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Archive for the ‘História e Genealogia’ Category

Pouca gente sabe (talvez nem a própria), mas a origem da família da senadora Gleisi Hoffmann está na cidade de São Bento do Sul. O avô dela, Bertholdo Hoffmann, era são-bentense, muito embora tenha se casado em Mafra e morrido em Itaiópolis. O pai dele era o imigrante silesiano Julius Hoffmann, alfaiate e hoteleiro em Oxford. Este Julius também foi figura ativa dos atiradores de São Bento em seus primórdios.

Em destaque, o atirador Julius Hoffmann, bisavô de Gleisi Hoffmann 

O pai da senadora, inclusive, recebeu o mesmo nome do avô, sendo, portanto, Júlio Hoffmann. Ele viveu em Curitiba, onde teve Gleisi e seus irmãos, e mais tarde se separou da esposa, tendo então voltado a Itaiópolis, onde viveu o resto dos seus dias.

Em reportagens pela Internet, costuma-se dizer que o avô da senadora era alemão, o que não procede: o avô era são-bentense. E a sua família Hoffmann não parece ter origem na atual Alemanha, posto que a Silésia fica entre a Polônia e a República Tcheca – etnicamente, é claro, podem ser considerados alemães, não geograficamente.

Além desta família, de quem herda o sobrenome, a senadora descende de famílias Gruber, Pscheidt e Czadek (Schadeck) que imigraram para São Bento, mas não permaneceram na cidade, partindo para Itaiópolis ainda na década de 1890.

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Estou lançando um livro sobre a família de Nicolau Becker, uma das pioneiras na colonização de Rio Negro, em 1829. Essa família tinha como origem a aldeia de Trittenheim, na Alemanha, não muito longe do famoso Trier, região de onde provinha a maior parte dos imigrantes pioneiros da cidade.

A família de Nicolau Becker, no entanto, habitou o lado catarinense no rio, e parece que a maior parte dos imigrantes fez o mesmo. De maneira que eles podem ser considerados também pioneiros de Mafra, e Mafra pode ser vista, inclusive, como a primeira colonização alemã no atual território catarinense, uma vez que teve inicio alguns dias antes que a de São Pedro de Alcântara.

Em Mafra, a família de Nicolau Becker habitou lugares como Portão, Curralinho e Cedro (este já em Bela Vista do Sul). Com base em registros de terra da época, disponibilizados pelo Arquivo Público do Paraná, foi possível incluir, pela primeira vez, uma lista com os primeiros moradores de todas essas localidades.

Também tive a oportunidade de consultar as listas nominativas, equivalente aos censos, dos anos de 1835, 1846 e 1850 em Rio Negro, os quais estão disponíveis no departamento de História da UFPR. Esses documentos, também inéditos, permitiram um vislumbre de como ganhavam a vida cada um dos moradores de Rio Negro e Mafra. O que descobri foi que Nicolau Becker era um dos mais pobres imigrantes.

Possivelmente ainda na década de 1840, a família Becker e outras mais já estavam no lugar conhecido como Cabeça Seca, na entrada de Itaiópolis via BR-116, de modo que eles podem, também, ser considerados pioneiros de Itaiópolis, ainda que essa ocupação tenha se dado muito tempo antes da criação da Colônia Lucena. Também desta região é feita uma lista dos primitivos moradores.

Houve duas famílias Becker em Rio Negro. A outra, do imigrante João Adão Becker e do seu provável filho Gregório, era bem mais abastada, e dele procede Thomaz Becker, que foi prefeito de Rio Negro.

Também houve duas famílias Becker em Itaiópolis, sendo que esta aqui abordada não é a mesma da qual procede Otair Becker, ex-senador da República e prefeito de São Bento.

Existem, no entanto, também em São Bento descendentes de Nicolau Becker. Entre eles está o Fábio Becker, que foi o idealizador deste projeto.

O livro conta com uma árvore genealógica com 1.340 descendentes, fruto de pesquisas em cartórios e igrejas das cidades referidas.

Onde encontrar

Está à venda pelo site Clube de Autores.

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Estas são as famílias que passaram por São Bento que consegui identificar no censo de Itaiópolis no ano de 1895, disponível no Arquivo Público do Paraná (a quem Itaiópolis pertencia) e reproduzido no livro “Os imigrantes poloneses da Colônia Lucena – Itaiópolis”, de Wilson Carlos Rodycz. São Bento, em verdade, contribuiu para o povoamento de uma extensa região no norte de SC e sul do PR. Em tempos mais recentes, muitos descendentes dessas famílias retornaram à região de São Bento.

José Bergmann, Joaquim Eugênio Bispo, José Endler, José Evangelista de Faria, Henrique Fleischmann, Carlos Gruber, Max Gruber, Michael Gruber, Mathias Hoffmann, August Kuchler, Joaquim Ferreira de Lima, Ferdinando Linzmeyer, João Linzmeyer, José Neppel, Jacob Nepsui, José Romão Pereira, José Pscheidt, Carlos Rank, Antonio Rösler, Carlos Schadek, João Schreiner, Venceslau Seidl, Manoel Antônio Siqueira, Lauriano Pinto de Souza, Jacob Stiegler, Carlos Wagner, Paulo Timótheo Wielewski

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Há algumas semanas estamos nos divertindo no grupo “São Bento no Passado” no Facebook com a colorização de fotos em preto e branco.  Trata-se de notável bruxaria tecnologia que, com base em algoritmos e um banco de dados pré-programado, “adivinha” automaticamente as cores da imagem. Não são todas as imagens que ficam boas, e nem mesmo “toda” a foto costuma ficar boa. O programa, até agora, ainda não tem sucesso também ao colorir fotos de pessoas ou de carros. No entanto, o vislumbre que ele permite de algumas paisagens do passado é estonteante, verdadeiro milagre que nos faz voltar no tempo e ter ideia de como os são-bentenses enxergavam a cidade há muitas décadas. Experimente colorir algo aqui.

Abaixo, reproduzimos alguns bons resultados promovidos pelo programa. Para ver mais fotografias, acesse o nosso grupo no Facebook.

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“Da casa paroquial há dois caminhos para subir à igreja, um suave e outro muito íngreme, com uma espécie de escada. Peguei este atalho, mais curto. Era noite ainda quando saí. Enxergo mais ou menos o atalho e… que negócio é esse?! Dois, três, cinco objetos meio duros, como bolas de borracha maciça, me batem na cabeça… paro, examino, apalpo com a mão… estava no meio de galhos carregados de ameixa! Quase quis, “por vingança”, tirar uma e começar a comer. “Alto lá! Primeiro rezar a missa…”. Confesso que nos dias seguintes nunca mais as ameixas me bateram na cabeça; pois de dia examinei tudo direitinho e vi várias ameixeiras tão cheias de frutas que, apesar das muitas estacas, uns galhos se inclinavam quase até o chão, de carregados de ameixas grandes e madurinhas. Ah! Minha gente! Não pude negar meu coração compassivo, fiquei com tanta pena das ameixeiras (e parece que outros também!) e por pura compaixão aliviei um e outro galho carregado de suas frutas mais pesadas e madurinhas. São Bento (hoje Serra Alta) é terra de ótimas frutas, maçãs, peras, ameixas, pêssegos, etc”.

Padre Emílio Dufner em visita a SBS em 1944.

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Temos ciência através do cronista Josef Zipperer (1954) que, nas primeiras décadas, existiu em São Bento uma associação de soldados veteranos da Prússia, tida como “muito bem organizada”. Dela, evidentemente, só podiam fazer parte ex-combatentes prussianos, sendo que a maioria havia lutado na Guerra dos Ducados, em 1864, na Guerra Austro-Prussiana, em 1866, e na Guerra Franco-Prussiana, em 1870, – três das guerras da unificação germânica. Não conhecemos o nome da maioria desses veteranos, apenas os de Rudolf Klaumann, Heinrich Hussmann, Adolph Langer e Josef Heinrich, o “Henrique Grande” citado por Zipperer.

Diz o cronista que Heinrich, que era pedreiro de ofício, já não ouvia muito bem por conta dos tiros de canhão durante a guerra. Os relatos de Heinrich sobre os combates costumavam assustar as crianças, sobretudo quando falava sobre os franceses zuavos, “que não eram cristãos como nós, mas sim pagãos, venerando como Deus a macacos”.

Da Guerra Franco-Prussiana, os ex-combatentes de São Bento festejam o dia da batalha de Sedan, que decidiu o conflito a favor dos prussianos. A batalha foi travada no dia 1º de setembro, e no dia seguinte os franceses se renderam. Era justamente no dia 2 de setembro que os soldados comemoravam em São Bento.

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Batalha de Sedan: prussianos comemoravam a rendição dos franceses em 1870

Neste dia, eles promoviam um desfile pelas ruas da cidade, repleto de bandeiras tremulando. Os combatentes traziam ao peito as condecorações que haviam recebido por ocasião das guerras em que participaram. A Banda Augustin, tida como o primeiro conjunto musical de São Bento, puxava o desfile com suas marchas, reforçada pelos bumbos e tambores de Rodolpho Hoffmann e seu filho Oswaldo. Pela menção a esses nomes feita por Josef Zipperer, imagina-se que esses desfiles tenham acontecido próximo ou exatamente na década de 1890. Afinal, Oswaldo Hoffmann nasceu por volta de 1876 e, por mais mocinho que fosse, precisava ter certa idade para poder acompanhar o pai na banda.

Aliás, chama a atenção que essa solenidade dos prussianos fosse animada pelos “austríacos” da Banda Augustin. Isso porque a Guerra Austro-Prussiana ocorrida em 1866 colocou ambos em lados opostos. Por mais que já tivessem se passado duas décadas, os relatos da época fazem crer que ainda persistiam certas animosidades entre as etnias em São Bento. Talvez os prussianos, se pudessem, escolheriam uma banda própria, mas é possível que os Augustin fossem os únicos na cidade. A inclusão da família Hoffmann é sugestiva, pois esses não eram boêmios, e bem poderia ser que fossem prussianos. Talvez fossem eles os representantes da etnia em meio aos músicos austríacos – que, de certo, também não viam mal em um trabalho a mais.

augustin

Banda Augustin: austríacos animando os prussianos 

Diz Zipperer (1954) que as crianças acompanhavam toda a marcha, “admirando aqueles homens, verdadeiros heróis, que já tinham enfrentado a morte, frente à grande chuva de balas”. Esse dia festivo era finalizado com um “monumental baile”, em salão não mencionado.

Todas essas festividades acabaram por despertar o ciúme dos boêmios de São Bento. Também havia entre eles veteranos das mesmas guerras, além de outros que estiveram na Itália sob o comando do marechal-de-campo Josef Wenzel Radetzky von Radetz, tido como o mais importante militar austríaco da primeira metade do século XIX. Infelizmente Zipperer não cita nomes, mas sabemos que, entre esses, estava o imigrante Georg Gschwendtner, que havia combatido na Itália, contra os franceses, em 1858/1859 sob o comando de Radetzky (VASCONCELLOS, 1991), no conflito que ficou conhecido como a Segunda Guerra de Independência Italiana.

Entre os militares boêmios, também estava Jakob Treml, que foi dragão do imperador, ou seja, um soldado que se deslocava a cavalo, e usando armamento pesado. Ele participou, em 1866, da batalha de Königgrätz, ou de Sadowa, ocorrida no norte da Boêmia e que decidiu a Guerra Austro-Prussiana a favor da Prússia.

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Batalha de Königgrätz: imigrante Jakob Treml participou do conflito que definiu a Guerra Austro-Prussiana a favor dos prussianos em 1866

Sabemos ainda que o próprio Josef Zipperer foi soldado na Guerra Austro-Prussiana, também conhecida como Guerra das Sete Semanas. Essa guerra parece ter sido do especial interesse de seu filho Jorge, que, ainda na juventude, leu livros sobre o conflito. Pelos relatos feitos por Josef Zipperer, sabemos que houve também um imigrante apelidado de “Henriquezinho”, ou “pequeno Henrique”, que havia sido sargento do exército austríaco, mas não obtivemos sucesso na identificação desse personagem. O seu apelido vinha pela comparação com o “Henrique Grande”, o já citado Josef Heinrich, que havia lutado pelos prussianos. Desconhece-se o nome de outros ex-combatentes austríacos.

De toda forma, os austríacos decidiram criar também uma sociedade para rivalizar com a dos prussianos, e assim foi feita a “Oesterreich-Ungarischer Hilfsverband”, também chamada de “Sociedade Auxiliadora Austro-húngara”, “União Beneficente Austro-húngara” e “Liga Austro-húngara”, conforme o historiador e o tradutor. Parece certo que dela não faziam parte apenas os veteranos, mas todos os imigrantes austríacos que assim desejassem. O próprio presidente, Frederico Fendrich, não parece ter lutado em nenhuma guerra. Boa parte dos seus membros parecem ter sido pacatos colonos.

A imagem pode conter: 13 pessoas, pessoas em pé

A Sociedade Auxiliadora Austro-húngara: veteranos eram em número reduzido 

É curioso que uma das lideranças dessa sociedade austríaca fosse o silesiano Johann Hoffmann. Em verdade, há uma grande confusão geopolítica envolvendo a Silésia, que ora aparece como parte do Império Austro-húngaro e ora da Prússia. Pfeiffer (1997), ao falar sobre o imigrante silesiano Adolph Langer, diz que sua aldeia natal pertencia ao Império Austro-húngaro, mas já em seguida relata a participação dele na guerra Franco-Prussiana – ou seja, lutando pelos prussianos.

Situações curiosas como essas podiam acontecer do outro lado da fronteira também, já que Josef Heinrich, embora bávaro e, como tal, soldado prussiano, tinha sua família, inclusive a esposa, como natural da Boêmia, ou seja, da Áustria. É preciso que se diga que antes de 1866 as duas potências estavam do mesmo lado nos conflitos existentes.

Com a nova sociedade, os austríacos também passaram a promover desfiles pelas ruas da cidade. Escolheram como dia o natalício do imperador Franz Joseph, 18 de agosto. Neste dia, assim como os prussianos, os veteranos de guerra exibiam garbosamente as suas condecorações enquanto caminhavam pela região central de São Bento.

É uma pena que não exista nenhum registro fotográfico desses desfiles, nem de austríacos e nem de prussianos. Em verdade, a documentação sobre essas duas sociedades é bem escassa, sendo que da Sociedade dos Veteranos, ou seja, a dos prussianos, só existe a citação de Zipperer e outra em um protocolo de recepção, em 1898, a um cônsul austríaco ou alemão que nunca veio. Na ocasião, o representante da sociedade foi Heinrich Hussmann. Não se sabe até quando foram as atividades desta sociedade, que deve ter encerrado as atividades ao longo da década seguinte.

A dos austríacos ainda existia na década de 10, mas seguramente não mais em 1923. E as guerras de que participaram só continuaram a ser lembradas nas memórias e nas conversas com seus velhos veteranos.

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Famílias da Boêmia e suas aldeias de origem

Abaixo, seguem o nome de aldeias da Boêmia e os respectivos sobrenomes de famílias que de lá imigraram ao Brasil pelo porto de São Francisco do Sul.

A maioria se estabeleceu em São Bento do Sul/SC, mas outras tomaram destinos diversos, inclusive indo para o Rio Grande do Sul.

Há sobrenomes que aparecem em várias aldeias. Sugiro pesquisar um sobrenome usando Ctrl + F.

Há famílias que ainda não tiveram a sua aldeia identificada.

Se estiver interessado em uma informação ou pesquisa específica sobre alguma dessas famílias, entre em contato.

ALBERSDORF: Baumrucker, Böhm

ALBRECHTSDORF: Endler, Fischer, Paulata, Rössler, Simm, Swarowsky, Zimmermann

ARNAU: Havel, Kapp, Scholz

ARNSDORF (há mais de uma): Jankel, Raschel, Schlögl (Schlegl)

AUSSIG: Malik

BÄRNSDORF: Ritter

BAUSCHOWITZ (há mais de uma): Laube

BAUTZEN: Schützel

BRAND (há mais de uma): Schwarz

BRUNN: Barnack

BUCHAU: Kolbe

BULLENDORF: Lammel

CHINITZ-TETTAU: Gruber, Knickel, Stiegelmeier (Stiegelmeyer)

CHUDIWA: Gruber

DALLESCHITZ: Jappe

DESCHENITZ: Dietrich (Ditrich), Seidl (Seidel), Treml, Zierhut

DESSENDORF: Adamitschka, Fischer, Schwedler

DITTERSBACH: Altmann

DÖRRSTEIN: Rohrbacher

DUX: Grimm, Schneider, Walter

EGER: Bergler

EISENSTEIN: Gschwendtner, Maurer (Mauerer), Pilati, Schaffhausen, Stöberl (Stoeberl)

EISENSTRASS: Bachal (Bachel), Baierl, Böschl (Pöschl), Brandl, Brozka, Frisch, Fürst, Gregor, Grossl (Grassl), Kahlhofer, Konrad, Kuchler, Linzmeyer (Linzmayer), Marx, Neppel , Pflanzer, Schröder (Schroeder)

FALKENAU (há mais de uma): Tietzmann

FLECKEN: Baierl, Hübl (Hiebl), Hien, Kohlbeck, Kirschbauer, Kautnick (Koutnick), Maier (Mayer), Mühlbauer, Münch, Prechtl, Rank, Stascheck (Tascheck), Stueber (Stuiber, Stüber), Stöberl (Stoeberl), Treml, Zipperer

FREIHÖLS: Adlersflügel, Rosenscheck (Rosnischeck)

FREUDENBERG: Richter

FRIEDLAND IN BÖHMEN: Neumann, Scholz

FRIEDRICHSDORF: Prade

FRIEDRICHSWALD: Gärtner (Gaertner), Heinrich, Keil, Lammel, Müller, Schaurig (Schaurich), Streit, Weber

FUCHSBERG: Heinrich

GABLONZ: Brückner, Fink(e), Görnert, Grolop, Hatschbach, Hinke, Hübner, Kirschner (Kirchner), Kohl, Ludwig, Luke, Scholz, Seidl (Seidel), Strackel, Vorbach, Zenkner

GLASHÜTTEN: Aschenbrenner, Eckstein, Grosskopf, Seidl (Seidel), Weiss, Wotroba

GRÄNZENDORF: Bergmann, Hübner, Leubner, Patzelt, Rieger, Seibt, Tandler, Ullrich

GRAUPEN: Seifert (Seiffert)

GRÜNAU: Artner

GRÜNTHAL: Ludwig

GRÜNWALD: Bergmann, Fleischmann, Heidrich (Haidrich), Scholz, Wöhl (Woehl), Zappl (Zappe), Zeemann (Zemann)

GUTBRUNN: Kundlatsch

HAIDA: Hermann, Langhammer, Student

HAIDL AM AHORNBERG: Bayerl (Bail)

HAMMERN: Augustin, Buchinger (Puchinger), Dorner, Drechsler, Dums, Eckel, Ehrl (Erl), Fürst, Grossl, Jungbeck, Kahlhofer (Kohlhofer), Kollross, Liebl, Linzmeyer (Linzmayer), Muckenschnabel, Oberhofer, Pscheidt, Rorhbacher, Rückl, Schreiner, Stiegler, Stöberl (Stoeberl), Tauscher (Tanscher)

HARRACHSDORF: Seidl (Seidel)

HINTERHAUSER: Christoph (Christof)

JOHANNESBERG: Fischer, Gürtler, Jantsch, Kaulfuss, Nierig, Pilz, Posselt, Preussler, Reckziegel, Rösler (Rössler), Schöler, Schwedler , Worm

JOHANNESTAHL: Mai (May), Stark, Swarowsky, Thalowitz

JOSEFSTHAL: Dressler, Zimmermann

KALTENBRUNN: Gassner, Hübl (Hiebel), Schreiner

KARLSBERG: Posselt

KATHARIENBERG: Beckert

KLATTAU: Fleischmann, Mundel

KLETSCHEDING: Bauer

KOCHOWITZ: Hanush (Hannusch)

KOHLHEIM: Grosskopf, Kroll, Schürer

KOMOTAU: Schreiber

KUKAN: Kittel, Mensel, Simm

LABAU: Pfeiffer

LADOWITZ: Schneider

LANGENAU: Hüttel, Keil

LANGENBRÜCK (há mais de uma): Jung

LANGENDORF (há mais de uma): Glaeser, Rauch

LEWIN: Grossmann

LICHTNECK: Stiegelmeier (Stiegelmeyer)

LIEBENAU: Preissler, Skolande, Watzke

LIEBORITZ: Anton, Hübsch

LIPTITZ: Bobel (Bobl), Czernay

LOMNITZ BEI GITSCHIN: Fendrich

MAFFERSDORF: Bergmann, Hauser, Keil, Klinger, Lorenz, Maier (Mayer), Möller, Posselt, Schwarzbach, Wöhl (Woehl)

MARIA RADSCHITZ: Nacke (Nake, Nakl)

MARIASCHEIN: Kern

MARIENBERG: Altmann, Breisler, Endler, Fischer, Müller, Neumann, Niester, Poerner (Perner), Ringmuth, Simm, Urbanetz , Wolf (Wolff)

MARSCHOWITZ: Grossmann, Hatschbach, Pfeiffer

MAXDORF: Dressler, Elstner, Hoffmann, Jäckel  (Jäkel), Morch, Pilz, Prediger, Reckziegel, Schöler, Tandler, Tischer, Vater

MORCHENSTERN: Elstner, Endler, Engel, Feix, Fischer, Haupt, Hoffmann, John, Kaulfuss, Klinger, Köhler, Luke, Melich, Posselt, Reil, Rössler, Scheibler, Scheufler, Schier, Schöffel (Scheffel), Staffen (Steffen), Strauski, Ullmann, Ullrich, Wildner

MÜLLIK: Pauli

NEU PAULSDORF: König

NEUBIDSCHOW: Neumann, Schick

NEUDORF (há mais de uma): Bauer, Binder, Dobner, Dunzer, Hoffmann, Hüttl (Hütl), Mareth, Peyerl, Preissler, Schlögl , Schreiber, Schwarz, Warth, Weiss, Wolf (Wolff)

NEUERN: Augustin, Grosskopf, Pospischil, Schadeck, Tauscheck (Tauschek), Zierhut

NEUSORGE: Dittrich

NIEDER-GEORGENTHAL: Grohmann

OBERKREIBITZ: Bienert

OSSEGG: Liebsch

PELKOWITZ: Klamatsch, Lang, Seiboth (Saiboth), Sedlak , Stracke, Weiss

PETLARN: Bauer, Theinl

PILSEN: Morawka

PLÖSS: Hübl (Hiebl)

POLAUN: Bartel, Feix (Faix), Fischer, Haupt, Hinke, Langhammer, Neumann, Pachmann, Seidl (Seidel), Umann, Weinert

PRISCHOWITZ: Friedrich, Hossda, Lang, Rössler, Schier, Simm, Thomas

PULETSCHNEI: Schöffel (Scheffel), Wabersich

RADL: Kundlatsch (Rundlatsch), Seiboth

RATSCHENDORF: Kaulfersch, Rieger

REHBERG: Gruber, Pauckner, Raab

REICHENAU: Fink(e), Hoffmann, Jäger, Kraus(s), Kwitschal (Kwicala), Maschke, Milde, Peukert, Preissler, Preussler, Rössler (Roesler), Schwarzbach, Strnad (Sternardt), Stracke, Weiss, Wenzel

REICHENBERG: Beckert, Brokopf,  Fiebiger, Hartel, Hoffmann, Hübner, Killmann (Kilmann), Kluss, Mittelstedt, Purde, Riedel, Roscher, Stark, Thurm, Worrel (Warel)

RÖCHLITZ: Linke

ROSSHAUPT: Degelmann, Diener, Dobner, Dörfler, Fleischmann, Freiersleben, Friedel, Hoffmann, Körb, Krauss, Kreutzer, Magerl, Nosseck, Plomer, Prem, Randig, Rauch, Salfer, Stieg, Veith (Voith), Wagner

ROTHENBAUM: Bechler (Boechler), Rank, Wöllner

RÜCKERSDORF: Appelt, Maros (Meros)

SATTELBERG: Raab

SCHENKENHAHN: Friedrich

SCHLAN: Michel

SCHLUCKENAU: Otto

SCHÖNWALD (há mais de uma): Huf , Steiner

SCHUMBURG: Richter, Swarowsky

SILBERBERG: Bayerl

SONNENBERG: Hanel, Wand

SPITZBERG: Katzer, Kriesten, Schindler

STADTLER: Hoffmann, Müller, Schiessl, Uhlig (Uhlich), Uhlmann, Wolf (Wolff)

STEINSCHÖNAU: Richter, Ritschel

ST. KATHARINA: Augustin, Drechsler, Grossl, Hoffmann, Lobermeyer (Lobermayer), Maurer (Mauerer), Münch, Rank, Stuiber (Stüber)

SVAROV: Balatka

TACHAU: Wächter

TANNWALD: Brückner, Endler, Feix, Hillebrand, Horn, Nigrin, Schnabel, Schwarz, Seibt

TIEFENBACH: Tureck, Umann

ULLERSDORF: Köhler, Zeithammer

UNTERMARKTSCHLAG: Naderer

VOITSDORF: Schlinzig

WALDAU: Duffeck

WEGSTÄDTL: Neumann

WEISSKIRCHEN: Hoffmann

WIESENTHAL: Dietrich (Ditrich), Fischer, Haupt, Hoffmann, Jantsch, Koliska, Krupka, Ludwig, Lung, Nowotny, Pfeiffer, Rössler, Scholz(e), Wöhl (Woehl), Zimmermann

WURZELSDORF: Hermann, Korbelar, Krause, Neumann, Schier

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