14.07.1875, seguindo então na direção de São Bento do Sul. Ao que parece, ficaram um tanto decepcionados, pois a realidade da cidade diferia em muito das promessas feitas pela família Zipperer. No entanto, logo trataram de trabalhar, e Friedrich arrumou para a família um lote no núcleo central da cidade, onde montou a sua casa e sapataria. É o mesmo local que antigamente abrigava a Caixa Econômica Federal, e que hoje é a Farmácia Sesi. Visto como homem de certa cultura, Friedrich Fendrich foi escolhido pelos outros imigrantes para dar aulas para as suas crianças, já que elas estavam crescendo e não havia qualquer tipo de assistência escolar na cidade. Improvisou-se um rancho ao lado de sua casa, colocou-se bancos e estava feita a primeira escola do lugar. Lá, Friedrich deu aulas no período da manhã para as crianças alemãs entre 1876-1879, deixando a tarde para as suas atividades como sapateiro. A escola chegou a ter 30 alunos. O reconhecimento pelo seu pioneirismo na atividade de professor fez com que, anos depois, recebesse em sua homenagem o nome de uma escola, localizada na BR-280 em Serra Alta, São Bento do Sul. Entre os anos de 1895-1898, ocorreu a criação da Sociedade Auxiliadora Austro-húngara, agremiação de auxílio mútuo para os imigrantes boêmios, que na época se consideravam súditos austríacos. Friedrich Fendrich foi o presidente da Sociedade e, a partir disso, imagina-se que estivesse entre os fundadores. A Sociedade realizava bailes, desfiles e eventos variados, especialmente comemorativos ao aniversário de Franz Joseph, imperador austríaco. Como sapateiro, Friedrich ensinou o ofício aos filhos Frederico e Francisco, e a sua sapataria se tornou uma das mais tradicionais da cidade. Ostentava grande barba. Friedrich Fendrich faleceu pouco mais de um mês depois de sua esposa, no dia 24.01.1906, conforme o registro civil e o registro religioso. Foi sepultado no Cemitério Municipal de São Bento do Sul.
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17. Katharina Zipperer (1845-1905). Doméstica. Nasceu em Flecken, na Boêmia, aos 08.07.1845. Em algum momento mudou-se para Viena, onde provavelmente conheceu o esposo Friedrich Fendrich, com quem imigrou ao Brasil. O historiador José Kormann afirma que ela trabalhava na casa de um professor que perdeu os filhos durante o incêndio do Teatro Ringtheater, mas na ocasião Katharina já estava no Brasil. O casal teve os filhos Hedwiges Fendrich (1874-1949), casada com Aloys Grosskopf; Maria Catharina Fendrich (1877-1968), casada com Jacob Treml; Amália Josefina Fendrich (1880-1961), casada com Aloís Gassner; Frederico Fendrich (1881-1947), casado com Anna Luiza Fendrich; José Fendrich (1883-1940), casado com Anna Pfeiffer; Francisco Fendrich (1887-?), casado com Anna Luiza Brenner; e Rodolfo Fendrich (1891-1955), solteiro. Katharina Zipperer faleceu no seu próprio domicílio em São Bento do Sul aos 18.12.1905, conforme o registro civil e o registro religioso. Foi sepultada no Cemitério Municipal da cidade.
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18. Johann Rössler (1860-1905). Lavrador. Nasceu em Reichenau 11, na Boêmia, aos 14.04.1860. Aos 16 anos, decidiu acompanhar a família da irmã Juliana Rössler, casada com Josef Peukert, quando estes decidiram imigrar ao Brasil. A versão de que teria vindo sozinho não procede. Johann e sua irmã embarcaram no Vapor Vandalia, que saiu do porto de Hamburgo, na Alemanha, aos 20.06.1876 e chegou ao porto de São Francisco do Sul aos 20.07.1876. Durante a viagem, Johann teria conhecido Amalie Preussler, uma criada, e iniciado com ela um romance que viria a ser oficializado no Brasil. Chegando em São Bento do Sul, Johann adquiriu dois lotes de 30 alqueires na Estrada dos Bugres, região de solo pouco fértil. Já estava morando com Amalie Preussler, com quem inclusive já tinha um filho, quando se casaram aos 21.03.1882. Tiveram cinco filhos, que passaram a levar o sobrenome “Roesler”. Consta que Johann era homem bonito e elegante, que andava bem vestido e cuidadoso com a aparência. Teria tentado várias vezes conseguir uma vaga de Conselheiro Municipal, sem sucesso. Em 27.08.1884, tornou-se oficialmente cidadão brasileiro, após processo de naturalização. Em setembro de 1893, ficou viúvo. Voltou a se casar religiosamente no dia 29.01.1894 com Franziska Auguste Mühlbauer, viúva de Anton Augustin, nascida em Rothenbaum, na Boêmia, aos 24.06.1867, filha dos imigrantes Michael Mühlbauer e Anna Maria Kordig. O casamento civil ocorreu apenas no ano seguinte, aos 02.02.1895. Do relacionamento, nasceram os filhos Bertha Roesler (1895-1968), solteira; Júlia Roesler (1897-1975), casada com Frederico Rückl; João Roesler (1900-1972), casado com Rosália Pscheidt; e Emília Roesler (1904-1984), casada com José Fleischmann e depois com Carlos Müller. Johann faleceu no dia 03.10.1905, conforme o registro civil e o registro religioso, vítima da queda de uma árvore de bracatinga sobre si, quando fazia a derrubada de uma mata. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Municipal. A esposa Franziska faleceu apenas aos 02.12.1956 e foi sepultada no mesmo lugar.
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19. Amalia Preussler (1853-1893). Lavradora e criada. Nasceu em Grafendorf 25, na Boêmia, no dia 11.10.1853 e foi batizada em Johannesberg no dia seguinte. Imigrou ao Brasil na condição de criada em 1876, a bordo do Vapor Vandalia, no qual conheceria o seu esposo Johann Rössler. Com ele, teve os filhos: Otto Roesler (1878-1956), casado com Maria Treml; Raymundo Roesler (1882-?), casado com Bertha Zeemann; Emma Amália Roesler (1884-1958), casada com João Treml; Maria Roesler (1887-1954), casada com Aloís Kollross; e Anna Roesler (1891-1968), casada com Frederico Fendrich. Amalia Preussler faleceu aos 24.09.1893, vítima de tísica, sendo sepultada no Cemitério da Estrada dos Bugres, onde o casal morava. Possivelmente na década de 50, os restos mortais foram transladados para o Cemitério Municipal, no mesmo túmulo de seu esposo Johann Rössler. Segundo informou o dr. Romeu Rössler Telma, seu tio Otto Roesler Filho acompanhou os procedimentos de translado e disse ter ficado impressionado com o fato de a ossatura da Amalie Preussler ser de “compleição grande e forte”. A lápide de Amalia informa de forma equivocada ambas as datas: 12 como dia de nascimento e 23 para o dia de falecimento, quando, na verdade, são respectivamente 11 e 24.
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20. Karl Friedrich Wilhelm Giese (1859-1923). Pedreiro. Nasceu em Roggan(?), na Pomerânia, e que talvez seja Roggow A ou Roggow B, no dia 30.05.1859. Imigrou ao Brasil de Regenwalde, com destino a Colônia Dona Francisca, na companhia dos pais e irmãos a bordo do Henry Knight, que saiu do porto de Hamburgo aos 25.10 ou 05.11.1872 e chegou ao porto de São Francisco do Sul aos 30.12.1872. Em algum momento da vida, mudou-se para São Paulo, onde foi morador da Freguesia da Consolação. Ainda morava lá quando se casou em São Bento do Sul aos 24.10.1891 com Ida Bertha Labanz. Com ela, passou a morar na Estrada Wunderwald, em São Bento do Sul. Faleceu na mesma cidade aos 10.06.1923, sendo sepultado no Cemitério Municipal, lado protestante. A sua lápide aponta equivocadamente a data de óbito como 24.06.1924.
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21. Ida Bertha Labanz (1874-1934). Doméstica. O sobrenome também é grafado Labenz. Nasceu em Fiedlitz, na região administrativa de Marienwerder, na Prússia Ocidental, aos 03 ou 06.11.1874. Imigrou de Eichstädt, da mesma região administrativa, na companhia dos pais e de uma irmã a bordo do Vapor Bahia, que saiu do porto de Hamburgo aos 19.10.1876 e chegou ao porto de São Francisco do Sul aos 23.11.1876. Recebeu a Confirmação na Igreja Luterana de São Bento do Sul no dia 09.06.1889. Casada com Karl Friedrich Wilhelm Giese, teve em São Bento do Sul os filhos Luiza Christina Maria Hedwig Giese (1892-1918), casada com Carlos Blödorn; Adolfo Giese (1895-1977), casado com Martha Zöllner; Rodolfo Carlos Gustavo Giese (1897-1965), casado com Catharina Bail; Paulo Giese (1900-1975), casado com Anna Mühlbauer; Ernesto Giese (1903-1980), casado com Francisca Hinz; Frederico Guilherme Giese (1906-1968), casado com Martha Bechler; Ewaldo Giese, falecido bebê. Ida Bertha Labenz morava com seu esposo na Estrada Wunderwald, em São Bento do Sul, e faleceu já em estado de viúva aos 03.10.1934, sendo sepultada no Cemitério Municipal. Atualmente, não existe lápide com a sua inscrição, mas sabemos por relato da sua neta Dóris Izolda Giese que Ida Bertha está sepultada no mesmo túmulo de seu descendente Henrique Foitt, no lado protestante do cemitério.
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22. Benedikt Beyerl (1856-1928). Lavrador, noivo do primeiro casamento boêmio ou bávaro de São Bento do Sul/SC, membro da Sociedade Auxiliadora Austro-húngara. Também chamado Benedicto Bail ou Beil. Nasceu em Holschlag e foi batizado em Gutwasser, na Boêmia, aos 30.04.1856. Sua lápide aponta equivocadamente o ano de nascimento como 1854. Ficou orfão cedo. Era afilhado de Georg Gschwendtner, que o trouxe ao Brasil. Ainda bastante jovem, arrumou emprego como aprendiz na marcenaria do bávaro Georg Neppel, em Haidl am Ahornberg (hoje chamada Zhurí), na Boêmia, e que estava sendo bastante solicitado para ajudar na reconstrução de casas, após um grande vendaval que atingiu a região em 1868. Trabalhando nessa marcenaria, Benedikt se interessou por Anna Maria Neppel, filha do seu patrão, e que era um pouco mais velha que ele. A aproximação não foi vista com bons olhos por Georg, que tratou então de despedi-lo. Em 1874, Benedikt decidiu acompanhar a imigração da família Gschwendter, tendo embarcado no Navio Shakespeare, que saiu de Hamburgo aos 20.09.1874 e chegou ao porto de São Francisco do Sul aos 11.11.1874. Em seguida se encaminharam para São Bento do Sul, onde Benedikt comprou para si um lote na Avenida Argolo, e que ficava onde hoje é a rua Antônio Hilgenstieler. Em 1876 também a família Neppel decidiu imigrar ao Brasil, tendo embarcado no Navio Humboldt no dia 15.04.1876 e desembarcado em São Francisco do Sul aos 11.06.1876. De alguma forma, Benedit ficou sabendo que Anna Maria estava vindo ao Brasil. A hipótese das cartas encontra alguma dificuldade em ser aceita, pelo reduzido número de navios no intervalo entre as duas imigrações, além da existência de um telégrafo, bastante precário, apenas em São Francisco do Sul. De qualquer forma, Benedikt partiu de São Bento até a Colônia Dona Francisca, atual Joinville, para lá encontrar Anna Maria, de quem não havia se esquecido. Ao se encontrarem novamente, os dois decidiram passar por cima da proibição paterna, que persistia, e marcaram o casamento para a próxima vinda do pároco de Joinville a São Bento. Como esse seria o primeiro casamento entre boêmios ou bávaros realizado em São Bento, a cidade se empenhou nos preparativos, tendo inclusive organizado uma banda de música, a primeira da cidade. O casamento aconteceu no dia 10.08.1876, dois meses após a chegada de Anna Maria, e sem que os pais da noiva aparecessem na celebração, já que a união era feita contra a vontade deles. O terno de Benedikt para este dia foi emprestado de Josef Augustin, já que ele mesmo não tinha condições de ter um. A festa começou ainda pela manhã, na casa de Franz Pöschl, cunhado de Benedikt, tendo em seguida os noivos e convidados caminharam cerca de 2 Km até a igreja, onde houve a celebração. Depois partiram para o almoço, no hotel e restaurante de Georg Bayerl e continuaram a festa ao longo do dia com tradições e danças típicas da Boêmia. Aparentemente, o casal não teve filhos, pois nenhum registro foi encontrado. Não sabemos se os pais da noiva passaram a aceitar o matrimônio mais tarde. Anna Maria Neppel faleceu menos de 10 anos depois de casar, aos 29.09.1885, vítima de tifo, e foi sepultada no antigo cemitério da cidade, não mais existente. Benedikt Beyerl voltou a se casar em São Bento do Sul aos 10.02.1886 com Catharina Brandl, que havia imigrado no mesmo navio que ele, e com quem teve 11 filhos. Ficou viúvo dela em 1911, e faleceu aos 24.02.1928, conforme o registro civil e o registro religioso, sendo sepultado no Cemitério Municipal de São Bento do Sul.
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23. Catharina Brandl (1865-1911). Doméstica. Nasceu em Eisentrasse, na Boêmia, aos 21.03.1865. Imigrou ao Brasil com seus pais e irmãos a bordo do Shakespeare, que saiu do porto de Hamburgo aos 20.09.1874 e chegou ao porto de São Francisco do Sul aos 11.11.1874. No mesmo navio viajava seu futuro esposo, Benedikt Beyerl. O casal teve os seguintes filhos, não necessariamente na ordem: Luiz Bail, casado com Francisca Fleischmann; Thereza Bail, casada com Engelberto Bechker; Engelberto Bail (1893-?), casado com Paula Heiden; Catharina Bail (1896-1974), casada com Rodolfo Carlos Gustavo Giese; Pedro Bail (1897-1897); Paulo Bail (1898-?), casado com Marta Grosskopf; Maria Bail (1900-?), casada com Otto Zeithammer; Rodolfo Bail (1903-?), casado com Margarida Hübl; José Bail, casado com Marta Maahs; Carlos Bail, casado com Maria Quandt; Benedicto Bail, casado com Maria Grosskopf.
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24. Pedro Correia de Ramos (1877-1944). Lavrador. Possivelmente é o mesmo Pedro batizado em São José dos Pinhais/PR aos 24.08.1877, com um mês de idade, tendo como padrinhos Pedro Alves Bueno e sua esposa Gertrudes Bueno. Casou-se civilmente na casa de José João Machado Fagundes, em Agudos do Sul, aos 23.07.1894 com Rosa Ribeiro da Silva. Nesse assento, aparece com 19 anos. Viúvo, voltou a se casar civilmente no distrito de Ambrósios aos 30.09.1909 com Bertulina Pereira Gonçalves, de 18 anos, filha de Francisco João Gonçalves e Maria Purcina de Ramos. Nesse assento, Pedro Correia de Ramos aparece com 28 anos. Faleceu na localidade de Salto, em Campo Alegre, aos 10.08.1944. Tinha, segundo esse registro, 75 anos. Foi sepultado em cemitério no Paraná.
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25. Rosa Ribeiro da Silva. Nasceu em São José dos Pinhais/PR por volta de 1877, e casou-se no mesmo lugar com Pedro Correia de Ramos. Com ele, teve ao menos os filhos Antônio Correia Santos (1897-1944), que teve geração com Francisca da Silva; e Juvêncio Correia de Ramos (1898-?). Rosa Ribeiro da Silva já era falecida em setembro de 1909, data em que seu esposo contraiu novo matrimônio. Seu registro de óbito não foi encontrado nos livros do cartório de Tijucas do Sul, onde seria mais provável que estivesse, nem em Campo Alegre.
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26. Francisco Ferreira da Silva (1856-1928). Lavrador. Nascido aos 18.03.1856 e batizado em Campo Largo/PR no dia 24.03.1856, tendo como padrinhos Pedro Martins Saldanha e sua mulher Florisbella Antunes Lima. Casou-se em primeiras núpcias na casa de José Affonso Ayres Cubas, na localidade conhecida como Jararaca, em Campo Alegre/SC, no dia 07.07.1885 com sua prima Maria Justina da Glória, de 25 anos de idade, filha de Prudente José da Silva e Joaquina Ferreira de Lima, essa falecida. Com ela, Francisco teve ao menos os filhos Francisco (1886-?) e Romualdo Ferreira da Silva (1890-?). O casal morava em Avenquinha. Vendo-se viúvo, Francisco voltou a se casar civilmente em Campo Alegre no dia 29.02.1897 e religiosamente no dia 20.03.1897 com Quintiliana Ribeiro Lamim, de 25 anos. Faleceu no lugar Salto, em Campo Alegre, aos 09.04.1928, e não se sabe onde foi sepultado.
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27. Quintiliana Ribeiro Lamim (1878-?). Seu registro civil de casamento com Francisco Ferreira da Silva, aos 20.03.1897, aponta que tinha 18 anos, razão pela qual cremos ter nascido em 1878, apesar de não ter encontrado registro algum de batismo nos livros de São Bento do Sul. Seu registro religioso de casamento aponta idade de 25 anos, ao mesmo tempo em que diz ter ela sido batizada em São Bento do Sul, o que não seria possível em 1871 ou 1872. Curiosamente, também não encontramos o registro de óbito de Quintiliana nos livros de São Bento do Sul, Campo Alegre e Piên. Sabemos que foi após 1928, quando faleceu o seu esposo. Por informação familiar, sabemos que Quintiliana está sepultada no Cemitério de Fragosos, mas sem qualquer identificação. Com seu esposo Francisco Ferreira da Silva, Quintiliana teve, ao que se sabe, os filhos Gabriela (1899-?); Francisca da Silva (1900-1981), que teve geração com Antônio Correia Santos; e Maria Ferreira da Silva (-1980), casada com … dos Santos.
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28. Saturnino Fragoso de Oliveira (1867-1923). Lavrador. Nasceu no final de 1867, provavelmente aos 29 de novembro (Dia de São Saturnino de Toulouse), tendo sido batizado em Rio Negro/PR aos quatro meses de idade no dia 31.03.1868, sendo padrinhos João Machado dos Santos e a avó Francisca Soares. Foi casado civilmente na casa de Pedro Gomes da Cruz, em Fragosos, aos 16.02.1892 com sua parente Joaquina Fragoso Cavalheiro. Casou-se religiosamente em Campo Alegre/SC apenas aos 22.01.1895. Faleceu na sua casa na localidade Fragosos aos 12.04.1923, antes de seu pai, sendo sepultado no cemitério do lugar, em local hoje não mais identificado.
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29. Joaquina Fragoso Cavalheiro (1869-1948). Doméstica. Foi batizada na Lapa/PR aos seis meses de idade no dia 19.04.1870, sendo padrinhos Jordão Napoleão Cavalheiro e Joaquina Soares Fragoso. Ao casar com Saturnino Fragoso de Oliveira, imagina-se que estivesse morando com os pais na região de Piên/PR. Com seu esposo, Joaquina teve os filhos Lina Maria Magdalena Cavalheiro (1896-?), casada com Eusébio Baptista Fragoso; Christina Virgilina Paulina Cavalheiro (1898-?), casada com José Paulino Baptista; Catharina Juliana Cavalheiro (1901-1933), casada com Francisco Simões da Maia; Maria Clara Cavalheiro (1903-1981), casada com Pedro Claudino Machado; Luiz Thomé Fragoso (1905-?), casado com Rozina Hannusch; e André José Fragoso (1908-?), casado com Sebastiana. Joaquina Fragoso Cavalheiro faleceu em Fragosos no dia 30.01.1948 e foi sepultada no cemitério local, em túmulo hoje não mais identificado.
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30. Johann Hannusch (1872-1945). Lavrador. Nasceu na aldeia de Raudnitz(?), na Boêmia, por volta de 1872. Imigrou com os pais e irmãos, vindos de Osseg, a bordo do Navio Rio, que partiu do porto de Hamburgo aos 20.03.1877 e chegou ao porto de São Francisco do Sul às 10h do dia 22.04.1877. Johann e sua família passaram a morar na Estrada dos Banhados, em São Bento do Sul. Casou-se religiosamente em São Bento do Sul aos 21.12.1895 e civilmente aos 26.12.1895 com Barbara Mühlbauer, que havia imigrado ao Brasil pelo mesmo navio. Faleceu na sua casa em Fragosos, já na condição de viúvo, no dia 22.10.1945, sendo sepultado no Cemitério de Fragosos, em local não mais identificável.
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31. Barbara Mühlbauer (1872-1943). Lavradora. Nascida em Kleinagn, na Bavária, aos 29.09.1872, e batizada em Eschlkam, no mesmo lugar. Imigrou com os pais e irmãos, vindos de Schwarzenberg, a bordo do Navio Rio, que partiu do porto de Hamburgo aos 20.03.1877 e chegou ao porto de São Francisco do Sul às 10h do dia 22.04.1877. Foi o mesmo navio que trouxe o seu esposo Johann Hannusch ao Brasil. Passou a morar com a sua família na Estrada dos Banhados. Tiveram os filhos Francisco Hannusch (1896-?); João Hannusch (1898-1983); Catharina Hannusch (1900-1982), casada com Antônio Cordeiro da Rocha; André Hannusch, casado com Sebastiana; Carlos Hannusch; José Hannusch (1905-1910); Rozina Hannusch, casada com Luiz Thomé Fragoso; Frida Hannusch; Luiz Hannusch (1914-?), casado com Heluína da Silva. Faleceu no dia 02.07.1943, sendo sepultada no Cemitério de Fragosos, em túmulo preservado até nossos dias.
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6ª GERAÇÃO
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32. Franz Fendrich. Último nome da família Fendrich que se tem conhecimento, e sobre o qual não se tem outras informações. Não sabemos se acompanhou o filho Friedrich Fendrich quando este se mudou para Viena, em época incerta. O registro de batismo de um neto de Franz, já em solo brasileiro, afirma, no entanto, que os pais de Friedrich eram falecidos na Boêmia, o que sugere que tenham permanecido na região, sem acompanhar o filho. Não temos certeza, no entanto, sobre o lugar a que se refere Lomnitz, a aldeia de Friedrich, pois existem duas com esse nome na atual República Tcheca. Uma é chamada Lomnice nad Lužnicí, perto da antiga Hosin (hoje Hluboka nad Vitavou), nome que em muito se assemelha a “Hochin”, usado por Friedrich Fendrich como referência no momento de se referir a sua aldeia. Apesar dessa pista, um pesquisador tcheco informou que não há nem houve famílias Fendrich nessa região. A outra aldeia Lomnitz da Boêmia é atualmente conhecida como Lomnice nad Popelkou, no norte da Boêmia, lugar em que ainda hoje conta com um família “Fendrych”. Mas como não parece existir nenhum lugar nas proximidades que lembre “Hochin”, a dúvida permanece.
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33. Maria Magdalena Trñka. Também não temos mais informações sobre Maria Magdalena Trñka, embora possamos especular, a julgar pelo sobrenome, que tenha origem tcheca. Com seu esposo Franz Fendrich, teve, ao que se sabe, o filho Friedrich Fendrich (1843-1906), que imigrou ao Brasil e foi casado com Catharina Zipperer.
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34. Anton Zipperer (1813-1891). Carpinteiro, um dos 70 imigrantes pioneiros na colonização de São Bento do Sul. Nascido em Flecken #34 no dia 12.01.1813. Era conhecido pela alcunha de “Witentone”, designando o Antônio filho da viúva. Cresceu sem saber ler e escrever. Aos 18 anos, aprendeu o ofício de marceneiro em Neuern. Em seguida foi convocado para servir o exército na base militar de Kauth. Alegando que precisava cuidar da mãe viúva, conseguiu escapar do alistamento, mas logo “batedores militares” foram procurá-lo. Sabendo disso, Anton decidiu ir por conta própria até Kauth e se oferecer para o serviço militar, julgando que, dessa maneira, poderia conseguir mais benefícios. Ingressando no Exército, Anton ficou muito tempo sem voltar pra casa. Suas atividades como soldado o levaram até Klosterneuburg, na Áustria, onde aprendeu a nadar e conduzir botes. Também esteve em Viena e Verona, onde permaneceu por dez anos. Nessas cidades, os soldados também precisavam atuar como carpinteiros e pedreiros. Durante esse período, Anton não pôde se comunicar com a mãe. No domingo de Páscoa de 1843, Anton finalmente deixou Verona e, no dia de Pentecostes, chegou à sua aldeia natal. Não muito tempo depois, Anton Zipperer conheceu Elisabeth Mischeck, com quem passou a constituir família, oficializando o casamento aos 02.08.1847. Eles arrumaram emprego na fazenda de um camponês, morando em uma casa dentro da sua propriedade. Ambos deviam estar sempre à disposição para realizar os serviços da fazenda. Podiam criar apenas algumas galinhas e uma vaca, “dispondo ainda de um pedacinho de chão, para o plantio de verduras” (ZIPPERER, 1951, p. 09). O contrato com o patrão era renovado anualmente, no dia de São Jorge. Para cada dia de serviço, a família recebia seis Kreuzer, a moeda austro-húngara da época. Os dias de trabalho eram assinalados por um corte numa vara e somados no fim de cada trimestre. As possibilidades de crescimento eram bastante remotas, pois a região não dispunha mais de terras sem dono. Poucas crianças podiam frequentar as escolas, o que só faziam no inverno, quando a neve impedia que auxiliassem o trabalho nas lavouras. Assim, os Zipperer viviam “sem grandes esperanças de melhores dias, mas sempre com a idéia de procurar outras terras” (id). O desejo da família era de se mudar para a Austrália, país do qual tinham uma vaga ideia da localização. Mas ainda não havia aparecido uma oportunidade concreta para realizar uma imigração como essa.Em 1873, a oportunidade apareceu. E existem duas versões diferentes para essa história. Na primeira, Josef Zipperer (1951) conta que estava na cidade de Furth, onde trabalhava numa fábrica de cerveja, e recebeu um prospecto convidando os colonos a imigrarem para o Brasil. Levou-o para a sua aldeia e, como a oferta parecia muito boa, um grupo de colonos decidiu-se pela imigração. A obra de Josef Blau (1958), no entanto, afirma que Josef Zipperer havia contraído uma grave doença, e que para melhorar seria necessário uma total mudança de ares. Assim, um médico de Ruhmannfelden, na Bavária, aconselhou a mãe de Josef a entrar em uma determinada cervejaria, e lá o dono lhe entregou alguns papéis que convidavam para a imigração. Elisabeth teria sido, segundo essa versão, a responsável por divulgar os prospectos aos colonos. Os convites causaram bastante agitação na região. Várias famílias cogitaram a possibilidade de imigrar, animados pela descoberta de que, assim como a Áustria, o Brasil era governado por um imperador e professava a fé católica. Muitas desistiram por orientação de seus patrões, que não queriam perder a mão-de-obra. Anton Zipperer também teria hesitado, mas sua esposa Elisabeth se manteve decidida. Conscientes de que teriam anos trabalhosos pela frente, os colonos tinham esperança de que poderiam ser proprietários de suas próprias terras no Brasil. E assim, as famílias de Anton Zipperer e seu parente Georg Zipperer decidiram imigrar, tendo a companhia das famílias de Georg Stüber, Ignatz Rohrbacher e Anton Duffeck, todas da aldeia de Flecken. Os Zipperer venderam tudo o que tinham para conseguir custear as passagens (16 Gulden as terrestres e 30 Gulden as marítimas). Até o dia do embarque, a família abrigou-se na casa de seu parente Wolfgang Meier, em Vorderflecken. Antes de partir, os Zipperer assistiram a uma missa na Igreja em que os pais se casaram e os filhos foram batizados. “Muitos, principalmente as mulheres, choravam copiosamente ao se despedirem” (ZIPPERER, 1951, p. 11). A família embarcou em um trem na cidade de Furth e passou por Leipzig e Magdeburgo, até chegar a Hamburgo, na Alemanha, onde permaneceu por dois dias hospedados no Hotel Fürst, aguardando a data de embarque. Trazendo como bagagem apenas cobertores e ferramentas, a família Zipperer embarcou no navio Zanzibar no dia 20 de junho de 1873 (LISTA, 2009). A filha mais velha de Anton, Catharina, permaneceu na Europa, morando em Viena com seu esposo Friedrich Fendrich, mas também aderiu à imigração dois anos depois. Os filhos Josef, Anton, Franz, Therese, Andreas e Carl acompanharam os pais. A lista de passageiros aponta idades equivocadas para Anton Zipperer (47 anos, ao invés de 60) e Elisabeth Mischeck (40, ao invés de 50). O Zanzibar viajou com 148 passageiros, vindos de lugares diversos. A viagem foi tranquila, embora a pouca água potável tenha causado o surgimento de piolhos a bordo. No dia 06 de setembro 1873 o navio finalmente chegou ao porto de São Francisco do Sul. Em seguida, os imigrantes embarcaram em lanchas e se dirigiram à Joinville, onde foram hospedados pela Direção da Colônia. Dois dias depois da chegada, os homens da família arrumaram serviço na construção da Estrada Dona Francisca, que os levaria até a futura Colônia de São Bento. Era uma forma de a família conseguir dinheiro para comprar mantimentos. Antes que o pagamento saísse, Elisabeth Mischeck teve que convencer um vendedor a ceder mantimentos, com a promessa de que seriam pagos em tempo oportuno. Como argumento, levou os seus filhos e mostrou ao vendedor que tinham braços fortes e eram saudáveis, e que em pouco tempo conseguiriam saldar a dívida. Diante disso, o vendedor concordou e cedeu carne seca, feijão, farinha de mandioca, caçarolas e outros mantimentos que foram levados para o local de trabalho da família. A dívida foi paga assim que receberam o dinheiro. Na época, os Zipperer ainda moravam em Joinville, num dos ranchos de imigração, que formavam longa fila, construídos de palmitos e com o mesmo tamanho e subdivisão interna. Esses ranchos abrigavam cerca de 1700 pessoas sob condições nada confortáveis. Cada família tinha direito a um pequeno cubículo de 3×3 metros, com piso de barro batido, no qual havia dois beliches (FICKER, 1973). Anton Zipperer logo fez parte do grupo escolhido pela Direção da Colônia para subir a Serra Dona Francisca e, com outros imigrantes excedentes de Joinville, iniciar uma nova colonização. 70 homens partiram com esse objetivo em 20 de setembro de 1873 e, depois de dois dias de caminhada, alcançaram o local escolhido e lá pernoitaram. No dia 23, os imigrantes começaram a receber seus lotes de terra – e essa data passou a assinalar o aniversário de São Bento do Sul. Anton Zipperer e seus filhos Josef e Anton receberam lotes no lado sul da mesma estrada. Cada lote contava com cerca de 30 hectares. Em seguida, os colonos começaram a fazer pequenas roças, visando construir uma choupana e iniciar uma plantação. Em 20 de outubro os mantimentos se esgotaram e os imigrantes retornaram à Joinville, reencontrando os seus familiares. Os homens da família Zipperer ainda trabalharam por três semanas nas obras da Estrada Dona Francisca, ganhando 1$200 por dia, para só então dar início à subida definitiva rumo a São Bento. E “dessa vez a subida tornou-se muito mais penosa; havia muito mais gente, com as mulheres e crianças, estas transportadas dentro de cestos, nas cangalhas dos burros da tropa” (ZIPPERER, 1951, p. 16). Ao chegar em seus lotes, os imigrantes logo trataram de queimar as roças e começar as primeiras plantações de milho e feijão, além de aumentar a construção das primeiras choupanas. Nesse início de vida da família em São Bento, os Zipperer ficaram morando no rancho da imigração da colônia, localizado na atual Praça Getúlio Vargas. Em meados de 1874 foram feitas as primeiras semeaduras de centeio. Mantimentos como farinha de mandioca, carne seca, arroz e feijão, passaram a ser adquiridos em uma casa comercial criada em São Bento – e quando não encontravam lá, os imigrantes conseguiam com seus vizinhos brasileiros. As compras eram feitas a prazo, já que o dinheiro da construção de estradas normalmente chegava atrasado. Foi também dos brasileiros que a família Zipperer comprou os seus primeiros animais domésticos – porcos, galinhas e patos. Embora a comida fosse simples, ninguém chegava a passar fome. Com a primeira colheita de centeio, os Zipperer montaram moinhos naturais, moeram o grão e obtiveram a farinha. Grande foi a alegria de todos quando, enfim, puderam saborear o primeiro pão brasileiro, assado em um primitivo forno feito de barro. A Colônia de São Bento progredia, enquanto os Zipperer faziam boas colheitas e conseguiam uma tranquilidade econômica. Puderam, assim, construir uma casa firme, “de pranchas serradas, que nos resguardava das intempéries e não faltavam sequer as galinhas, nem os porcos no seu chiqueiro” (ZIPPERER, 1951, p. 47). Anton Zipperer e sua esposa Elisabeth imigraram já em avançada idade, mas puderam acompanhar o início do desenvolvimento de São Bento. As carências existentes quando imigraram foram, aos poucos, sendo supridas – ainda que de forma improvisada. Anton Zipperer faleceu já em estado de viúvo no dia 20.12.1891, conforme o registro religioso, e 22.12.1891, conforme o registro civil, sendo sepultado no Cemitério Católico da época, que ficava na atual Praça do Centenário, em São Bento do Sul.
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35. Elisabeth Mischeck (1822-1888). Nasceu por volta de 1822 na aldeia de Gunderwitz, na Boêmia. Conhecida como “Frau Liesl”. Tida como mãe minha zelosa, e mulher sempre bem disposta e corajosa. Assim nos pinta o livro de Josef Blau “Bayern in Brazilien”, que aponta ter sido ela a trazer aos rústicos colonos de Flecken alguns bilhetes de propaganda da imigração para o Brasil. Parece que ela se manteve resoluta na idéia de imigrar, enquanto que a outros ainda pairavam dúvidas, inclusive ao seu esposo Anton Zipperer. O livro também mostra a dedicação que ela teve com o filho Josef Zipperer, quando esse contraiu grave doença. O próprio Josef Zipperer, em “São Bento no Passado”, nos conta como Elisabeth Mischeck teve que se virar para conseguir mantimentos para os Zipperer tão logo a família chegou ao Brasil. Ela procurou um vendedor que costumava vender fiado aos recém-chegados imigrantes, mas que não estava mais disposto, já que muitos dos imigrantes não retornaram para saldar a dívida. Esse comerciante se chamava Henrique Jordan. E mesmo com as palavras de Elisabeth, não quis ceder. Frau Liesl então retornou e buscou seus filhos Josef, Franz e Anton Zipperer, para levá-los até Jordan e mostrar que a família tinha homens de mãos fortes que com alguns dias de trabalho poderiam facilmente conseguir o dinheiro da dívida. Vendo a disposião de Elisabeth Mischeck, Henrique Jordan acabou se convencendo, e de fato cedeu os mantimentos necessários aos sustento dos Zipperer naqueles primeiros dias (carne seca, feijão, farinha de mandioca, tachos e caçarolas). Os homens estavam trabalhando na construção da Estrada Dona Francisca, e em algum tempo puderam voltar e saldar a dívida. Elisabeth teve com seu esposo Anton os seguintes filhos, todos imigrantes: Katharina Zipperer (1845-1905), casada com Friedrich Fendrich; Josef Zipperer (1847-1934), casado com Anna Maria Pscheidt; Anton Zipperer (1855-1920), casado com Agnes Breszinski; Franz Zipperer (1857-1874), solteiro; Therese Zipperer (1859-1920), casada com Josef Linzmeyer; Andreas Zipperer (1862-1907), casado com Barbara Hien; e Karl Zipperer (1865-1945), casado com Therese Brey. Elisabeth Mischeck faleceu em São Bento no dia 30.10.1888, aos 66 anos. Seu corpo foi sepultado antigo Cemitério Católico de São Bento, localizado na atual Praça do Centenário.
36. Franz Rössler (1815-1869)
37. Antonia Lang (1827-1913)
38. Bernard Preussler
39. Anna Jaeger
40. Johann Karl Giese (1828-)
41. Emilie Wegner (1828-)
42. Friedrich Labanz (1846-1925). Vigia noturno.
43. Wilhelmine Witt (1847-1924)
44. Peter Haden
45. Maria Beyerl
46. Josef Brandl (1837-1917)
47. Anna Weinfurter (1835-1890)
48. Francisco dos Santos
49. Anna Correia
52. Joaquim Francisco da Silva
53. Rosa Maria Ferreira
54. Ignácio Ribeiro Lamim
55. Maria Ribeiro de Siqueira
56. Generoso Fragoso de Oliveira (1845-1924)
57. Leopoldina Maria de Almeida (1850-)
58. Felippe Soares Fragoso (1846-)
59. Flora Lina Cavalheiro (1848-1881)
60. Wenzel Hannusch (1833-1896)
61. Anna Trojan (1830-1920)
62. Anton Mühlbauer (1833-1911)
63. Barbara Pfeffer
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7ª Geração
68. Jakob Zipperer
69. Therezia Bohman
70. Thomas Mischeck
71. Barbara Greil
72. Franz Rössler (1793-1855)
73. Klara Preissler (1790-1825)
74. Josef Lang
75. Barbara Wabrsich
76. Ferdinand Preussler
77. Anna Elisabeth Staffen
78. Augustin Jaeger
79. Anna Maria Ehrentraud
84. Friedrich Labanz
85. Louise Zollmenger
86. Michael Witt (-1873)
87. Eva Bormann (-1906)
92. Michael Brandl
93. Margareth Mundl
105. Maria José da Silva
106. Desidério Ferreira
107. Joaquina Rosa Ferraz
108. Antônio Ribeiro Lamim
109. Maria Fernandes
110. Manoel Antônio de Siqueira
111. Francisca Ribeiro da Costa
112. Ermenegildo Rodrigues de Oliveira (1823-1850)
113. Francisca Soares (1827-1911)
114. Joaquim Rodrigues de Almeida (1806-)
115. Maria Calisto (1814-)
116. Manoel Soares Fragoso (1805-)
117. Marciana Maria de Marafigo (1804-)
118. João Florido Cavalheiro
119. Eduvirgem de Pontes Maciel
122. Anton Trojan
123. Elisabeth Tausch
124. Mathias Mühlbauer
125. Klara
126. Georg Pfeffer
127. Anna Singer
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8ª Geração
138. Franz Bohmann
144. Joseph Rössler (1756-)
145. Anna Maria Lang (1762-)
146. Ignatz Augustin Preissler (1756-)
147. Barbara Ullrich (1757-)
148. Josef Lang
149. Barbara Hildebrand
150. Josef Wabrsich
151. Theresia Krause
152. Gottfried Preussler
153. Anna Maria Tischer
154. Anton Staffen
155. Maria Elisabeth Mitlehner
158. Gottlob Ehrentraud
159. Anna Rosina Wendler
174. Johann Daniel Bormann
175. Dorothea Fenske
212. Matheus Ferreira
213. Maria da Conceição
214. Joaquim Ferraz Lima
215. Umbelina Rosa do Prado
216. Manoel Lamim
217. Maria Ribeiro
219. Escolástica Fernandes
222. Francisco Ribeiro da Costa
223. Gertrudes Maria de Oliveira
226. Manoel Soares Fragoso
227. Marciana Maria de Marafigo
228. José Joaquim de Almeida
229. Maria do Rosário
230. Antônio Calisto de Camargo
231. Bernardina Maria
232. Theodoro Soares Fragoso (-1839)
233. Feliciana Rodrigues França
234. Pedro de Chaves de Marafigo
235. Águeda de Góes Ribeiro
252. Josef Pfeffer
253. Anna Maria Hastreiter
.
9ª Geração
288. Johann Adam Rössler
289. Anna Elisabetha
290. Elias Lang
291. Gertrud Hoffmann
292. David Preissler
302. Paul Krause
304. Johann Georg Preussler
305. Salomena Prediger
306. Johann Christoph Tischer
307. Regina Rössler
308. J. Karl Staffen
309. Elisabeth Simm
310. Josef Mitlehner
311. Appolonia Hujer
424. Sebastião Ferreira
425. Delfina Bernarda
426. Antônio José Pereira
427. Claudiana Maria de Almeida
445. Paula da Costa
446. Gonçalo Francisco Vellozo
447. Francisca de Paula
452. Theodoro Soares Fragoso
453. Feliciana Rodrigues França
454. Pedro de Chaves de Marafigo
455. Águeda de Góes Ribeiro
456. Miguel Nunes Bicudo
457. Maria da Anunciação
458. José Rodrigues de Quevedo
459. Josefa Leite de Moraes
462. Joaquim Francisco Filgueira
463. Gertrudes Maria Albuquerque
464. Domingos Soares Fragoso
465. Maria Dias Camacho
466. Manoel Fernandes França
467. Maria de Chaves de Almeida
468. Sebastian di Barafigo
469. Julianna de Chaves de Siqueira
470. Plácido de Góes Ribeiro
471. Quitéria Dias Cortes
504. Josef Pfeffer
505. Anna Maria Laurer
.
10ª Geração
580. Georg Lang
582. Gottfried Hoffmann
583. Anna Justina
608. Christoph Preussler
609. Susanna Linke
610. Elias Prediger
611. Rosina Feix
612. Johann Tischer
613. Susanna Hütmann
614. Christoph Rössler
615. Maria Heidrich
616. Johann Georg Staffen
617. Salomena Posselt
618. Elias Simm
619. Maria Endler
620. J. Christoph Mitlehner
621. Barbara Schicketanz
622. Gottfried Hujer
623. Anna Maria Feix
852. Luís Pereira
853. Rosa Correa
854. Antônio Pereira de Almeida
855. Maria de Chaves Silva
892. Manoel Francisco Vellozo
893. Isidora Rodrigues Gonçalves
895. Francisca de Oliveira Buena
904. Domingos Soares Fragoso
905. Maria Dias Camacho
906. Manoel Fernandes França
907. Maria de Chaves de Almeida
908. Sebastian di Barafigo
909. Julianna de Chaves de Siqueira
910. Plácido de Góes Ribeiro
911. Quitéria Dias Cortes
912. Antônio Nunes Bicudo
913. Vicência Bicudo
914. Pedro Valente Ribeiro
915. Josepha de Almeida Albernaz
924. João Filgueira da Silva
925. Josefa Maria da Assunção
926. Paulo Moreira de Albuquerque
927. Antônia Rodrigues do Prado
928. João Soares Fragoso
929. Páscoa das Neves
930. Francisco Dias Camacho
932. Agostinho Fernandes França
933. Anna Maria Esteves
934. Paulo de Chaves de Siqueira
935. Joana Cardoso Esteves
936. Giuseppe di Barafigo
937. Maria di Gésu
938. Francisco de Anhaya de Almeida
939. Maria Martins de Ramos
940. Francisco Cubas Ribeiro
941. Maria Magdalena de Assunção
942. João Dias Cortes
943. Izabel Domingues
1008. Peter Pfeffer
1009. Margareth Hauser