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Em São Bento do Sul, ocorreram eleições municipais em 1982, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008 e 2012.  Apenas em 1982, com Genésio Tureck, e em 2008, com Magno Bollmann, um candidato a prefeito conseguiu mais de 50% dos votos válidos (Magno foi, inclusive, o prefeito eleito com maior porcentagem, ultrapassando dois terços do eleitorado).

A eleição mais equilibrada foi a de 1996, com Sílvio Dreveck vencendo Lourenço Schreiner por uma diferença de 1,6%. A eleição passada foi a segunda mais equilibrada, com Fernando Tureck vencendo Magno Bollmann por uma diferença de 2,8%.

Historicamente, o comando de São Bento tem se dividido entre PMDB e o atual PP (antigo PDS e PPB). Uma terceira via nunca teve, até hoje, percentual que afetasse os principais partidos da cidade.  Os melhores resultados foram com Silvio Antonio Pscheidt, em 1988, e Tadeu do Nascimento, em 2004, mas nem por isso as terceiras vias deixaram de ficar em terceiro lugar.

A porcentagem aproximada dos votos válidos em cada eleição foi a seguinte:

1982
Genésio Tureck (PMDB): 55,3%
Alberto Kobs (PDS1): 37,7%
Edson Fontana (PDS2): 6,7%
Oswaldo Foitt (PTB): 0,4%
1988
Lourenço Schreiner (PMDB): 47,1%
Rolf Buddemeyer (PDS): 34,9%
Sílvio Antônio Pscheidt (PDC): 18%
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1992
Frank Bollmann (PDS): 48,4%
Paulo Roberto Knop (PMDB): 40%
Jucilei Leonel Paulino (PT): 7,5%
João de Lima (PRN): 3,4%
Mauro Laudemir Oribka (PSDB): 0,8%
.

1996
Sílvio Dreveck (PPB): 49,5%
Lourenço Schreiner (PMDB): 47,9%
Luiz Carlos Pedrozo (PT): 2,7%

2000
Sílvio Dreveck (PPB): 49,6%
Lourenço Schreiner (PMDB): 46,3%
Luiz Carlos Pedrozo (PT): 4,1%

2004
Fernando Mallon (PMDB): 41,5%
Jonny Zulauf (PP): 33,2%
Tadeu do Nascimento (PT): 25,2%

2008
Magno Bollmann (PP): 67,7%
Fernando Mallon (PMDB): 29,4%
Angelo Vilmar Celeski (PR): 2,4%
Rogério Fossati Pinto (PSOL): 0,6%

2012
Fernando Tureck (PMDB): 47,4%
Magno Bollmann (PP): 44,5%
Flávio Schuhmacher (PSD): 7,8%
Rogério Fossati Pinto (PSOL): 0,3%

A terceira via nas eleições

1982: 6,7%
1988: 18%
1992: 7,5%
1996: 2,7%
2000: 4,1%
2004: 25,2%
2008: 2,4%
2012: 7,8%

Em relação aos votos brancos, o que se percebeu foi um número bastante elevado nas eleições de 1988 e 1992,  e que seria reduzido drasticamente nos pleitos seguintes, estabilizando-se entre 1 e 2% dos votos. Os votos nulos tiveram seu maior número em 1992 e 1996, ano em que passou a ser maior que o número de brancos – situação que tem se mantido. Nas últimas quatro eleições, o percentual de voto nulos tem se mantido entre 2 e 3% dos votos.
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Votos brancos para Prefeito
1982: 4,7%
1988: 11,7%
1992: 10,3%
1996: 1,2%
2000: 1,5%
2004: 1,2%
2008: 2%
2012: 1,9%

Votos nulos para Prefeito
1982: 1,9%
1988: 2,1%
1992: 4,5%
1996: 4,5% 
2000: 2,7%
2004: 2,2%
2008: 2,6%
2012: 2,5%


ELEIÇÕES PARA VEREADORES

Esses foram os candidatos a vereador “campeões de votos” em cada eleição:

1982:  Braulio Jose Pscheidt (PMDB) 1.009
1988:  Gelasio Luiz Tureck (PMDB) 888
1992: Clelia Maria Bork Roesler (PMDB) 1.646
1996: Wilson Joao Bento (PPB) 1.366
2000:  Tadeu do Nascimento (PT) 1.351
2004:  José Kormann (PMDB) 1.564
2008: Antonio Joaquim Tomazini Filho (DEM) 1.810
2012: Márcio Dreweck (PP) 2.320

Nota-se que o número vem aumentando a cada eleição, na medida em que também aumenta o número de eleitores na cidade.

Número de eleitores
1982: 19.212
1988: 26.644
1992: 31.175
1996: 36.586
2000: 42.214
2004: 49.206
2008: 54.235
2012: 58.165

Em termos de números absolutos, e independente da eleição, os 10 candidatos a vereador que mais conseguiram votos a vereador foram os seguintes:

1. Márcio Dreweck 2.320 (PP/2012)
2. Tirso Gladimir Hümmelgen 2.153 (DEM/2012)
3. Antonio Joaquim Tomazini Filho 1.810 (DEM/2008)
4. Clélia Maria Bork Roesler 1.646 (PMDB/1992)
5. Claudionor Wotroba 1.605 (PP/2012)
6. José Kormann 1.564 (PMDB/2004)
7. Tadeu do Nascimento 1.367 (PT/2008)
8. Wilson João Bento 1.366 (PPB/1996)
9. Tadeu do Nascimento 1.351 (PT/2000)
10. Ernesto José Rank 1.329 (PMDB/1992)

Como a quantidade de votos tem relação direta com a quantidade de eleitores votando, verificou-se quais eram os candidatos a vereador que conseguiram maior porcentagem dos votos válidos. O resultado foi o seguinte:

1. Clélia Maria Bork Roesler 6,6% (PMDB/1992)
2. Bráulio José Pscheidt 5,9% (PMDB/1982)
3. Leonardo Afonso Grosskopf 5,5% (PDS/1982)
4. Ernesto José Rank 5,3% (PMDB/1992)
5. Márcio Dreweck 4,9% (PP/2012)
6. Mário Nenevé 4,8% (PDS/1982)
7. Wilson João Bento 4,7% (PPB/1996)
8. Tirso Gladimir Hümmelgen 4,5% (DEM/2012)
9. Edimar Geraldo Salomon 4,1% (PPB/1996)
10. Antonio Joaquim Tomazini Filho 3,9% (DEM/2008)

É preciso considerar também a quantidade de candidatos a vereador (com menos candidatos, é mais provável que um deles consiga uma porcentagem mais expressiva).

Candidatos por vaga à Câmara de Vereadores
1982: 13/54: 4,1 candidatos por vaga
1988: 13/107: 8,2 candidatos por vaga
1992: 13/100: 7,7 candidatos por vaga
1996: 15/69:  4,6 candidatos por vaga
2000: 15/105: 7 candidatos por vaga
2004: 10/96: 9,6 candidatos por vaga
2008: 10/98: 9,8 candidatos por vaga
2012: 10/138: 13,8% candidatos por vaga
Na próxima eleição, em 2016, são 12,6% candidatos por vaga.
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Verificou-se também a renovação da Câmara de Vereadores de uma eleição para a outra (considerando apenas os candidatos efetivamente eleitos, e não aqueles que assumiram o cargo durante o mandato). O resultado mostra que não é nada fácil se reeleger na cidade.

Renovação na Câmera de Vereadores a cada eleição 
1988: 92,3%
1992: 76,9%
1996: 76,9%
2000: 80%
2004: 80%
2008: 100%
2012: 100%

Também se verificou a porcentagem de candidatas mulheres e de vereadoras eleitas nessas eleições. Em relação àquelas que conseguiram ser eleitas, a Câmara teve no máximo 20% de mulheres, por duas vezes, em 2000 e 2008.

Número de mulheres candidatas a vereador
1982: 5,5%
1988: 5,6%
1992: 7%
1996: 13%
2000: 20%
2004: 25%
2008: 23,5%
2012: 32,6%
Em 2016, 31,7% dos candidatos são mulheres.
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Número de mulheres entre os vereadores eleitos
1982: 0
1988: 0
1992: 10%
1996: 13,3%
2000: 20%
2004: 0
2008: 20%
2012: 10%
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Votos brancos e nulos para vereador

O número de votos brancos para vereador aumentou nas duas últimas eleições. Depois de chegar a 1,9% em 2004, subiu para 3% em 2008 e 3,7% em 2012.  Já os votos nulos têm se estabilizado há algum tempo entre 1,5 e 2%, o que se repetiu na última eleição, quando eles atingiram 1,8%. Eis a comparação:

Votos Brancos para Vereador
1982: 3%
1988: 3%
1992: 5,8%
1996: 7,3%
2000: 2,4%
2004: 1,9%
2008: 3%
2012: 3,7%

Votos Nulos para Vereador
1982: 2,4%
1988: 3,7%
1992: 6,6%
1996: 4,2%
2000: 2%
2004: 1,5%
2008: 2%
2012: 1,8%

Votos na legenda

O voto na legenda, que muitas vezes representa um equívoco do eleitor, que acha estar votando para prefeito, teve em 2012 uma ligeira diminuição em comparação com os pleitos passados. Ainda assim, atingiu 5,7% dos votos, percentual maior do que obteve Márcio Dreveck (PP), o vereador mais votado.  Eis os resultados de cada ano:

1982: 0,03%
1988: 4,2%
1992: 4,6%
1996: 1,5%
2000: 8,7%
2004: 6,4%
2008: 6,7%
2012: 5,7%

Abstenção

Por fim, verificou-se o percentual do eleitorado de São Bento do Sul que se absteve de votar nas eleições municipais. O número vem subindo há três eleições, chegando ao seu recorde em 2012, quando a abstenção foi maior do que a soma dos três vereadores mais votados (13,2% contra 12%).
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1982: 6,4%
1988: 5,6%
1992: 8,1%
1996: 11%
2000: 8,6%
2004: 8,8%
2008: 11,1%
2012: 13,2%

São Bento do Sul foi colonizada por muitas famílias que vieram da Boêmia, hoje parte da República Tcheca. Até pouco tempo, quem queria fazer uma árvore genealógica dessas famílias não conseguia ir além do imigrante que veio ao Brasil. Mas recentemente alguns sites disponibilizaram registros de diferentes partes da Boêmia, tornando possível descobrir alguns dos ancestrais mais remotos dessas famílias.

Só que a pesquisa desses registros não costuma ser fácil. Os registros estão em alemão, e normalmente com uma péssima grafia, isso quando não omitem informações fundamenteis para a pesquisa. À medida em que recuamos, os registros começam a aparecer em latim, o que, convenhamos, também não ajuda nada.

Assim, a pesquisa desses registros exige bastante paciência e alguma prática para o cruzamento de informações em livros e paróquias diversas. É exatamente este o trabalho que eu me proponho a fazer para você e sua família.

O serviço que eu farei a você 

O meu serviço é, a partir de informações básicas sobre a sua família, descobrir e traçar a sua árvore genealógica com a ajuda dos livros paroquiais da Boêmia. Buscarei os registros de batismo e de casamento do seu ancestral imigrante e com eles recuarei em busca dos pais, avós, bisavós – tanto quanto for possível descobrir.

Anotarei também os dados de irmãos e tios do seu antepassado. Identificarei as aldeias em que habitaram, os lugares por onde andaram, e a quais cidades eles correspondem atualmente. Identificarei neles os dados essenciais de cada registro (nomes, idades, naturalidade, número do terreno, profissões, etc).

Ao final, montarei um gráfico para facilitar a visualização dos seus antepassados. Enviarei a você um arquivo em pdf detalhando a história que descobri com link para os registros de cada antepassado descoberto.

Casos de sucesso

Veja alguns casos de sucesso em pesquisas feitas nos livros da Boêmia:

Registro de casamento em 1815 de Franz Rössler e Klara Preissler, avós do imigrante Johann Rössler de São Bento do Sul:

franz-rossler-marriage

Registro de casamento em 1768 de Peter Zipperer e Barbara Schmid, avós do imigrante Anton Zipperer de São Bento do Sul:

johannpeterzipperer

Famílias como os Rössler e os Zipperer puderam ter sua genealogia conhecida até várias gerações antes da imigração ao Brasil. É o mesmo que pode acontecer com a sua família, se ela veio da Boêmia ao Brasil.

Quais famílias vieram da Boêmia ao Brasil?

Podemos citar uma infinidade deles, que vieram de diversas aldeias, tanto da região do Böhmwerwald como do norte da Boêmia, ambas com registros disponíveis para pesquisa em nossos dias. Abaixo vai uma lista de sobrenomes que tem origem nessas regiões, e que, portanto, podem ser pesquisadas e ter toda a sua história desvendada:

Altmann, Anton, Artner, Aschenbrenner, Augustin, Bacherl, Bail, Balatka, Bauer, Bayerl, Beckert, Bergmann, Boechler, Brandl, Brey, Buschinger, Christoff, Czadek, Czernay, Denk, Dobner, Dorner, Dressler, Duffeck, Dums, Eckl, Eckstein, Ehrl, Endler, Feix, Finke, Fischer, Fleischmann, Friedrich, Fristch, Fuhrbach, Fürst, Gaertner, Gassner, Görnert, Grossl, Grosskopf, Grossmann, Gruber, Gschwendtner, Hannusch, Hatschbach, Haupt, Heiderich, Heinrich, Herdina, Hien, Hillebrand, Hinke, Hoffmann, Hübl, Hübner, Hüttl, Jackl, Jaeger, Jantsch, John, Jungback, Katzer, Kaulfersch, Kaulfuss, Kautnick, Kirschbauer, Klamatsch, Kohlbeck, Kollross, König, Konrad, Krause, Kuchler, Kwitschal, Langhammer, Lang, Liebl, Linke, Linzmeyer, Lobermayer, Lorenz, Ludwig, Maier, Mann, Mareth, Maros, Marx, Mauerer, Milde, Mühlbauer, Müller, Naderer, Nakl, Neisser, Neumann, Nigrin, Oberhofer, Pauli, Peukert, Pflanzer, Pfeiffer, Pilz, Pörner, Pöschl, Posselt, Preussler, Pscheidt, Raab, Rank, Raschel, Reckziegel, Richter, Roesler, Rohrbacher, Rückl, Schaffhauser, Schier, Schindler, Schlögl, Schöffel, Schreiner, Schröder, Schürer, Schwarz, Schwedler, Sedlak, Seiboth, Seidl, Simm, Staffen, Stiegelmaier, Stiegler, Stöberl, Stracke, Streit, Stueber, Tandler, Tascheck, Tauscher, Thomas, Treml, Tureck, Uhlmann, Ulrich, Wabersich, Walter, Weiss, Wildner, Wöhl, Wolf, Wollner, Worel, Wotroba, Wünsch, Zanta, Zappl, Zeemann, Zierhut, Zimmermann, Zipperer.

Como pode-se perceber, é boa parte dos sobrenomes estrangeiros mais comuns. Mas também existem casos de famílias com estes sobrenomes que vieram de outras partes da Europa, que não a Boêmia. Em todo caso, identificando a sua família como sendo de origem boêmia, é possível iniciar a pesquisa em busca da sua árvore genealógica.

Como faço para ter a minha árvore?

Envie um e-mail para rikerich@gmail.com identificando a família que deseja ser pesquisada, e fornecendo o máximo de informações que souber sobre ela. A partir dos dados que você informar, farei uma pesquisa inicial para verificar a existência de dados sobre essa família específica nos livros da Boêmia. Confirmando a existência, passarei para a pesquisa propriamente dita.

Quanto pagarei?

O pagamento é feito por hora de pesquisa/trabalho.  Podem ser contratadas um número específico de horas ou então deixar para que a pesquisa diga quantas horas serão necessárias.

Pesquisadores tchecos costumam cobrar o equivalente a R$ 100 por hora de pesquisa (30 dólares), o que, convenhamos, é um bocado salgado. Faço essa pesquisa por R$ 20 por hora de pesquisa.

Caso deseje, ofereço também o mesmo serviço para os livros paroquiais e civis em São Bento do Sul, Campo Alegre, Rio Negrinho e região, além de cidades paranaenses como Piên, Agudos do Sul, Tijucas do Sul, São José dos Pinhais, Lapa, Curitiba e outras.

Faça uma consulta sem compromisso através do e-mail rikerich@gmail.com.

No caderno em que descreve a história do seu próprio casamento, ocorrido aos 06.10.1951, Herbert Alfredo Fendrich também lista a data de matrimônios de pessoas que conhecia. São citados os seguintes enlaces:

Ludgero Weihermann, 28 outubro 1952

Wilfredo Weihermann, 23 junho 1953

Affonso Weihermann, 18 agosto 1953

Irineu Zimmermann, 10 outubro 1933

Carlos Rückl Sobrinho, 05 novembro 1952

Carlos Rückl, 13 outubro 1951

Alcides Monich, 3 outubro 1953

Armin Zulauf, 10 outubro 1953

Osvaldo E. John, 19 setembro 1953

Harri Knop, 26 setembro 1953

Helmuth Knop, 26 agosto 1952

Willibaldo Leithold, 13 abril 1952

Darci Moldenhauer, 3 outubro 1951

Nelson Hümmelgen, 14 maio 1953

Harri W. Pfützenreuter, 16 maio 1953

Rolando Neumann, 23 maio 1953

Lindolfo Hastreiter, 8 maio 1954

Noaldo Weber, 8 maio 1954

Ivo Hilgenstieler, 8 maio 1954

Noaldo Katzer, 1 maio 1954

Eugênio Schewinsky, 24 abril 1954

Aldo Hilgenstieler, 5 junho 1954

Milton Zimmermann, 1 maio 1954

Ermelino Giese, 14 novembro 1953

Lotário Kock, 6 outubro 1951

João Weihermann, 4 maio 1957

Erhardt Weiss, 11 maio 1957

Affonso Kurowski, 25 maio 1957

Ricardo Roesler, 20 maio 1943

Alvaro Weiss, 7 maio 1960

Oswaldo Giese, 14 maio 1960

Antonio Seidl, 18 junho 1960 (apartou 6-1961)

Antonio Weihermann Sobrinho, 31 maio 1959

Mário d’Aquino, 30 novembro 1957

Miguel Baratti, 7 maio 1960

Rodolfo Schreiner, 8 julho 1961

Roberto Gschwendtner, 22 abril 1961

Reportagem publicada pelo jornal República, de Florianópolis, no dia 22/09/1923, por ocasião do aniversário de 50 anos de São Bento, comemorado no dia seguinte.

(clique na imagem para aumentar o tamanho)

50 anos de SBS

Na véspera de Natal de 1973, o jornal são-bentense Tribuna da Serra noticiava na capa o seguinte acontecimento: “Festas natalinas com falta de cerveja”. A matéria destacava que, “como reflexo da grave crise da falta de vasilhames” no país, a maioria dos são-bentenses passaria aquele Natal sem cerveja. Algumas semanas antes já havia sido reduzido o fornecimento de cerveja Brahma para os bares de São Bento e, àquela altura, dizia-se que as festas já não dispunham do produto. A situação teria piorado, segundo o jornal, justamente porque com o final do ano se aumentava o consumo da bebida.

Alguns, mais prevenidos, haviam se abastecido antes, muitos deles adquirindo a cerveja em outras cidades da região. As próprias indústrias tiveram que buscar fora de São Bento a bebida para as festas de confraternização de seus funcionários. E por vezes acabavam se contentando com qualquer marca, pois o racionamento era generalizado nas cervejarias. “O fato veio criar problemas até certo ponto constrangedores, já que o são-bentense é considerável consumidor deste tipo de bebidas, sendo a cidade, proporcionalmente, uma de suas maiores consumidoras”, diz a matéria.

O jornal também fazia referência a falta de gêneros de primeira necessidade e guloseimas de Natal nos mercados. Lembrava que, para alguns, isso era consequência lógica da melhoria de vida da população brasileira, sobretudo em São Bento, “onde o alto índice industrial proporciona uma boa renda per capita”. Outros, no entanto, não se conformavam com a situação.

Por fim, destacava-se o movimento no comércio da cidade na semana anterior, quando “a aquisição de presentes atingiu proporções jamais vistas”. Os são-bentenses compravam principalmente peças de vestuário e objetos de utilidade doméstica, mas também presentes sofisticados – “até mesmo automóveis”, completa a notícia.

A imagem abaixo, presente em um cartão postal, mostra um cenário de São Bento do Sul naquele ano de 1973.

1973

A lista abaixo, com base nos registros paroquiais de São Bento, mostra os primeiros mortos sepultados no antigo cemitério de Lençol. Entre parênteses está a idade do falecido.

23.05.1886 Thereza Stiegler (10); 20.06.1886 Rosa Ferreira Ribeiro (26) ; 01.07.1886 menino Streit (1 dia); 08.07.1886 Francisco Seiboth (49); 03.09.1886 Gregor Dittert (58); 06.09.1886 Adolfo Hoffmann (2a. e 2m.); 10.12.1886 João Rohrbacher (10d.); 25.01.1887 Sebastião dos Santos (35); 30.01.1887 Justina Pires (18d.); 30.01.1887 Joana Nunes (70); 16.02.1887 Manoel da Cruz (1d.).

17.02.1887 Maria Carvalho (30); 17.02.1887 Antônio Correia (6d.); 19.02.1887 Joana Gärtner (68); 28.05.1887 Theresa (2,5); 22.06.1887 João Brey (1 hora); 24.06.1887 Malachias Siqueira (1,5); 08.07.1887 Antonia Schlenzig (49a. e 8m.);  14.07.1887 José Bacherl (76); 26.07.1887 José Streit (4d.).

19.08.1887 Inez Seidel, (21d.?); 22.08.1887 Honório Alves (65); 02.09.1887 Maria Grosskopf (2,5); 24.09.1887 Maria Gaertner (2m. e 27d.); 29.09.1887 Zeferina Pires (6m.); 11.02.1888 Vitalina Virgínia (6m.); 14.03.1888 João (3m.); 10.04.1888 Francisca Elias Chaves (8m.); 11.04.1888 Bertha Kwitschal (9m.); 08.06.1888 Manoel Joaquim (70).

12.07.1888 Hermina Kwitschal (5); 20.01.1889 Davina Maximiano (15m.); 21.01.1889 João Lisboa (5m); 04.03.1889 menino Jantsch (18d.); 10.07.1889 Catharina Neppel (1a. e 3m.); 09.07.1889 Francisco Ulrich (48); 19.08.1889 Jacob Rohrbacher (3a. e 2m.); 19.09.1889 Francisco Müller (3m.); 30.09.1889 Paulina Hinke (32); 13.10.1889 Francisco Lima, (2m.)

11.10.1889 Rodolfo Ulrich (5); 09.11.1889 Martha Schindler (3m.); 16.12.1889 Paulo Stiegler (2); 06.01.1890 Thereza Treml (41); 03.03.1890 gêmeos Jantsch (3d.); 04.04.1890 Francisca Bueno Gomes (12); 14.06.1890 Maria Vater (47); 10.08.1890 Antônio Gärtner (não consta); 18.09.1890 Thereza Jungbeck (59); 23.09.1890 Deolinda Fabrícia (24); 26.09.1890 Generosa Correa (20); e 22.12.1890 Maria Friedrich (3).

Abaixo, um antigo panorama do bairro de Lençol.

Lençol

Em abril de 1877, partia do porto de Hamburgo, na Alemanha, rumo ao Brasil o navio Buenos Ayres, trazendo 194 passageiros e, entre eles, a família de Franz Thomas, lavrador e marceneiro, vinda de Prischowitz, no norte da Boêmia. Ao chegar no Brasil, a família se encaminhou para a Colônia São Bento e se estabeleceu na Estrada Dona Francisca. Um dos filhos que Franz teve com sua esposa Veronika chamava-se Wilhelm (Guilherme) Thomas, que teria nascido em Maxdorf e batizado em Morchenstern. Marceneiro como o pai, Wilhelm Thomas se casou em São Bento do Sul em 1885 com Maria Nigrin, de Tannwald, aldeia na mesma região da Boêmia. Consta que se naturalizou brasileiro.

Wilhelm Thomas foi figura importante nas primeiras décadas da Sociedade de Cantores 25 de Julho, na Estrada da Serra, da qual chegou a ser presidente. Seu nome aparece nas atas desde muito cedo. Em 1895, por exemplo, ele e a esposa fizeram parte do grupo que enfeitou o salão para um encontro de corais, no aniversário da Sociedade. Em 1900, o coral decidiu forrar com tábuas o palco de seu velho salão, a fim de melhorar a acústica, e o serviço foi executado por Thomas, que também comprou as tábuas para essa finalidade.

Em 1909, Thomas já era presidente da Sociedade e foi durante a sua gestão que ocorreu a mudança para uma nova sede, em terreno de Johann Neumann. Também foi dele a sugestão para que este terreno não pudesse ser vendido a outrem, a não ser ao próprio vendedor. A nova sede tinha uma varanda cujas janelas e portas foram confeccionadas e colocadas pelo próprio Thomas, acompanhado de Hermann Langer. E assim ele é citado diversas vezes, em meio às atividades de canto e teatro promovidas pela Sociedade.

Ao falecer, em 1925, contava com 68 anos. Wilhelm Thomas teve como genro a Hugo Schwarz, também coralista e regente da mesma Sociedade.

A imagem abaixo, disponível no Arquivo Histórico, mostra a casa da família Thomas na Estrada Dona Francisca, ainda existente em nossos dias.

Thomas2

 

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