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“Estas foram as mulheres valentes dos imigrantes; mães extremosas dos filhos e companheiras dedicadas, laboriosas e incansáveis dos maridos, procurando proporcionar, a estes e aqueles, todo o conforto de um lar. Quem lhes levantará um dia, em pedra ou bronze, um monumento, que as eternize? Quem as lembrará, um dia, em páginas de dor, de trabalho e de dedicação? Quem lhes cantará o hino sublime da mãe e mulher abnegada, criando a família na solidão da mata hostil, compartilhando de todas as dificuldades, de todas as vicissitudes e de todas as restrições que se impunham?”. (Josef Zipperer)

As listas de imigrantes normalmente são feitas a partir dos homens, mas há casos como o da família Zipperer em que a imigração só ocorreu por força e determinação da esposa.

Abaixo, são citadas esposas dos pioneiros de São Bento, que receberam seus primeiros lotes no dia 23 de setembro de 1873. Alguns dos 70 pioneiros eram solteiros e outros não tiveram o seu estado civil identificado. Nem todas ficaram em São Bento. Em parênteses, o sobrenome do marido.

Albertine Katharina Gresens (Selke)
Amalia Fregin (Marschalk)
Anna (Brokopf)
Anna Bronk (Lilla)
Anna Kretschmer (Kaulfersch)
Anna Seidel (Rohrbacher)
Auguste Gotze (Gutmann)
Auguste Woit (Natzke)
Barbara Sadowska (Leyk)
Catharina Czaja (Fryca)
Cecília Pscheidt (Zipperer)
Elisabetha Mischek (Zipperer)
Ernestine Marie Benke (Schröder)
Eva Bormann (Witt)
Francisca Czaja (Pilat)
Francisca Faralich (Czapiewsky)
Friederike (Grimm)
Friederike Röpke (Hackbarth)
Henriette Bohmke (Ziemann)
Henriette Christine Louise Röpke (Schneider)
Henriette (Marre)
Henriette Wilhelmine Kornitz (Neubauer)
Henriette Ziemann (Mielke)
Johanna (Ruske)
Johanna (Sill)
Johanna Molkentin (Becker)
Josephina Schmidt (Breszinski)
Josephina Tuszkowska (Hinz)
Justina (Jazdewski)
Karolina Eichendorf (Leffke)
Karolina Engler (Gatz)
Karoline Florentine Ruske (Neumann)
Karoline Wothke (Ledebour)
Kascha (Hereck/Chereck)
Luisa (Bertha) Kassulke (Redel)
Magdalena Kosznik (Jelinski)
Maria Hawrisowska (Furmankiewciz)
Maria Kliszweska (Waldmann)
Mariana Dziedzic (Harz)
Mariana Gasior (Wegrzyn)
Mariana Gronowska (Faralich)
Mariana Niemeczuk/Niemcik (Konkol)
Mariana Sobotzka (Dolla)
Maria Anna Gawlock (Dziedzic)
Pauline (Meyer)
Pauline (Schielein)
Rosalia (Küchler)
Sophie (Glade)
Sophie Kapuan (Fuhrmann)
Theodora aus dem Bruch (Hümmelgen)
Theresia Eichendorf (König)
Theresia Grubenbauer (Duffeck)
Theresia Mayer (Stüber)
Wanda Furmankiewicz (Marszalec)
Wilhelmine (Schröder)
Wilhelmine Pollack (Richter)
Wilhelmine Mielke (Engler)

Durante a década de 1930, quando floresceu o movimento integralista, tentou-se adequar o mito do Papai Noel às tradições brasileiras. Para ocupar o lugar do “bom velhinho”, foi criado o “Vovô Índio”, que faria basicamente a mesma coisa, ou seja, entregaria presentes às crianças, mas estaria muito mais próximo da realidade brasileira do que aquele sujeito da Lapônia.

Em verdade, foi promovida uma grande “campanha difamatória” contra o Papai Noel, do qual o fragmento abaixo, publicado à imprensa da época, ilustra bem:

O fato de, ainda hoje, todos continuarmos falando no Papai Noel é uma prova de que a ideia de um Vovô Índio não foi para frente. Há relatos que ressaltam o pouco sucesso do novo personagem entre a criançada, como a debandada geral de crianças assustadas após o Vovô Índio chegar a um estádio.

Em São Bento, onde o integralismo fez sucesso a ponto de eleger um prefeito, Ernesto Venera dos Santos, também tentou-se “emplacar”, sem sucesso, o Vovô Índio. Ernesto era o diretor do jornal “O aço” e, além disso, o dono da célebre “Livraria Santos”, no centro da cidade, comércio que passou à sua filha Diva e que ainda hoje evoca muitas lembranças nos são-bentenses.

Unindo as suas crenças integralistas ao jornal e ao comércio, Ernesto Venera dos Santos publicou no dia 01.12.1936 a seguinte propaganda, repassada por seu neto Roberto Carlos de Assis:

Trata-se, logo se vê, de um anúncio curiosíssimo, no qual se nota a vastidão de produtos vendidos na “livraria” de Ernesto Venera dos Santos, ao mesmo tempo em que se pode ter uma melhor ideia do tipo de divertimentos que as crianças são-bentenses da década de 1930 tinham acesso. O tal do Vovô Índio parecia um tanto beligerante, pois, logo no começo da listagem de produtos, são oferecidas coisas como espadas, canhões, metralhadoras, pistolas, espingardas, revólveres…

Talvez não fosse à toa que as crianças tinham medo do Vovô Índio.

A foto abaixo faz parte do acervo do Museu Thiago de Castro, em Lages/SC. Até então, não se tinha notícia de grupos organizados favoráveis ao nazismo em São Bento do Sul. Como na maior parte das colônias germânicas de Santa Catarina, floresceu mais o integralismo, a ponto de São Bento eleger um prefeito integralista, na figura de Ernesto Venera dos Santos. O surgimento de um grupo nazista parece ser consequência da passagem da poetisa alemã Maria Kahle por São Bento, em 1934 (ou seja, no ano anterior à foto). Maria Kahle, que já havia estado em São Bento na década de 1910, voltou ao país após a ascensão de Hitler para fazer propaganda do regime nas colônias de origem germânica.

Não se conhece até o momento a identidade dos personagens que aparecem na foto e nem outras circunstâncias relacionadas a esse grupo. Entretanto, é possível que em breve tenhamos mais novidades, pois consta que existe no museu uma pasta com descrições dessas fotos. O colega Gustavo Grein, que foi quem passou a informação sobre essa foto, estará lá pessoalmente e irá verificar se existem mais informações sobre a foto desse grupo são-bentense.

O carimbo que se observa na foto é do DOPS. O historiador Wilson de Oliveira Neto sugere que essa foto possa ser parte do material apreendido pelo coronel Lara Ribas durante o desmonte do NSDAP (o Partido Nazista) em Santa Catarina, cujo relatório foi publicado sob o título “O punhal nazista no coração do Brasil”.

Veremos se é possível descobrir mais alguma coisa sobre o tema.

A lista a seguir registra os primeiros nomes que foram confirmados na Igreja Luterana de São Bento, em 1889. Houve três confirmações em abril e muitas outras em junho daquele ano, sempre realizadas pelo pastor Wilhelm Quast, o primeiro pastor de São Bento. A maior parte dos nomes imigrou criança ao Brasil. Alguns deles estão entre as primeiras pessoas nascidas em São Bento. E há ainda alguns que nasceram em Joinville e depois se mudaram.

Se você é descendente de alguma das famílias citadas, entre em contato, pois estamos trabalhando em uma “Genealogia Luterana de São Bento do Sul”, na qual será desenvolvida a árvore genealógica das famílias luteranas mais antigas da cidade, chegando até os dias de hoje.

14/04/1889

SCHADE, Gustav, filho de August Schade e Emilie Dümke
GÄNZERT, Friedrich Willhelm, filho de Friedrich Gänzert e Luise Haayen
UHLIG, Klara Emilie Martha, filha de Karl Rudolf Uhlig e Christiane Emilie Erhard

09/06/1889

Homens
BAUM, Friedrich Wilhelm, filho de Karl Ferdinand Baum e Karoline Henriette Klenner
BAUM, Julius Oskar, filho de Karl Ferdinand Baum e Karoline Henriette Klenner
BECKER, Friedrich August Hermann, filho de Karl Becker e Johanna Molkentin
BRAND, Julius Oswald, filho de Ferdinand Brand e Emma Rutke
BRAND, Paul Richard, filho de Ferdinand Brand e Emma Rutke
BRAND, Paul Gustav, filho de Ferdinand Brand e Emma Rutke
ECHTERHOFF, Friedrich August, filho de Hermann Echterhoff e Anna Wemhöner
FRANZ, Karl Berthold Wilhelm, filho de Heinrich Franz e Albertine Kämpfert
HANNEMANN, Otto Karl Christian Ludwig, filho de Ernst Robert Otto Hannemann e Christine Joachine Johanna Schwitzki
HENNING, Louis Friedrich Wilhelm, filho de Karl Friedrich Wilhelm Henning e Ernestine Wilhelmine Krüger
HENNING, Hermann Friedrich August, filho de Gustav Henning e Emilie Henning
KASSULKE, August Karl Johann, filho de Hermann Kassulke e Wilhelmine Röpke
KÖTZLER, Paul Hermann, filho de August Kötzler e Ernestine Geister
KÖHLER, Albin Otto, filho de Daniel Köhler
KÖNE, Franz Wilhelm Karl, filho de Johann Friedrich Wilhelm Köne e Friederike Wilhelmine Sophie Dorothea Lahassvy.
MICHLER, Karl Heinrich Bernhard, filho de Karl August Michler e Anna Christiane Kardauke
MÜLLER, Wilhelm, filho de Wilhelm Müller
MÜLLER, Wilhelm Hermann Christian Müller, filho de Albert Müller e Wilhelmine Giese
NEUBAUER, Heinrich Ludwig, filho de Jakob Neubauer e Henriette Kornitz
PAUL, Michael Ernst Valentin, filho de Ludwig Paul e Henriette Gehrke
REICHWALD, Franz Wilhelm Hermann, filho de Franz Reichwald e Wilhelmine Ratke
REUSING, Peter Wilhelm Otto, filho de Heinrich Reusing e Klara Klaumann
RUDNICK, Ludwig, filho de Wilhelm Rudnick e Ernestine Beier
RUDNICK, Leopold Ernst, filho de Wilhelm Rudnick e Ernestine Beier
SELKE, Franz Friedrich, filho de Ludwig Selke e Albertine Gresenz
SCHELLIN, August Hermann, filho de August Hermann Gottlieb Schellin e Wilhelmine Auguste Emilie Brehmer
SCHRÖDER, August Friedrich Wilhelm, filho de Johann Friedrich Wilhelm Schröder e Friederike Charlotte Luise Schröder
SCHRÖDER, Rudolf Heinrich, filho de August Schröder e Ernestine Pentke
SILL, Karl, filho de Theodor Sill
THOMSEN, Friedrich Wilhelm August Emil, filho de Georg Adolf Thomsen e Rosalie Tobias
UHLIG, Karl Richard Eugen, filho de Karl Rudolf Uhlig e Christiane Emilie Erhard
WORREL, Emil, filho de Ferdinand Worrel e Amalia Buder
WORREL, Robert, filho de Ferdinand Worrel e Amalia Buder
ZIEMANN, Johann, filho de Johann Ziemann.

Mulheres 
HACKBARTH, Maria Luise, filha de Friedrich Hackbarth e Friederike Röpke
HACKBARTH, Martha Luise, filha de Friedrich Hackbarth e Friederike Röpke
HEINERICI, Juliane Marie Dorothea Luise, filha de Ferdinand Eduard Gustav Heinerici e Marie Juliane Müller
HILLE, Hedwig, filha de Hermann Hille e Emilie Gayer
KÖTZLER, Emma Pauline, filha de August Kötzler e Ernestine Geister
KLAUMANN, Karoline Amalia Anna, filha de Rudolf Klaumann e Emilie Dörner
KÖHLER, Agnes Clara, filha de Daniel Köhler
KÜRTEN, Elise Emilie, filha de August Kürten e Ulrike Ehlke
LABENZ, Ida Bertha, filha de Friedrich Labenz e Wilhelmine Witt
MARSCHALL, Augusta Emilie, filha de Heinrich Marschall e Amalia Fregin
METZE, Klara Maria Luise, filha de Karl Friedrich Metze e Luise Wilhelmine Förster
NATZKE, Johanna, filha de August Natzke
NEUMANN, Auguste Wilhelmine Emilie, filha de Ludwig Wilhelm Neumann e Karoline Ruske
PANNEITZ, Maria Johanna, filha de Karl Panneitz e Johanna Voss
RICHTER, Alma Hedwig, filha de Friedrich Moritz Richter e Amalie Auguste Born
RICHTER, Anna, filha de August Richter
RADOLL, Emilie Berta Auguste, filha de Wilhelm Radoll e Friederike Ulrike Läske
REETZ (PRÜSS), Adele Christine Wilhelmine, filha de Lisette Christine Henriette Reetz
SCHNEIDER, Mathilde, filha de August Schneider
SCHRÖDER, Auguste Wilhelmine Friederike, filha de Wilhelm Schröder e Friederike Butzke
SCHÜTTLER, Emma Selma Wilhelmine, sem pais mencionados
TSCHÖKE, Ida Luise, filha de Josef Tschöke e Luise Scholz

São poucos os registros de crianças “expostas” (abandonadas) nos primórdios de São Bento do Sul, mas eles existem. No período do Brasil colonial, o fenômeno da exposição foi extremamente comum, chegando a alcançar em Curitiba a impressionante marca de 10% dos batizados.

Os motivos para o abandono geralmente eram financeiros ou morais. Escolhia-se deixar a criança à porta de uma casa que não era necessariamente a mais rica, mas sim onde se acreditava que a criança seria bem tratada. Havia muitos acertos entre as partes também, nem sempre era “abandono” propriamente.

Havia motivos também para que uma família aceitasse receber uma criança exposta, que podiam ir desde o simples desprendimento cristão até o desejo de suprir a perda recente de outro filho, além de ser uma pessoa a mais para ajudar na lavoura.

Eu descendo de pelo menos cinco crianças expostas, o que representa, quase sempre, o fim da genealogia, pela total impossibilidade de descobrir os pais. Um desses casos é o do pai do Generoso Fragoso de Oliveira, um dos pioneiros de Fragosos.

Diz o registro dessa criança de 1883, feito pelo padre Carlos Boegershausen:

“…batizei solenemente ao Germano, filho exposto do sexo masculino, que a dez de setembro do mesmo ano foi achado num potreiro de Antônio Ribeiro dos Santos, morador de Avenquinha de Santo Antônio deste distrito, pela mulher dele, Maria dos Santos, embrulhado nuns trapinhos sem indício algum, parecendo de dois dias de idade. Foram padrinhos os ditos Antônio Ribeiro dos Santos e sua mulher Maria dos Santos, que adotarão o dito Germano por seu filho”.

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Gründungstag, o “dia da fundação” comemorado em 1923.

22/09/1923 (sábado)
Às 11h e 15h, recepção dos hóspedes.
Das 16h às 18h, retreta da banda militar no Jardim Municipal.
Às 18h, queima de fogos de artifício, repicando todos os sinos.
Às 20h30, concerto da orquestra “Hammonia” no Salão Hoffmann e concerto da banda militar no Salão Independência.

23/09/1923 (domingo)
Às 6h, alvorada pela banda militar com salvas e foguetes.
Às 9h30, missa campal.
Às 11h, sessão solene do Conselho Municipal, seguindo-se a inauguração da pedra comemorativa e abertura da exposição.
Das 15h30 às 20h, retreta da banda militar no Jardim Municipal.
Às 18h, fogos de artifício.
Às 20h, “marche aux flambeaux” (obs: marcha noturna com archotes acesos) e iluminação geral. Bailes nos salões Hoffmann e Independência.

24/09/1923 (segunda-feira)
Às 14h, jogos esportivos, tiro ao alvo e retreta da banda militar.
Às 15h, extração da tômbola (obs: jogo de azar semelhante ao bingo europeu).
À noite, baile público no Salão Independência e “Baile do Bouquet” no Salão Hoffmann.

(fonte: A República, 22/09/1923)

A colonização de São Bento do Sul se deu, majoritariamente, por imigrantes de origem germânica e polonesa, aos quais se somou um significativo contingente de paranaenses que já viviam na região. O elemento germânico vinha de diferentes estados na Europa, sendo que alguns deles não pertencem atualmente à Alemanha. A maior parte dos imigrantes católicos vinha da Boêmia, que na época pertencia ao Império Austro-húngaro. Esses imigrantes eram considerados austríacos e, pouco antes de imigrar, haviam inclusive lutado contra a Prússia, que corresponde em parte à Alemanha de hoje. Ou seja, apesar de cultivarem certos traços culturais em comum, havia até mesmo uma rivalidade entre grupos germânicos distintos.

Os boêmios habitavam o seu território há vários séculos. Os da floresta boêmia chegaram até lá vindos da Baviera, e os do norte vindos da Saxônia, ambos estados alemães. Ao se mudarem para a Boêmia, mantiveram muitos costumes, mas também receberam outras influências, como a dos tchecos. Famílias boêmias como os Fendrich e os Zipperer possuem não apenas germânicos entre os seus antepassados, mas também tchecos. É, de fato, à República Tcheca que a Boêmia pertence em nossos dias, e somente a cidadania tcheca – não a alemã e nem a austríaca – é que, com dificuldades, pode ser pleiteada pelos descendentes dessas famílias.

Se os boêmios predominavam entre os imigrantes católicos de São Bento, os pomeranos eram quem dominava entre os luteranos. À época da imigração, a Pomerânia fazia parte da Prússia. Em consequência da Segunda Guerra Mundial, a maior parte do seu território foi anexada à Polônia. É, de fato, do lado hoje polonês da Pomerânia que provinham as famílias pomeranas de São Bento. É um caso parecido com o dos boêmios, pois, além de não possuírem mais um Estado, os germânicos da Pomerânia também se misturaram geneticamente aos eslavos, e não são exatamente o que se poderia chamar de “alemães” – apesar da fama de Pomerode.

Houve também muitos imigrantes da Silésia, dividida atualmente entre a República Tcheca e a Polônia, com apenas uma pequena parte na Alemanha. Mas também houve os que vieram de territórios que, em nossos dias, pertencem à Alemanha, como a Baviera, a Saxônia, a Vestfália, a Renânia, a Turíngia, Brandenburgo, Mecklenburgo e Hamburgo. Esses eram, no entanto, minoria entre os imigrantes da cidade. Também em menor número veio gente da Alsácia, hoje na França, do Tirol, dividido entre Áustria e a Itália, e mesmo da Dinamarca. Todos esses podem ser vistos hoje simplesmente como “alemães” por seus descendentes, mas uma pesquisa mais aprofundada dos antepassados pode revelar uma origem um pouco diversa.

Talvez seja a atual Alemanha o lugar que melhor incorpora certo tipo de cultura, típica de cidades como São Bento, mas em grande parte dos casos a correspondência não se dá do ponto de vista geográfico, pois os imigrantes vieram de territórios hoje pertencentes a outros países da Europa. Não se trata de mera “sutileza” da história, pois o conhecimento dessas especificidades pode revelar aquilo que temos de original. Pouca gente sabe, por exemplo, que São Bento é a cidade brasileira que mais recebeu imigrantes da Boêmia. Particularidades como essa se perdem quando se fala genericamente em “alemães”.  Por isso, vale o resgate.